{"id":16710,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16710"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-busca-da-serenidade-plena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-busca-da-serenidade-plena\/","title":{"rendered":"A busca da serenidade plena"},"content":{"rendered":"<p>Conhecer o Budismo &#8211; Iniciativa do CUFC <!--more--> Margarida Cardoso, da Uni\u00e3o Budista Portuguesa, esteve no CUFC (Centro Universit\u00e1rio F\u00e9 e Cultura), na quarta-feira, \u00e0 noite, para falar sobre Budismo. Com uma sala cheia, presidiu \u00e0 \u201cconversa\u201d o Padre Alexandre Cruz, director daquele centro, que salientou a prem\u00eancia de todas as religi\u00f5es e filosofias se unirem para a defesa de uma \u00e9tica universal. Moderou Ant\u00f3nio Martins, docente da Universidade de Aveiro, que sublinhou a import\u00e2ncia de conhecermos outras formas de pensar, para convivermos com os outros, sendo mais tolerantes.<\/p>\n<p>O primeiro desafio para se perceber o Budismo partiu de um convite, original entre n\u00f3s, lan\u00e7ado pela palestrante: \u201cSentados comodamente, m\u00e3os sobre os joelhos, olhos fechados; vamos sentir o ar a entrar e a sair pelas narinas; vamos ouvir o barulho da sala&#8230; e agora o sil\u00eancio; deixemos entrar os pensamentos&#8230;\u201d. Isto, porque o Budismo \u00e9 essencialmente uma filosofia de vida, uma pr\u00e1tica enriquecida por experi\u00eancias de medita\u00e7\u00e3o, um estado de consci\u00eancia l\u00edmpido, luminoso, de compaix\u00e3o e de sabedoria, frisou Margarida Cardoso.<\/p>\n<p>A convidada do CUFC recordou que Buda, meio mil\u00e9nio antes de Cristo, abandonou os prazeres para procurar a ilumina\u00e7\u00e3o, que s\u00f3 ser\u00e1 conseguida atrav\u00e9s da aten\u00e7\u00e3o que prestarmos a \u201cgrandes verdades\u201d, as quais nos conduzem \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o interior absoluta. Disse que o sofrimento tem origem no desejo, que a elimina\u00e7\u00e3o do desejo leva ao fim do sofrimento, e que, quando atingir-mos esta fase, ao longo de uma caminhada de inten\u00e7\u00f5es, ac\u00e7\u00f5es, recolhimento e concentra\u00e7\u00e3o puros, alcan\u00e7aremos o nirvana, aus\u00eancia total da dor, meta perseguida pelos budistas.<\/p>\n<p>Questionada sobre o dia-a-dia, entre os ocidentais, da viv\u00eancia budista, Margarida Cardoso referiu que todos t\u00eam \u201cvidas normais, com casa, fam\u00edlia e trabalho\u201d. Re\u00fanem-se para meditar, para se tornarem \u201cmais conscientes do momento presente\u201d, tendo sempre em conta a busca das \u201cboas rela\u00e7\u00f5es com as pessoas\u201d, o interesse por tudo quanto os rodeia, segundo uma \u00e9tica assente na positiva. \u201cN\u00e3o basta n\u00e3o roubar; temos de ser generosos\u201d, adiantou. \u201cOs budistas ultrapassam com mais facilidade as situa\u00e7\u00f5es de stresse, porque aprendem a relaxar nos encontros de medita\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m conhecidos por yoga\u201d, disse.<\/p>\n<p>Sobre a vida para al\u00e9m da morte, Margarida Cardoso afirmou que defendem o renascimento, que definiu como \u201cciclos de exist\u00eancia sem fim\u201d. Referiu que, quando n\u00f3s morremos, \u201cse \u00e9 que morremos\u201d, o que vai permanecer s\u00e3o \u201cmarcas, fluxos de energia e de consci\u00eancia, que s\u00e3o a nossa continuidade, o nosso renascimento\u201d. N\u00e3o aceitam Deus, nem qualquer ente criador, \u201cporque o grande arquitecto \u00e9 a mente humana\u201d, sublinhou. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o dogm\u00e1ticos, at\u00e9 porque h\u00e1 imensos mestres e escolas budistas que t\u00eam, como matriz comum, t\u00e3o-s\u00f3 a procura da perfei\u00e7\u00e3o, que conduzir\u00e1 \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o, ao nirvana, que \u00e9, afinal, a serenidade plena.<\/p>\n<p>Fernando Martins<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhecer o Budismo &#8211; Iniciativa do CUFC<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-16710","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16710"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16710\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}