{"id":1674,"date":"2010-05-26T15:45:00","date_gmt":"2010-05-26T15:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1674"},"modified":"2010-05-26T15:45:00","modified_gmt":"2010-05-26T15:45:00","slug":"navios-baptizados-a-meses-da-entrega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/navios-baptizados-a-meses-da-entrega\/","title":{"rendered":"Navios baptizados a meses da entrega"},"content":{"rendered":"<p>O \u201cLisbonense\u201d e o \u201cAlmadense\u201d, ferries para transporte de passageiros e autom\u00f3veis entre Cacilhas e Terreiro do Pa\u00e7o, s\u00e3o as primeiras obras da renascida Navalria<\/p>\n<p>Os dois ferries da Transtejo que est\u00e3o a ser constru\u00eddos na Navalria s\u00f3 v\u00e3o ser entregues em meados de Julho e no final do Ver\u00e3o, mas j\u00e1 foram bapti-zados na segunda-feira, 24 de Maio. Um chama-se \u201cLisbonense\u201d e teve como madrinha Ana Paula Vitorino, ex-secret\u00e1ria de Estado dos Transportes e actual deputada pelo Porto. O outro \u00e9 o \u201cAlmadense\u201d, tendo por madrinha Elisa Saloio, administradora da Transtejo. As madrinhas fizeram rebentar a tradicional garrafa de champanhe &#8211; tarefa que em ambos os casos s\u00f3 \u00e0 terceira ou quarta tentativa teve sucesso. Parecia que as garrafas eram mais duras do que o casco met\u00e1lico.<\/p>\n<p>Os ferries, de 47,5 metros de comprimento e 16 metros de boca, t\u00eam capacidade para 360 passageiros sentados e 29 ve\u00edculos. V\u00e3o operar entre Cacilhas (margem esquerda do Tejo) e o Terreiro do Pa\u00e7o (Lisboa). Custam 14 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Pintassilgo, presidente do conselho de administra\u00e7\u00e3o da empresa lisboeta, salientou que as novas embarca\u00e7\u00f5es t\u00eam motores mais ecol\u00f3gicos, elevadores para pessoas de mobilidade reduzida, vis\u00e3o nocturna para operar em condi\u00e7\u00f5es de mobilidade reduzida, incluindo nevoeiro, e s\u00e3o mais f\u00e1ceis de manobrar, permitindo a acostagem em locais de altura diversa. Disse ainda que s\u00e3o pe\u00e7as fundamentais para o \u201cparadigma da mobilidade sustent\u00e1vel\u201d, que n\u00e3o \u00e9 nem \u201cum chav\u00e3o\u201d nem um \u201cconceito inconsequente\u201d.<\/p>\n<p>A mesma ideia foi sustentada por Correia da Fonseca, secret\u00e1rio Estado dos Transportes, que real\u00e7ou que o facto de a Transtejo ter \u201cd\u00e9fices estruturais\u201d (parte dos custos de explora\u00e7\u00e3o tem de ser suportado pelo er\u00e1rio p\u00fablico) \u00e9 compensado pela mobilidade que possibilita, mas tamb\u00e9m por raz\u00f5es de seguran\u00e7a e pelo factor cultural. Por um lado a empresa faz \u201cliga\u00e7\u00f5es de \u00abbackup\u00bb \u2013 s\u00e3o o \u00faltimo recurso, entre margens, se os outros sistemas falharem\u201d. Por outro, as embarca\u00e7\u00f5es, principalmente os cacilheiros, \u201cfazem parte da imagem da cidade\u201d. \u201cImposs\u00edvel ficar sem cacilheiros\u201d, rematou.<\/p>\n<p>A Transtejo, depois da aquisi\u00e7\u00e3o da Soflusa, em 2001, \u00e9 a \u00fanica empresa de transporte de passageiros entre as duas margens do Tejo. Tem 35 navios (ferries, catamar\u00e3s e cacilheiros) e emprega 510 pessoas. Por ano transporta 28 milh\u00f5es de passageiros. Nos \u00faltimos anos, segundo Correia da Fonseca, o n\u00famero de passageiros diminuiu 30 por cento.<\/p>\n<p>Jorge Pires Ferreira<\/p>\n<p>Estaleiros est\u00e3o a renascer<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o dos ferries da Transtejo \u00e9 a primeira grande obra da Navalria, ap\u00f3s a aquisi\u00e7\u00e3o da empresa pelo grupo Martifer, em 2008. Ant\u00f3nio Pontes, presidente do conselho de administra\u00e7\u00e3o da empresa aveirense, frisou que os estaleiros, \u201coutrora degradados, est\u00e3o a renascer\u201d. \u201cEstamos a investir em equipamentos, recursos humanos e infra-estruturas\u201d, disse. A empresa tem condi\u00e7\u00f5es para reparar e construir navios at\u00e9 100 metros, procurando novas encomendas na Europa e em \u00c1frica, enquanto se prepara para fazer um navio de 80 metros, um \u201chotel flutuante\u201d, para a Douro Azul.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos dois anos, a empresa espera ter uma factura\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima da actual, que ronda os 13 milh\u00f5es de euros. Quando foi adquirida, facturava 2,8 milh\u00f5es. Na altura afirmou-se que a aquisi\u00e7\u00e3o tinha como objectivo desenvolver tecnologias para captar a energia das ondas. Actualmente, a Navalria tem 85 empregados, mais uma dezena do que na fase de vida anterior, mas nos seus estaleiros operaram diariamente 200 a 250 trabalhadores de empresas subcontratadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u201cLisbonense\u201d e o \u201cAlmadense\u201d, ferries para transporte de passageiros e autom\u00f3veis entre Cacilhas e Terreiro do Pa\u00e7o, s\u00e3o as primeiras obras da renascida Navalria Os dois ferries da Transtejo que est\u00e3o a ser constru\u00eddos na Navalria s\u00f3 v\u00e3o ser entregues em meados de Julho e no final do Ver\u00e3o, mas j\u00e1 foram bapti-zados na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-1674","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-regioes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1674","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1674"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1674\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1674"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1674"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1674"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}