{"id":16741,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16741"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"mudanca-conveniencia-ou-inteligencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/mudanca-conveniencia-ou-inteligencia\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7a: Conveni\u00eancia ou intelig\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>1 &#8211; Acontece em variadas circunst\u00e2ncias. A pessoa humana \u00e9 capaz de se interrogar e de interrogar, \u00e9 capaz de fazer an\u00e1lise e de concluir. \u00c9 capaz de indagar o sentido profundo das coisas. Diante de novas realidades e situa\u00e7\u00f5es, face a novas problem\u00e1ticas e conjunturas, pode avaliar as suas pr\u00f3prias ideias e convic\u00e7\u00f5es: para concluir que n\u00e3o est\u00e1 no caminho mais certo e mudar; para consolidar as mesmas ideias e convic\u00e7\u00f5es. Dir\u00edamos que mudar, naquilo que n\u00e3o \u00e9 o essencial, \u00e9, normalmente, um sinal de intelig\u00eancia e sensatez.<\/p>\n<p>2 &#8211; J\u00e1 a quest\u00e3o \u00e9 diferente quando, vinculados a determinado estatuto de pensamento, de convic\u00e7\u00e3o religiosa, de pr\u00e1tica social habitual, desenhamos e seguimos um perfil de pessoa humana, de sociedade, de rela\u00e7\u00e3o com os valores, que gera uma matriz cultural bem definida. Como seres sociais, identificamo-nos com um determinado espectro, que exclui a possibilidade de perfilharmos convic\u00e7\u00f5es, ideias, valores, vinculados a outros espectros, os quais s\u00e3o a ant\u00edtese daquele em que nos situamos &#8211; sejam eles sociais, pol\u00edticos ou religiosos. Com a agravante de que as v\u00e1rias vertentes das op\u00e7\u00f5es se implicam mutuamente.<\/p>\n<p>3 &#8211; Mudar, com todas as consequ\u00eancias, situa-se no \u00e2mbito da liberdade. E, como a liberdade arrasta consigo a responsabilidade, ningu\u00e9m pode estranhar que se conclua, acerca de quem mudou, que as suas op\u00e7\u00f5es agora s\u00e3o outras, que n\u00e3o poder\u00e1 continuar a identificar-se com o espa\u00e7o em que se movia anteriormente. Isto \u00e9: um quadro institucional determinado de op\u00e7\u00f5es exclui a possibilidade de permanecer identificado com outro. O que n\u00e3o quer dizer que, por princ\u00edpio, n\u00e3o se possa ser movido por pretensos objectivos comuns.<\/p>\n<p>4 &#8211; O problema coloca-se, a meu ver, quando se pretende continuar identificado com um espa\u00e7o e se oferece a colabora\u00e7\u00e3o a outro, de todo antag\u00f3nico, em muitas das suas concretiza\u00e7\u00f5es, sob a plataforma do estatuto de independente. \u00c9 aqui que reside a minha dificuldade: que margem de independ\u00eancia, de afirma\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, temos n\u00f3s, quando nos vinculamos a desenhos pol\u00edtico-partid\u00e1rios t\u00e3o expl\u00edcitos nas suas op\u00e7\u00f5es, t\u00e3o claros nos seus programas, frontalmente opostos \u00e0s nossas convic\u00e7\u00f5es de fundo?<\/p>\n<p>5 &#8211; O tempo o dir\u00e1. Importa, na sociedade democr\u00e1tica, respeitar as op\u00e7\u00f5es. E dar o benef\u00edcio da d\u00favida, isto \u00e9: esperar o tempo necess\u00e1rio, para que se veja em que resultaram as novas op\u00e7\u00f5es. Atentos, sem d\u00favida, a que maiorias ou minorias n\u00e3o tenham sido atractivos que substituam democracia; atentos a que confessas inten\u00e7\u00f5es de servir melhor a causa comum n\u00e3o venham a revelar-se prop\u00f3sitos de proveitos pessoais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; Acontece em variadas circunst\u00e2ncias. A pessoa humana \u00e9 capaz de se interrogar e de interrogar, \u00e9 capaz de fazer an\u00e1lise e de concluir. \u00c9 capaz de indagar o sentido profundo das coisas. 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