{"id":16745,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16745"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"altar-mor-pronto-para-mais-400-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/altar-mor-pronto-para-mais-400-anos\/","title":{"rendered":"Altar-mor pronto para mais 400 anos"},"content":{"rendered":"<p>S. Louren\u00e7o do Bairro <!--more--> Entrar na igreja de S. Louren\u00e7o do Bairro, depois do arranjo do altar-mor, permite perceber um pouco o que sentiam os crist\u00e3os dos tempos do barroco (s\u00e9c. XVII e XVIII): o deslumbramento perante a talha dourada, pois o ouro \u00e9 s\u00edmbolo de divindade. O altar-mor, agora devidamente reparado, impressiona pela sua luminosidade, pelos tons dourados, pelos reflexos. Claro que os mais cr\u00edticos de hoje poder\u00e3o dizer: porqu\u00ea gastar dinheiro com ouro, quando h\u00e1 tanta pobreza? Por\u00e9m, a pergunta que se imp\u00f5e \u00e9 outra. O esc\u00e2ndalo \u00e9 outro: n\u00e3o se pode deixar degradar um patrim\u00f3nio hist\u00f3rico, cultural e religioso com mais de quatrocentos anos. Era o que estava a acontecer com a talha e com o pr\u00f3prio altar-mor, sustentado por barrotes que j\u00e1 estavam muito carcomidos.<\/p>\n<p>Diz o Pe Nicolau Barroqueiro, desde h\u00e1 cinco anos p\u00e1roco de S. Louren\u00e7o, \u00d3is e Paredes do Bairro, que, agora, depois da obra feita, \u201co povo est\u00e1 muito contente\u201d. \u201cO meu medo era que o povo n\u00e3o gostasse, mas, mesmo em tempo de sacrif\u00edcios econ\u00f3micos, o povo colaborou\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>As obras iniciaram-se em Outubro de 2004 e terminaram em Fevereiro de 2005. \u201cDepois disto, o altar est\u00e1 pronto para mais quatrocentos anos\u201d, diz o Pe Nicolau. A inaugura\u00e7\u00e3o decorreu no dia 20 de Fevereiro, numa eucaristia presidida por Monsenhor Jo\u00e3o Gaspar, vig\u00e1rio geral da diocese e presidente da Comiss\u00e3o Diocesana de Arte Sacra, concelebrada pelo p\u00e1roco e com a participa\u00e7\u00e3o de autoridades civis e do povo, que encheu a igreja.<\/p>\n<p>Com ofertas particulares, contributos da c\u00e2mara municipal e da junta de freguesia e  dinheiro angariado em rifas e num espect\u00e1culo do Pe Armando, ilusionista, e dos fados da Tert\u00falia Bairradina, o custo das obras est\u00e1 praticamente coberto. E j\u00e1 se pensa numa pr\u00f3xima fase. \u00c9 que, se desta vez as obras ficaram apenas pelo altar-mor (talha, tecto, instala\u00e7\u00e3o el\u00e9ctrica, janelas e paredes), agora h\u00e1 que alargar a renova\u00e7\u00e3o ao corpo principal da igreja. <\/p>\n<p>Na segunda fase das obras, ser\u00e3o intervencionadas as paredes, o ch\u00e3o e o tecto e ser\u00e1 feito um novo altar, de pedra. Coloca-se tamb\u00e9m a hip\u00f3tese de dotar a igreja de aquecimento central.<\/p>\n<p>O templo actual \u00e9 do s\u00e9c. XVIII, mas sabe-se, por uma placa encontrada e traduzida em 1929, que a igreja inicial remonta ao s\u00e9c. XIII, pois foi consagrada nas \u201ccalendas de Novembro de 1219\u201d pelo bispo de Coimbra.<\/p>\n<p>O padroeiro da igreja \u00e9 S. Louren\u00e7o, di\u00e1cono da Igreja Romana, que morreu m\u00e1rtir na persegui\u00e7\u00e3o do imperador Valeriano, quatro dias depois do papa Sisto II e seus companheiros, os quatro di\u00e1conos romanos. S. Louren\u00e7o \u00e9 representado com uma grelha nas m\u00e3os, porque \u2013 diz a tradi\u00e7\u00e3o \u2013 foi dessa forma, assado, que recebeu o mart\u00edrio.<\/p>\n<p>Apesar de o Pe Nicolau ter esta obra em m\u00e3os e uma igreja nova planeada para a sua par\u00f3quia de Paredes do Bairro (a c\u00e2mara j\u00e1 cedeu o terreno e o projecto est\u00e1 a ser elaborado), reconhece que \u201ca igreja primordial s\u00e3o as pessoas\u201d. \u201c\u00c9 mais f\u00e1cil fazer capelas do que construir Igreja [comunidade]\u201d. E, quanto a isso, h\u00e1 muito caminho a fazer nestas comunidades bairradinas \u2013 como nas outras. A quest\u00e3o que mais preocupa o Pe Nicolau Barroqueiro \u00e9 a degrada\u00e7\u00e3o familiar a que se assiste. As consequ\u00eancias notam-se, por exemplo, no abandono escolar. Esfor\u00e7os s\u00e9rios t\u00eam sido feitos no campo da forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, com algumas dezenas de pessoas a frequentarem na par\u00f3quia o curso b\u00e1sico de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 do ISCRA.             J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S. 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