{"id":16767,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16767"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"falar-sim-experimentar-nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/falar-sim-experimentar-nao\/","title":{"rendered":"Falar, sim; experimentar, n\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Educar&#8230; hoje <!--more--> Paradoxalmente, hoje, vive-se mais tempo em casa dos progenitores, prolongando determinado tipo de depend\u00eancia, mas come\u00e7a-se um certo estilo de vida adulta por volta dos 12 anos, com sa\u00eddas \u00e0 noite [sem marca\u00e7\u00e3o de horas de chegada a casa, em muitos casos], com bares, aos quais se alia, aos poucos, o consumo de bebidas brancas e algumas drogas.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode generalizar, mas pode contar-se a hist\u00f3ria das drogas e das bebidas alco\u00f3licas de muitas formas. Infelizmente, v\u00e1rios adolescentes contam-na j\u00e1 na primeira pessoa. O que fazer, ent\u00e3o, para que as hist\u00f3rias continuem na terceira pessoa? A hist\u00f3ria da toxicodepend\u00eancia e do \u00e1lcool pode contar-se atrav\u00e9s da leitura (h\u00e1 narrativas para crian\u00e7as e adolescentes, muito apreciadas); pela investiga\u00e7\u00e3o que se faz, na internet, nas enciclop\u00e9dias, nos centros de sa\u00fade, nos CAT (Centros de Atendimento a Toxicodependentes); em palestras nas Escolas.<\/p>\n<p>No rescaldo de uma dessas palestras, observei alunos entre os 12 e os 15 anos a redigir um artigo para o jornal da sua Escola. Aprenderam que n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil reconhecer sinais e sintomas: tem-se muito dinheiro, ri-se demasiado e os olhos brilham demais, h\u00e1 falta de concentra\u00e7\u00e3o, vive-se na apatia. Estes, entre outros, s\u00e3o alguns dos comportamentos estranhos que indiciam o consumo de drogas. Depois de momentos de harmoniosa redac\u00e7\u00e3o, o grupo de alunos come\u00e7ou a levantar as vozes. Interpretando o que tinham ent\u00e3o ouvido e acrescentando outras informa\u00e7\u00f5es, confrontavam atitudes a ter, face a propostas para a experimenta\u00e7\u00e3o. Ouvidas as explica\u00e7\u00f5es dadas pelos adultos, talvez o mais produtivo seja o subsequente debate que se gera. Quando a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 transmitida por algu\u00e9m da mesma idade, parece que se reveste de outra import\u00e2ncia. \u201cO segredo est\u00e1 em n\u00e3o experimentar\u201d era a conclus\u00e3o que se ouvia no final do trabalho. <\/p>\n<p>O segredo estar\u00e1 tamb\u00e9m no confronto directo dos membros da comunidade escolar, com especial relevo para os alunos, pais, professores e auxiliares da ac\u00e7\u00e3o educativa. Bom seria que todas as Escolas fomentassem sess\u00f5es de esclarecimento sobre as drogas e o \u00e1lcool. \u00c9 ponto assente, dizem-no os t\u00e9cnicos, que \u00e9 na idade escolar que a maior parte dos jovens se transformam em consumidores. N\u00e3o quer isto dizer que o fa\u00e7am dentro da Escola, mas \u00e9 nesse per\u00edodo que contactam pela primeira vez com drogas e bebidas alco\u00f3licas.  <\/p>\n<p>Por isso, os educadores preocupam-se em promover contactos e reflex\u00f5es, levando os pr\u00f3prios alunos a procurar informa\u00e7\u00e3o, a questionar e a debater. S\u00f3 falar n\u00e3o evita o consumo, mas alerta para os problemas e faz pensar. E deve promover-se a troca de impress\u00f5es em momentos-chave, como a divulga\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias nacionais, ou europeias, para combater as Drogas. No final de 2004, o Instituto da Droga e da Toxicodepend\u00eancia (IDT) fez a Avalia\u00e7\u00e3o da Estrat\u00e9gia Nacional de Luta Contra a Droga \u2013 1999\/2004, acess\u00edvel em www.drogas.pt. Neste momento, j\u00e1 h\u00e1 um programa com as novas Linhas de Ac\u00e7\u00e3o da Estrat\u00e9gia Nacional para 2005-2012. Elegem-se como parceiros fundamentais a Escola e a Fam\u00edlia. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educar&#8230; hoje<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-16767","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16767","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16767"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16767\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}