{"id":16787,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16787"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"morreu-de-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/morreu-de-amor\/","title":{"rendered":"Morreu de Amor"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; Domingo de Ramos na Paix\u00e3o do Senhor &#8211; Ano A <!--more--> Este \u00e9 o \u00faltimo domingo da Quaresma que d\u00e1 entrada na Semana Santa. \u00c9 a celebra\u00e7\u00e3o dominical da Paix\u00e3o do Senhor e, ao mesmo tempo, comemora\u00e7\u00e3o da entrada triunfal de Jesus em Jerusal\u00e9m, cidade santa, que se torna o cen\u00e1rio dos factos culminantes da sua vida e significa a visita definitiva de Deus ao seu povo. Por isso se chama Domingo de Ramos na Paix\u00e3o do Senhor. A liturgia convida-nos a contemplar este Deus de amor que, em Jesus, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-se nosso servo e deixou-se matar para que o ego\u00edsmo e o pecado fossem vencidos. <\/p>\n<p>A primeira leitura apresenta-nos um profeta an\u00f3nimo, chamado por Deus a testemunhar a palavra da salva\u00e7\u00e3o. Apesar do sofrimento e da persegui\u00e7\u00e3o, o profeta confiou em Deus e concretizou os seus projectos. Os primeiros crist\u00e3os viram neste \u201cservo de Jahw\u00e9h\u201d a figura de Jesus. Este texto serviu-lhes para interpretar o mist\u00e9rio de Jesus: Ele \u00e9 a Palavra de Deus feita carne, que oferece a sua vida para trazer a salva\u00e7\u00e3o\/liberta\u00e7\u00e3o \u00e0 humanidade. A vida de Jesus realiza plenamente esse destino de dom e de entrega a favor de todos. E a sua glorifica\u00e7\u00e3o mostra-nos que uma vida vivida deste modo n\u00e3o termina no fracasso, mas gera vida nova. <\/p>\n<p>A segunda leitura \u00e9 constitu\u00edda por um hino, em que o exemplo de Cristo Jesus \u00e9 nomeado do princ\u00edpio ao fim. Este hino define o \u201caniquilamento\u201d de Cristo: Ele n\u00e3o afirmou com arrog\u00e2ncia e orgulho a sua condi\u00e7\u00e3o divina, mas aceitou fazer-se homem, assumindo com humildade a condi\u00e7\u00e3o humana, para nos revelar totalmente o ser e o amor do Pai. Este \u201caniquilamento\u201d conduziu Jesus a aceitar uma morte infame, para nos ensinar a m\u00e1xima li\u00e7\u00e3o do amor radical. \u00c9 esta li\u00e7\u00e3o que a Palavra de Deus nos prop\u00f5e. O crist\u00e3o e a crist\u00e3 devem ter como exemplo este Cristo, servo sofredor e humilde, que fez da sua vida um dom a todos, para uma vida plena. <\/p>\n<p>O evangelho convida-nos a contemplar Jesus na sua paix\u00e3o e morte. A morte de Jesus \u00e9 a consequ\u00eancia l\u00f3gica das tens\u00f5es e resist\u00eancias que a proposta do \u201cReino\u201d provocou entre os que dominavam o mundo. Por isso, da cruz surge o Novo Ser Humano, o modelo da pessoa que faz da sua vida um dom para todos. Porque ama, este Novo Ser Humano vai assumir como miss\u00e3o a luta contra o pecado, isto \u00e9, contra todas as causas que geram medo, injusti\u00e7a, sofrimento, explora\u00e7\u00e3o e morte. Celebrar a paix\u00e3o e a morte de Jesus \u00e9 mergulhar na contempla\u00e7\u00e3o de um Deus a quem o amor tornou fr\u00e1gil. Contemplar a cruz significa assumir a atitude de Jesus e solidarizar-se com todos os que s\u00e3o \u201ccrucificados\u201d neste mundo. Viver deste jeito pode conduzir \u00e0 morte; mas o crist\u00e3o e a crist\u00e3 sabem que amar como Jesus amou \u00e9 viver a partir de uma din\u00e2mica que a morte n\u00e3o pode vencer, porque o amor gera sempre vida nova e introduz no nosso ser os dinamismos da ressurrei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Leituras do Domingo <\/p>\n<p>de Ramos na Paix\u00e3o do Senhor \u2013 Ano A<\/p>\n<p>Is 50,4-7; Sl 22 (21); Fil 2,6-11; Mt 26,14 \u2013 27,66<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; Domingo de Ramos na Paix\u00e3o do Senhor &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-16787","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16787","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16787"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16787\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16787"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16787"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16787"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}