{"id":16814,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16814"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"azulejos-estao-a-ser-restaurados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/azulejos-estao-a-ser-restaurados\/","title":{"rendered":"Azulejos est\u00e3o a ser restaurados"},"content":{"rendered":"<p>Obras do IPPAR na igreja das Carmelitas <!--more--> As obras de recupera\u00e7\u00e3o da igreja das Carmelitas, da responsabilidade do IPPAR \u2013 Instituto Portugu\u00eas do Patrim\u00f3nio Arquitect\u00f3nico, est\u00e3o a entrar na fase final, com os trabalhos de restauro do seu valioso patrim\u00f3nio art\u00edstico, constitu\u00eddo por talhas douradas, pain\u00e9is de azulejos, pinturas sobre madeira, al\u00e9m das imagens escult\u00f3ricas.<\/p>\n<p>Jorge Parracho e Cristina Prata s\u00e3o os t\u00e9cnicos de conserva\u00e7\u00e3o e restauro de azulejos que a empresa Regra de Ouro, sediada em Tomar, destacou para o templo aveirense. O trabalho que est\u00e3o a executar est\u00e1 praticamente conclu\u00eddo. Jorge Parracho explicou que alguns azulejos tiveram que ser retirados para serem \u201ctratados no atelier da Regra de Ouro, em Tomar, e posteriormente voltaram a ser recolocados no seu lugar\u201d. Todos os azulejos \u201cforam limpos\u201d, e, onde houve necessidade, procedeu-se \u00e0 \u201creintegra\u00e7\u00e3o volum\u00e9trica, ou seja, preenchimento de zonas em falta, e repintagem, para dar a leitura inicial\u201d. <\/p>\n<p>Estes t\u00e9cnicos optaram pelo restauro a frio, at\u00e9 porque \u201csomos de uma escola onde nem sequer se pensa em fazer restauro a quente\u201d, ainda que Jorge Parracho garanta que, \u201cem termos t\u00e9cnicos, o pod\u00edamos fazer, mas n\u00e3o \u00e9 isso que se pretende, porque estes azulejos t\u00eam cerca de trezentos anos e, se eles fossem hoje ao forno, todas as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e qu\u00edmicas seriam deturpadas, porque estes azulejos s\u00e3o de uma outra \u00e9poca\u201d.<\/p>\n<p>A par disso, os materiais empregues s\u00e3o \u201crevers\u00edveis, e quando eles n\u00e3o s\u00e3o facilmente revers\u00edveis, utilizamos uma camada de resina acr\u00edlica entre o material de preenchimento e o original, de modo que, se daqui a alguns anos surgir um material melhor e for necess\u00e1rio retirar este agora colocado, ele sai com um simples dissolvente\u201d, e isso por \u201cum princ\u00edpio \u00e9tico que actualmente norteia a conserva\u00e7\u00e3o e restauro\u201d.<\/p>\n<p>Nos pain\u00e9is onde faltavam azulejos completos, a op\u00e7\u00e3o, que teve o aval do IPPAR, foi \u201cusar a t\u00e9cnica do fresco\u201d, pintando directamente na parede a mancha do painel em falta, mas de modo que o p\u00fablico note facilmente que houve essa interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Jorge Parracho e Cristina Pratas fizeram a sua forma\u00e7\u00e3o de restauro e conserva\u00e7\u00e3o de azulejos num curso que durou tr\u00eas anos e meio, realizado no convento de Tib\u00e3es, em Braga, ministrado pelo IPPAR.<\/p>\n<p>Pain\u00e9is datam do s\u00e9culo dezoito<\/p>\n<p>O historiador Amaro Neves, no seu livro \u201cAzulejaria antiga em Aveiro\u201d, refere que, na igreja das Carmelitas, h\u00e1 um \u201cremendo\u201d que se \u201cv\u00ea em um desses bel\u00edssimos pain\u00e9is de setecentos, feito com azulejaria do s\u00e9culo XVII, logo \u00e0 entrada, do lado esquerdo\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, de acordo com o citado livro, a grande maioria dos azulejos que decoram as paredes interiores deste templo \u201cdatam do segundo quartel de setecentos, com o ano de 1737, conforme indica Marques Gomes no cat\u00e1logo da Exposi\u00e7\u00e3o de Arte Religiosa, p\u00e1g. 195, que se realizou em Aveiro, em 1895. Podem, sem grande receio, ser atribu\u00eddos \u00e0 oficina de Vital Rifarto, coimbr\u00e3o&#8230;\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obras do IPPAR na igreja das Carmelitas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-16814","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16814","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16814"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16814\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16814"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16814"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16814"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}