{"id":16842,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16842"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"jesus-cristo-nome-a-exaltar-num-mundo-que-o-quer-apagar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/jesus-cristo-nome-a-exaltar-num-mundo-que-o-quer-apagar\/","title":{"rendered":"Jesus Cristo, nome a exaltar num mundo que o quer apagar"},"content":{"rendered":"<p>Neste tempo de superficialidade e triunfo do transit\u00f3rio e do ef\u00e9mero, no qual muitos se empenham em rasgar da hist\u00f3ria as suas p\u00e1ginas mais determinantes e s\u00e9rias, a manifesta\u00e7\u00e3o p\u00fablica das nossas convic\u00e7\u00f5es profundas, que d\u00e3o sentido \u00e0 vida pessoal e ao agir di\u00e1rio e s\u00e3o a luz orientadora de s\u00e9culos passados e vindouros, imp\u00f5e-se e tem em si uma redobrada for\u00e7a e sentido.<\/p>\n<p>Jesus Cristo \u00e9 um nome a apagar da hist\u00f3ria humana, que o laicismo, enviesado e unidimensional, procura reescrever a seu jeito, com tristes consequ\u00eancias \u00e0 vista. <\/p>\n<p>Ele, que constitui e constituir\u00e1 sempre, o mais rico e determinante patrim\u00f3nio da Humanidade, assim reconhecido pela f\u00e9 dos crentes e a honestidade dos n\u00e3o crentes, est\u00e1 sendo vilipendiado de muitos modos e, agora tamb\u00e9m, em livros, que a montagem publicit\u00e1ria tornou famosos e p\u00f4s \u00e0 cabe\u00e7a da lista dos mais vendidos em todo o mundo. Nada \u00e9 de estranhar numa sociedade, em parte manietada e empobrecida, que parece preferir a fic\u00e7\u00e3o \u00e0 verdade, a satisfa\u00e7\u00e3o de interesses ao respeito pela hist\u00f3ria, a leitura f\u00e1cil da realidade \u00e0 reflex\u00e3o s\u00e9ria sobre o que nela tem sentido e ra\u00edzes e d\u00e1 ao homem e \u00e0 mulher raz\u00f5es de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Jesus Cristo, Deus connosco e luz do Homem que tamb\u00e9m \u00e9, sempre foi e ser\u00e1, ao longo da hist\u00f3ria humana, um trope\u00e7o inc\u00f3modo para os que temem a verdade, desdizem o valor infinito do amor oblativo e gratuito e pensam os outros homens e mulheres ao n\u00edvel  da sua mediania e dos interesses em jogo. Trope\u00e7o inc\u00f3modo para os que se mostram incapazes de perceber a vida de algu\u00e9m feliz e realizado, para al\u00e9m dos crit\u00e9rios que traduzem banalidade e que nada comportam de apaixonante, nem de projecto capaz de encher uma exist\u00eancia concreta.<\/p>\n<p>A for\u00e7a da Igreja, quando provoca e deixa um lastro de luz e de vida, n\u00e3o \u00e9 o prest\u00edgio de membros da hierarquia, a riqueza art\u00edstica dos seus monumentos, o impulso ineg\u00e1vel que, historicamente, ela deu \u00e0 cultura e \u00e0 humaniza\u00e7\u00e3o da sociedade. A sua for\u00e7a \u00e9 a sua f\u00e9 em Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, vencedor de todas as formas de morte, o Jesus Cristo Pascal. \u00c9 nessa for\u00e7a que se enra\u00edzam os seus compromissos de servi\u00e7o dedicado e cont\u00ednuo \u00e0s pessoas e aos povos, \u00e0 causa da justi\u00e7a na defesa dos pobres, dos exclu\u00eddos sociais e dos fragilizados, de uma economia ao servi\u00e7o das pessoas, \u00e0 promo\u00e7\u00e3o humana e da paz e da reconcilia\u00e7\u00e3o, \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da liberdade e dos direitos humanos fundamentais, um projecto que ela vai realizando tantas vezes em contraste com as correntes de facilidade e as ideologias de simpatia que por a\u00ed se apregoam. <\/p>\n<p>\u00c9 a f\u00e9 em Jesus Cristo &#8211; Caminho, Verdade e Vida &#8211; que nunca deixar\u00e1 que a Igreja desista da causa do homem e da sociedade, a defender e a dignificar. Sem medo, sem se vender \u00e0 mentira ou ao mais f\u00e1cil, sem cair em conluios que podem alterar a sua miss\u00e3o, sem temer persegui\u00e7\u00f5es e cal\u00fanias, sem transig\u00eancias f\u00e1ceis para conservar os seus membros.  <\/p>\n<p>Os m\u00e1rtires de todos os tempos, o ressuscitar di\u00e1rio das cinzas, contrariando a senten\u00e7a de morte muitas vezes pronunciada, a for\u00e7a interior incontida dos santos, as profecias no tempo que a loucura verbalizou, a f\u00e9 generosa dos mais humildes, o retomar sereno da vida depois de todas as persegui\u00e7\u00f5es, a entrega corajosa e serena de muitos jovens \u00e0 miss\u00e3o evangelizadora, a descoberta luminosa do sentido redentor do sofrimento, s\u00e3o sempre fruto amadurecido da f\u00e9 em Jesus Cristo vivo. \u00c9 a experi\u00eancia confessada do Ap\u00f3stolo Paulo, que denunciava a fraqueza de tudo quanto o pretendia atingir, por parte dos seus inimigos. Ele sabia bem em Quem acreditava.<\/p>\n<p>A P\u00e1scoa \u00e9, para os crist\u00e3os, o convite e o apelo \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o p\u00fablica da sua f\u00e9 em Jesus Cristo, numa sociedade onde j\u00e1 n\u00e3o falta quem queira apagar o Seu nome.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste tempo de superficialidade e triunfo do transit\u00f3rio e do ef\u00e9mero, no qual muitos se empenham em rasgar da hist\u00f3ria as suas p\u00e1ginas mais determinantes e s\u00e9rias, a manifesta\u00e7\u00e3o p\u00fablica das nossas convic\u00e7\u00f5es profundas, que d\u00e3o sentido \u00e0 vida pessoal e ao agir di\u00e1rio e s\u00e3o a luz orientadora de s\u00e9culos passados e vindouros, imp\u00f5e-se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-16842","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16842","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16842"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16842\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16842"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16842"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16842"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}