{"id":16878,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16878"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"preso-na-cadeira-de-rodas-livre-para-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/preso-na-cadeira-de-rodas-livre-para-a-vida\/","title":{"rendered":"Preso na cadeira de rodas, livre para a vida"},"content":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria ver\u00eddica do Padre Lu\u00eds de Moya em livro <!--more--> \u201cSegundo as circunst\u00e2ncias, dito ou escrevo eu mesmo, com um equipamento simples adaptado ao computador que me arranjou o Ign\u00e1cio, um bom amigo perito em inform\u00e1tica. Com ele posso mover o rato \u00e0 dist\u00e2ncia com a cabe\u00e7a e premi-lo com leves sopros\u201d. Quem escreve estas palavras \u00e9 Lu\u00eds de Moya, padre da Opus Dei, em \u201cUma Vida sobre Rodas\u201d, livro em que relata o acidente que o deixou tetrapl\u00e9gico, num domingo de P\u00e1scoa, e como conseguiu superar as limita\u00e7\u00f5es de n\u00e3o ter qualquer sensibilidade corporal do pesco\u00e7o para baixo.<\/p>\n<p>O livro surge agora pela editora Diel, precisamente quando nos cinemas ainda \u00e9 exibido o filme \u201cMar adentro\u201d, uma apologia da eutan\u00e1sia a partir do caso do marinheiro galego Ram\u00f3n Sampedro. Nesse filme (ver Correio do Vouga de 9 de Mar\u00e7o de 2005), Lu\u00eds de Moya (que aparece como padre jesu\u00edta) \u00e9 ridicularizado, por tentar convencer o protagonista de que vale a pena viver, apesar das dificuldades. Dificuldades que s\u00e3o, para o padre (Lu\u00eds de Moya tem uma les\u00e3o mais grave e limitativa \u2013 C 4 \u2013 que a de Sampedro \u2013 C 7), por exemplo, dormir: \u201cQuando naquelas noites compreendia que a espera pelo sono ia ser longa, come\u00e7ava \u00e0s vezes a rezar o Ter\u00e7o, visto que era capaz de manter a concentra\u00e7\u00e3o suficiente para pensar no que se contempla nas Ave-marias, Pai-nossos, e Gl\u00f3rias, e para os contar imaginando os dedos das minhas m\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p>\u201cUma Vida sobre Rodas\u201d \u00e9 a dolorosa aprendizagem \u2013 mas cheia de sentido \u2013 do viver dependente e ao mesmo tempo aut\u00f3nomo para o essencial. Luis de Moya, confinado a uma cadeira de rodas, celebra a eucaristia, faz direc\u00e7\u00e3o espiritual, confessa, mesmo sem conseguir fazer qualquer dos gestos que essas fun\u00e7\u00f5es habitualmente implicam. Como pode o padre aben\u00e7oar, sem que as m\u00e3os lhe obede\u00e7am? Pode, porque n\u00e3o se autocondena ao vitimismo. N\u00e3o se resignar com as limita\u00e7\u00f5es que a vida imp\u00f5e \u2013 mostra Lu\u00eds de Moya \u2013 \u00e9 a grande li\u00e7\u00e3o deste livro. \u00c9 a grande liberdade do ser humano.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>Lu\u00eds de Moya<\/p>\n<p>Luis de Moya, o mais velho de oito irm\u00e3os, nasceu Ciudad Real, Espanha, em 1953. Em 1971 come\u00e7a a estudar Medicina. No ano seguinte pede a admiss\u00e3o no Opus Dei, em Madrid. Depois de conclu\u00eddo o curso de Medicina, estuda Teologia em Roma. Em 1981 \u00e9 ordenado padre. Em 1983 termina a licenciatura em Direito Can\u00f3nico e no ano seguinte conclui o doutoramento nessa \u00e1rea. Nos asnos seguintes \u00e9 secret\u00e1rio da Capelania da Universidade de Navarra e Capel\u00e3o da Escola de Arquitectura. Em 1991 sofre o acidente que o deixa tetrapl\u00e9gico. Em 1996 publica o presente livro de experi\u00eancias e reflex\u00f5es a partir do acidente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria ver\u00eddica do Padre Lu\u00eds de Moya em livro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-16878","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16878","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16878"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16878\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}