{"id":16884,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16884"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"as-duas-hipoteses-de-sempre-ressurreicao-ou-roubo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/as-duas-hipoteses-de-sempre-ressurreicao-ou-roubo\/","title":{"rendered":"As duas hip\u00f3teses de sempre: ressurrei\u00e7\u00e3o ou roubo"},"content":{"rendered":"<p>Dias Positivos <!--more--> Quando Jesus ressuscitou, n\u00e3o demorou que se levantasse outra hip\u00f3tese para o desaparecimento do seu corpo: foi roubado. Foi assim na manh\u00e3 da ressurrei\u00e7\u00e3o \u2013 dizem os Evangelhos. \u00c9 assim ainda hoje. V\u00ea-se por a\u00ed em quase tudo.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o as duas hip\u00f3teses de sempre: a ressurrei\u00e7\u00e3o (e o espanto de uma coisa nunca antes vista, com a consequente correria a contar a novidade); e a explica\u00e7\u00e3o para negar o que nos ultrapassa e, em alguns casos, incomoda (o levan-tamento de hip\u00f3teses como o roubo, ou o sono dos guardas do sepulcro).<\/p>\n<p>J\u00e1 em vida de Jesus assim foi. Para uns era o Cristo, o Mestre, o Filho de David. Para outros era o comil\u00e3o e beberr\u00e3o, o louco, o possesso, o chefe de dem\u00f3nios.<\/p>\n<p>N\u00e3o espanta que Jesus levante, ainda hoje, as mesmas duas hip\u00f3teses. H\u00e1 os que o seguem (os crentes) e os que o admiram (os que sem serem crentes se inspiram nele) e h\u00e1 os que o ignoram ou tentam descredibiliz\u00e1-lo (dos Saramagos aos Dan Browns).<\/p>\n<p>Para dizer a verdade, at\u00e9 me admira que n\u00e3o sejam mais os do segundo grupo (os que continuam a dizer, por outras palavras, que n\u00e3o ressuscitou, que o seu corpo foi roubado). \u00c9 que, se uma pessoa diz \u201cEu sou a Ressurrei\u00e7\u00e3o e a Vida\u201d, \u201cQuem vem a mim n\u00e3o morrer\u00e1\u201d  ou \u201cEu sou o Caminho, a Verdade e a Vida\u201d, das duas uma: ou n\u00e3o sabe o que diz, e nesse caso devemos ignor\u00e1-lo com o r\u00f3tulo \u201cEst\u00e1 louco\u201d (por outras palavra: \u201cRoubaram-lhe a intelig\u00eancia\u201d); ou, se sabe o que diz, \u00e9 louco quem n\u00e3o lhe liga. Se n\u00e3o \u00e9 louco, mais propaganda devia fazer para o desmentir.<\/p>\n<p>Estas duas hip\u00f3teses est\u00e3o presentes em tudo.<\/p>\n<p>A Eucaristia \u2013 ou \u00e9 ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus (o voltar a apresentar a d\u00e1diva da \u00daltima Ceia \u2013 a nossa primeira) ou \u00e9 uma imensa fraude, um roubo de tempo \u00e0s pessoas.<\/p>\n<p>O Baptismo \u2013 ou \u00e9 a configura\u00e7\u00e3o na morte com Jesus (para a vida velha) e na ressurrei\u00e7\u00e3o (para a vida nova) ou \u00e9 um roubo da independ\u00eancia (o baptizado \u00e9 filho, logo \u201cdependente\u201d do Pai).<\/p>\n<p>A moral crist\u00e3 \u2013 ou \u00e9 uma ressurrei\u00e7\u00e3o constante para a vida em sociedade, nos sentimentos, no trabalho, ou \u00e9 um roubo da liberdade.<\/p>\n<p>O Papa \u2013 ou \u00e9 o arauto, o primeiro anunciante da not\u00edcia fundadora, a da ressurrei\u00e7\u00e3o, claro (\u201cEst\u00e1 vivo!\u201d, \u201cN\u00e3o tenhais medo!\u201d), ou \u00e9 apenas o l\u00edder do \u201cEstado rico do Vaticano, cheio de bens que devia vender para dar aos pobres\u201d, como \u00e0s vezes se ouve dizer (por outras palavras, se n\u00e3o d\u00e1 o que devia dar, rouba).<\/p>\n<p>E a lista podia continuar. As duas hip\u00f3teses est\u00e3o sempre presentes, pelo que continua a ser t\u00e3o necess\u00e1rio hoje, como na manh\u00e3 da ressurrei\u00e7\u00e3o, saber \u201cdar raz\u00f5es da nossa esperan\u00e7a*\u201d. <\/p>\n<p>A hip\u00f3tese do roubo ser\u00e1 sempre levantada, porque \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para a nossa liberdade. Mas a da ressurrei\u00e7\u00e3o, vivida como certeza existencial, \u00e9 que torna tudo diferente e d\u00e1 sentido ao mundo.<\/p>\n<p>*\u201dDar raz\u00f5es da nossa esperan\u00e7a\u201d \u00e9 uma express\u00e3o de S. Pedro, o tal que deixou a barca na Galileia, por n\u00e3o ter aceitado a hip\u00f3tese \u201croubo\u201d e deu origem a uma sucess\u00e3o que dentro de dias conhecer\u00e1 o 265\u00ba elo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dias Positivos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-16884","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16884","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16884"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16884\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16884"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16884"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16884"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}