{"id":16935,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16935"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"grandes-incendios-no-distrito-de-aveiro-em-2005","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/grandes-incendios-no-distrito-de-aveiro-em-2005\/","title":{"rendered":"Grandes inc\u00eandios no distrito de Aveiro em 2005"},"content":{"rendered":"<p>De 1 de Janeiro a 28 de Agosto de 2005, ocorreram no distrito de Aveiro 321 inc\u00eandios florestais, segundo dados da Direc\u00e7\u00e3o Geral dos Recursos Florestais. Desses, 13 foram grandes inc\u00eandios, isto \u00e9, tiveram uma dimens\u00e3o superior a 100 hectares (ver mapa). Houve ainda 3.291 fogachos (quando a \u00e1rea destru\u00edda n\u00e3o chega a 1 hectare). No total, os inc\u00eandios consumiram 19.018 ha de florestas e matos.<\/p>\n<p>Quanto ao pa\u00eds, ainda sem contabilizar o grande inc\u00eandio de Coimbra, os dados confirmados referem que houve, at\u00e9 essa data, 28.670 in-c\u00eandios e arderam 166.339 ha. Algumas fontes apontam para um total de 250 mil hectares destru\u00eddos pelos fogos at\u00e9 aos primeiros dias de Setembro, o que faz de 2005 o pior ano de inc\u00eandios florestais a seguir ao \u201ctr\u00e1gico 2003\u201d.<\/p>\n<p>Num texto sobre os inc\u00eandios, o Di\u00e1rio de Not\u00edcias de 1 de Setembro reuniu em duas p\u00e1ginas as suas, as iniciativas do Governo e o que ainda est\u00e1 por fazer. O CV resume aqui esse excelente artigo.<\/p>\n<p>Por que \u00e9 que Portugal arde?<\/p>\n<p>1. Neglig\u00eancia: queimadas em \u00e9pocas desadequadas, sardinhadas e churrascadas, foguetes&#8230; 2. Fogo posto: Um em cada cinco inc\u00eandios tem origem criminosa. No entanto, \u00e9 muito dif\u00edcil de provar. Este ano j\u00e1 foram detidas 137 pessoas (11 menores). O perfil do incendi\u00e1rio: homem, baixa escolaridade, residente na localidade onde ateou fogo; e exclu\u00eddo socialmente. 3. Seca severa ou extrema da totalidade do pa\u00eds. 4. Desordenamento: floresta abandonada, aus\u00eancia de corta-fogos, propriedade espartilhada por milhares de pequenos propriet\u00e1rios. 5. Meios de preven\u00e7\u00e3o, vigil\u00e2ncia a combate insuficientes, por vezes descoordenados e mal distribu\u00eddos pelo pa\u00eds (concentrados no litoral). 6. Falta de limpeza. 7. Desertifica\u00e7\u00e3o social: o abandono do interior deixa o terreno livre para o fogo.<\/p>\n<p>As iniciativas do Governo<\/p>\n<p>1. Incentivos ao associativismo. O governo anunciou as zonas de interven\u00e7\u00e3o florestal, para que os propriet\u00e1rios e produtores fa\u00e7am uma gest\u00e3o conjunta da floresta. 2. Altera\u00e7\u00f5es judiciais que tornem a justi\u00e7a mais c\u00e9lere e actuante (ainda em esbo\u00e7o). 3. Frota pr\u00f3pria de meios a\u00e9reos, que o governo prev\u00ea comprar. 4. Apoios de 3 milh\u00f5es de euros aos agricultores. 5. Apoio financeiro para recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas ardidas, com \u201cbase em garantias de aplica\u00e7\u00e3o numa gest\u00e3o activa e eficaz\u201d.<\/p>\n<p>O que falta fazer<\/p>\n<p>1. Reforma profunda da floresta: cadastro florestal e poss\u00edvel expropria\u00e7\u00e3o de terrenos a quem n\u00e3o tem capacidade de os gerir. 2. Incentivos fiscais para boas pr\u00e1ticas. 3. Ordenamento da mancha florestal: contrariar as grandes manchas florestais com \u00e1reas descont\u00ednuas que funcionem como barreira ao fogo. 4. Profissionaliza\u00e7\u00e3o dos bombeiros e renova\u00e7\u00e3o nas t\u00e9cnicas de combate. 5. Coragem pol\u00edtica e sensibiliza\u00e7\u00e3o: empenho de todos, a come\u00e7ar pelo Governo, contra bloqueios, reivindica\u00e7\u00f5es e lamentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 1 de Janeiro a 28 de Agosto de 2005, ocorreram no distrito de Aveiro 321 inc\u00eandios florestais, segundo dados da Direc\u00e7\u00e3o Geral dos Recursos Florestais. Desses, 13 foram grandes inc\u00eandios, isto \u00e9, tiveram uma dimens\u00e3o superior a 100 hectares (ver mapa). Houve ainda 3.291 fogachos (quando a \u00e1rea destru\u00edda n\u00e3o chega a 1 hectare). 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