{"id":16962,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=16962"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"ano-novo-que-cheira-a-velho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ano-novo-que-cheira-a-velho\/","title":{"rendered":"Ano novo que cheira a velho"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> Gra\u00e7as a Deus estamos a come\u00e7ar um novo ano. Contudo, como afirma o t\u00edtulo, parece um ano novo que cheira a coisas velhas. Na verdade, o ano que agora d\u00e1 os primeiros passos parece n\u00e3o uma criancinha a come\u00e7ar a andar, mas um velhinho tr\u00f4pego e a quem cada passo \u00e9 um esfor\u00e7o e um p\u00e9 atrapalha o outro.<\/p>\n<p>Estarei a ser pessimista? Penso que n\u00e3o&#8230; Considero-me at\u00e9 uma pessoa optimista e que acredita que o mal h\u00e1-de passar. Mas \u00e9 mais forte do que a minha vontade a realidade. <\/p>\n<p>Os portugueses, depois da euforia do Euro 2004, come\u00e7avam a acreditar que o pa\u00eds estava a recuperar, mas as melhoras tardaram em mostrar a recupera\u00e7\u00e3o e todos novamente desanimaram. Parece que cada dia \u00e9 sempre pior: o desemprego a aumentar, o custo de vida a aumentar, os sal\u00e1rios a emagrecer, a popula\u00e7\u00e3o a envelhecer, e por a\u00ed fora, num ros\u00e1rio intermin\u00e1vel. (\u2026)<\/p>\n<p>Recordam-se como come\u00e7aram os notici\u00e1rios do dia de Ano Novo: combust\u00edveis v\u00e3o aumentar, o p\u00e3o vai encarecer, os transportes v\u00e3o subir. Como pode o pa\u00eds sair da depress\u00e3o com tantos profetas da desgra\u00e7a e pregoeiros nefastos a influenciar a popula\u00e7\u00e3o? <\/p>\n<p>\u00c9 preciso trazer \u00e2nimo aos portugueses! \u00c9 preciso gritar bem alto que somos capazes de produzir e gerar riqueza! Mas \u00e9 tamb\u00e9m preciso dizer que \u00e9 preciso muito trabalho. Estamos num tempo que considero ser um momento fulcral para a nossa sobreviv\u00eancia como Estado e como Na\u00e7\u00e3o. Se os portugueses quando emigram, muitos geram fortunas e acumulam alguns bens, porque \u00e9 que na sua p\u00e1tria n\u00e3o o conseguem fazer? H\u00e1 algo de muito estranho que se passa e que penso ser f\u00e1cil descobrir. Muitos portugueses sofrem uma \u00abdoen\u00e7a\u00bb, como diziam os velhinhos quando eu era uma crian\u00e7a &#8211; \u00absofrem de mal de inveja\u00bb. Sim, o \u00abcancro\u00bb que grassa neste pa\u00eds \u00e9 a inveja. Todos querem o lugar dos outros, n\u00e3o olhando a meios para atingir os seus objectivos. Todos querem ter tudo, fazendo o que necess\u00e1rio for para o obter. Todos desconfiam do outro quando come\u00e7a a enriquecer e logo vem o pensamento \u2013 n\u00e3o deve andar a fazer boa coisa.<\/p>\n<p>J\u00e1 diz a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, na sua doutrina, contra a inveja, caridade. E a caridade \u00e9 o amor. Sem o amor de uns pelos outros, como a si pr\u00f3prios, Portugal n\u00e3o sair\u00e1 da cepa torta.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Carvalho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-16962","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16962","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16962"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16962\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}