{"id":17011,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17011"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"quatro-livros-para-comemorar-o-dia-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/quatro-livros-para-comemorar-o-dia-mundial\/","title":{"rendered":"Quatro livros para comemorar o Dia Mundial"},"content":{"rendered":"<p>Dia 23 de Abril \u00e9 Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor. A melhor forma de o comemorar \u00e9 ler. O CV deixa quatro sugest\u00f5es de excelentes livros: um do Papa, outro sobre a Eucaristia (estamos no ano dela); um de poesia (autor: poeta e padre), outro de contos (de autor aveirense). J.P.F.<\/p>\n<p>Mem\u00f3ria e identidade<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo II<\/p>\n<p>Bertrand Editora<\/p>\n<p>162 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>A grande pol\u00edtica vista pelo Papa<\/p>\n<p>Foi anunciada v\u00e1rias vezes como terceira parte da autobiografia de Jo\u00e3o Paulo II. Por\u00e9m, n\u00e3o o \u00e9. \u201cMem\u00f3ria e Identidade\u201d n\u00e3o s\u00e3o as mem\u00f3rias de um Papa. S\u00e3o, sim, as reflex\u00f5es sobre o mal (\u201cmysterium iniquitatis\u201d) de um homem que foi Papa, atravessou o s\u00e9c. XX e  enfrentou esse mist\u00e9rio nas suas formas mais descaradas, o nazismo e o comunismo. Jo\u00e3o Paulo II reflecte ainda sobre a liberdade, a p\u00e1tria, o Estado, a Europa, a democracia (a partir de uns col\u00f3quios de 1993, mas com uma actualiza\u00e7\u00e3o eu lhe permite falar do terrorismo do in\u00edcio do terceiro mil\u00e9nio). <\/p>\n<p>Quem esperava uma sequ\u00eancia de \u201cLevantai-vos! Vamos\u201d desilude-se. Em contrapartida, ganha uma leitura papal dos grandes temas da Hist\u00f3ria e Pol\u00edtica do s\u00e9c. XX e in\u00edcios do s\u00e9c. XXI, com amplas refer\u00eancias aos documentos do Conc\u00edlio e \u00e0s enc\u00edclicas que o pr\u00f3prio Jo\u00e3o Paulo II escreveu.<\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia<\/p>\n<p>Anselm Gr\u00fcn<\/p>\n<p>Paulinas<\/p>\n<p>70 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>O fasc\u00ednio do grande sacramento<\/p>\n<p>Na Eucaristia concentram-se os principais problemas da Igreja actual e at\u00e9 da sociedade\u201d \u2013 \u00e9 uma das primeiras afirma\u00e7\u00f5es do livro e parece prometer demasiado. Mas a seguir monge beneditino explica: A Eucaristia \u00e9 celebra\u00e7\u00e3o. A nossa \u00e9poca tem tend\u00eancia para a indefini\u00e7\u00e3o, para o que \u00e9 informal. A Eucaristia \u00e9 mem\u00f3ria. A nossa \u00e9poca \u00e9 um tempo sem hist\u00f3ria. Tudo se reduz ao aqui e agora. A Eucaristia \u00e9 celebra\u00e7\u00e3o em comum. A nossa \u00e9poca \u00e9 de individualismo&#8230; Como fazer? Dar uns toques de maquilhagem \u00e0 Eucaristia? Ou entend\u00ea-la de forma a que nos fascine de novo? \u00c9 esta segunda via que o autor escolhe. Tomar consci\u00eancia da Eucaristia \u00e9 o melhor que podemos fazer para \u201cdescobrir um novo gosto pela vida\u201d.<\/p>\n<p>Provavelmente o melhor livro sobre a Eucaristia publicado nos \u00faltimos tempos. Para mais, como objecto, \u00e9 uma edi\u00e7\u00e3o muito bem cuidada (faz parte de um conjunto sobre os 7 Sacramentos).<\/p>\n<p>A Estrada Branca<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a<\/p>\n<p>Ass\u00edrio &#038; Alvim<\/p>\n<p>48 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>Busca permanente do sublime<\/p>\n<p>\u201cApenas Deus os teria contados \/ mas a publicidade aos produtos Bioscalin \/ garante inquietantes milagres capilares \/ e revela \/ s\u00e3o 130 mil os cabelos da nossa cabe\u00e7a\u201d (La Repubblica, p\u00e1g. 18)<\/p>\n<p>Tolentino Mendon\u00e7a \u00e9 padre e poeta. A ordem dos factores n\u00e3o interessa porque, como afirma o poeta-padre, \u201cque outra verdade existe no mundo para l\u00e1 daquela que n\u00e3o pertence a este mundo?\u201d E \u201co poema abra\u00e7a precisamente aquela impureza que o mundo repudia\u201d. O texto destas duas \u00faltimas afirma\u00e7\u00f5es lembra o in\u00edcio do pr\u00f3logo do Evangelho de Jo\u00e3o, mas vem no final de \u201cA Estrada Branca\u201d, a \u00faltima obra do padre madeirense. Sendo padre o poeta, n\u00e3o se pense, contudo, que se trata de poesia \u201capolog\u00e9tica\u201d. O sublime n\u00e3o tem cor. \u201cEu por mim nunca sei \/ se estou irremediavelmente longe ou demasiado perto de Deus \/ \u00e0s vezes pergunto-me quantas vezes o corvo dever\u00e1 \/ bater as asas negras \/ entre o meu corpo e o seu\u201d (Via Del Governo Vecchio, p\u00e1g. 43).<\/p>\n<p>As fadas n\u00e3o usam Batom<\/p>\n<p>Jo\u00e3o de Mancelos<\/p>\n<p>Vega<\/p>\n<p>118 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>Onze contos <\/p>\n<p>bem-humorados<\/p>\n<p>\u201cAs fadas n\u00e3o usam Batom\u201d \u00e9 um conjunto de onze contos muito bem-humorados, ainda que por vezes com alguma melancolia. Quase sempre h\u00e1 o elemento \u00e1gua (do mar da Figueira da Foz, da torneira da casa de banho, do lago, da chuva). Mas n\u00e3o s\u00e3o contos sobre a \u00e1gua. S\u00e3o sobre uma adolescente que apaixona pelo teatro, um barco que naufraga, um amor desfeito que persiste como o sabor de um chocolate amargo, dois g\u00e9meos com um segredo, os primeiros amores da vida\u2026<\/p>\n<p>Jo\u00e3o de Mancelos, residente em Aveiro (natural de Coimbra), \u00e9 doutorado em Literatura Norte-Americana e professor de Escrita Criativa no P\u00f3lo de Viseu da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa. \u201cAs fadas n\u00e3o usam Batom\u201d\u00e9 um conjunto de bons exemplos de escrita criativa e narra\u00e7\u00e3o atraente, a come\u00e7ar pelo conto com o mesmo nome que abre o livro. Actualmente, Jo\u00e3o de Mancelos prepara um \u201cromance humor\u00edstico acerca de um tema muito s\u00e9rio: o da reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d. A ac\u00e7\u00e3o decorre na sociedade actual, marcada pela r\u00e1pida mudan\u00e7a de valores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia 23 de Abril \u00e9 Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor. A melhor forma de o comemorar \u00e9 ler. O CV deixa quatro sugest\u00f5es de excelentes livros: um do Papa, outro sobre a Eucaristia (estamos no ano dela); um de poesia (autor: poeta e padre), outro de contos (de autor aveirense). J.P.F. 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