{"id":17059,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17059"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-formacao-e-cara-experimente-a-ignorancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-formacao-e-cara-experimente-a-ignorancia\/","title":{"rendered":"A forma\u00e7\u00e3o \u00e9 cara? Experimente a ignor\u00e2ncia!"},"content":{"rendered":"<p>Num ambiente de incerteza laboral, quase sempre acontece o mesmo: quanto mais baixas as qualifica\u00e7\u00f5es do trabalhador, maior a probabilidade de ficar no desemprego. Os \u00faltimos dados relativos ao pa\u00eds dizem que 33,4 por cento dos desempregados (um ter\u00e7o, ou seja, 162 mil) t\u00eam apenas a escola prim\u00e1ria. Isto faz recordar uma iniciativa da Associa\u00e7\u00e3o de Antigos Alunos da Escola Secund\u00e1ria M\u00e1rio Sacramento (antiga n\u00ba 1), que juntou empres\u00e1rios da zona de Aveiro (alguns deles antigos alunos da M\u00e1rio Sacramento), professores e alunos. Decorreu em meados de Abril. O tema era se a forma\u00e7\u00e3o dada na escola servia para o mundo empresarial. Discutia-se se devia ser uma forma\u00e7\u00e3o de \u201cbanda larga\u201d (mais generalista, de forma a que um jovem possa adaptar-se a v\u00e1rios trabalhos) ou \u201cestreita\u201d (mais especializada, mais profunda, mas mais limitativa). Pelo meio foram surgindo alguns princ\u00edpios a reter. Isabel Albuquerque, da Novagr\u00e9s, e Vanda, da Aida, alertaram para as compet\u00eancias comportamentais que um trabalhador deve ter, como o \u201crespeito pelo pr\u00f3ximo\u201d, a pontualidade, \u201ca boa educa\u00e7\u00e3o, os bons modos\u201d \u2013 coisas que por vezes s\u00e3o descuradas na escola, apostada mais nas componentes t\u00e9cnicas da forma\u00e7\u00e3o. Mas ficou ainda mais real\u00e7ada a necess\u00e1ria forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, fundamental para que o trabalhador seja desejado, porque tamb\u00e9m ele tem que mostrar que merece o lugar que ocupa. Dizia a certa altura Francisco Serrador, respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o na Renault, citando uma frase que tinha na sua empresa e que copiara de uma estrangeira: \u201cSe pensa que a forma\u00e7\u00e3o \u00e9 cara, experiente investir na ignor\u00e2ncia\u201d. Mendes da Paz adiantou uma sugest\u00e3o que a sua empresa de material el\u00e9ctrico, de nome EEE, j\u00e1 p\u00f5e em pr\u00e1tica: \u201cA forma\u00e7\u00e3o \u00e9 um capital para as duas partes: empresa e formando. Por isso, quando se trata de forma\u00e7\u00e3o, a empresa d\u00e1 metade do tempo e o trabalhador d\u00e1 a outra metade\u201d. A empresa ganha com trabalhadores mais formados. E o formando ganha, porque \u2013 disse Mendes da Paz \u2013 \u201co que entrar na cabe\u00e7a \u00e9 deles, seja em que empresa for\u201d.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num ambiente de incerteza laboral, quase sempre acontece o mesmo: quanto mais baixas as qualifica\u00e7\u00f5es do trabalhador, maior a probabilidade de ficar no desemprego. Os \u00faltimos dados relativos ao pa\u00eds dizem que 33,4 por cento dos desempregados (um ter\u00e7o, ou seja, 162 mil) t\u00eam apenas a escola prim\u00e1ria. Isto faz recordar uma iniciativa da Associa\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[61],"tags":[],"class_list":["post-17059","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-actualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17059","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17059"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17059\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17059"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17059"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17059"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}