{"id":17062,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17062"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"de-500-restam-oito-em-actividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/de-500-restam-oito-em-actividade\/","title":{"rendered":"De 500 restam oito em actividade"},"content":{"rendered":"<p>Salinas aveirenses em extin\u00e7\u00e3o <!--more--> As salinas (ou marinhas de sal) aveirenses est\u00e3o praticamente em vias de extin\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que este ano s\u00e3o oito as que ainda se mant\u00eam em labora\u00e7\u00e3o, n\u00famero que, na d\u00e9cada de 1950-60, era de 275, n\u00famero praticamente id\u00eantico ao verificado em 1933, ano em que 276 salinas produziram sal. No s\u00e9culo X, o n\u00famero de salinas em actividade rondava o meio milhar.<\/p>\n<p>Esse foi um dos dados apresentados no workshop \u201cA ria e o seu universo\u201d, promovido pela Divis\u00e3o de Museus e Patrim\u00f3nio Hist\u00f3rico, da C\u00e2mara Municipal de Aveiro, que assinalou a reabertura do Eco Museu da Marinha da Troncalhada.<\/p>\n<p>Em 1790, numa \u00e9poca em que a ria sofria os efeitos da estagna\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, devido ao constante assoreamento da barra (ent\u00e3o situada pr\u00f3ximo de Mira), a produ\u00e7\u00e3o de sal em Aveiro foi de 3.337 toneladas. Ap\u00f3s a reabertura e fixa\u00e7\u00e3o definitiva da barra, em 1808, a produ\u00e7\u00e3o de sal teve um substancial acr\u00e9scimo, atingindo as 97.200 toneladas, no ano de 1877. No entanto, no s\u00e9culo XX, a produ\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a decair, pelo que, em 1933, a produ\u00e7\u00e3o era de 50.000 toneladas. Tamb\u00e9m a \u00e1rea ocupada pelas salinas foi diminuindo, passando de cerca de dois mil hectares, em 1876, para 1.380 hectares, em 1936. <\/p>\n<p>Este ano, est\u00e3o em funcionamento oito marinhas de sal, que s\u00e3o: \u201cTroncalhada\u201d, \u201cGr\u00e3-Caravela\u201d, \u201cSenitra\u201d, \u201cPajota\u201d e \u201cSantiaga da Fonte\u201d, todas elas inclu\u00eddas no Grupo do Sul. Do Grupo do Norte, s\u00f3 est\u00e1 em actividade a \u201c18 dos Caramonetes\u201d, enquanto que, do Grupo de S. Roque e Esgueira, est\u00e3o activas a \u201cPodre\u201d e a \u201cPass\u00e3\u201d. As duas \u00faltimas est\u00e3o amea\u00e7adas pelas obras do Polis e pela constru\u00e7\u00e3o da linha ferrovi\u00e1ria de acesso ao porto de Aveiro. Do Grupo do Mar, nenhuma marinha em actividade. <\/p>\n<p>Actualmente, pelo menos dezassete antigas marinhas de sal foram convertidas para piscicultura, havendo mais duas que est\u00e3o em fase de convers\u00e3o. Convertidas para produ\u00e7\u00e3o de peixe est\u00e3o as marinhas \u201cA Caveira\u201d, \u201cOs 21\u201d, \u201cSujas\u201d, \u201cC\u00edrcia\u201d, \u201cRavasquinha\u201d, \u201cRomanos\u201d, \u201cRatinha\u201d e \u201cFlor de Sama\u201d, todas no Grupo do Mar. No Grupo do Norte, est\u00e3o a \u201cSenhora das Dores\u201d e a \u201cNovazinha\u201d. Do Grupo do Sul, foram convertidas para piscicultura as marinhas \u201cCorte das Freiras\u201d, \u201cCorim\u201d, \u201cFome Negra\u201d, \u201cArrombada\u201d, \u201cBarrigueira do Cabe\u00e7o\u201d e \u201cBarrigueira do Mar\u201d, enquanto que, no Grupo de S. Roque e Esgueira, s\u00f3 a \u201cParda\u201d est\u00e1 a produzir peixe. Em fase de reconvers\u00e3o para piscicultura est\u00e3o as marinhas \u201cDesgarrada\u201d e \u201cSaltoas\u201d, pertencentes ao Grupo do Norte e ao Grupo do Sul, respectivamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Salinas aveirenses em extin\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[63],"tags":[],"class_list":["post-17062","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-aveiro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17062","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17062"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17062\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17062"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17062"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17062"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}