{"id":17080,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17080"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"as-supersticoes-continuam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/as-supersticoes-continuam\/","title":{"rendered":"As supersti\u00e7\u00f5es continuam"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos leitores <!--more--> Num passado n\u00e3o muito recente, feiticeiros, bruxos e magos eram considerados sinal de sub-desenvolvimento.<\/p>\n<p>No presente, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 assim: o fen\u00f3meno m\u00e1gico e adivinhat\u00f3rio atingiu todas as regi\u00f5es, culturas, estratos sociais; e, nesse \u00e2mbito actuam grupos esquisitos envoltos em mist\u00e9rio, tanto antigos, como de institui\u00e7\u00e3o recente.<\/p>\n<p>S\u00e3o cada vez mais frequentes os programas televisivos que apresentam entrevistas com astr\u00f3logos, magos, curandeiros, vendedores de talism\u00e3s e objectos miraculosos. Alguns jornais est\u00e3o cheios de endere\u00e7os e publicidade sobre personagens que prometem amor, sa\u00fade e felicidade.<\/p>\n<p>Como \u00e9 poss\u00edvel que, numa \u00e9poca de grande progresso cient\u00edfico, se v\u00e1 atr\u00e1s de tais supersti\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>Como \u00e9 poss\u00edvel que fen\u00f3menos cujo denominador comum, em princ\u00edpio, \u00e9 a irracionalidade, sejam t\u00e3o bem aceites no nosso ambiente cultural pretensamente evolu\u00eddo?<\/p>\n<p>Os fen\u00f3menos supersticiosos \u201csobrevivem\u201d no meio da cristandade, como \u201crestos\u201d de concep\u00e7\u00f5es religiosas.<\/p>\n<p>S\u00e3o muitas as express\u00f5es de teor supersticioso actualmente em voga: a astrologia, que parte da ideia errada de que o universo gira em volta da terra, quando, na realidade, \u00e9 a terra que gira \u00e0 volta do sol.<\/p>\n<p>Uma das falsidades desta arte oculta \u00e9 que as caracter\u00edsticas dos diferentes signos j\u00e1 n\u00e3o correspondem aos meses que lhes atribuem; embora seja certo que os astros exercem alguma influ\u00eancia sobre a Terra e seus habitantes, essa influ\u00eancia n\u00e3o \u00e9 da natureza que lhe pretendem atribuir.<\/p>\n<p>Existem muitas outras formas de supersti\u00e7\u00e3o, tais como: adivinha\u00e7\u00e3o, lan\u00e7amento de cartas ou b\u00fazios, interpreta\u00e7\u00e3o de sonhos, quirom\u00e2ncia (adivinha\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s das linhas da m\u00e3o e dos sinais presentes no corpo humano), bruxaria, etc.<\/p>\n<p>Ref\u00fagio nos momentos dif\u00edcies<\/p>\n<p>Contra o mal previsto pela astrologia, adivinha\u00e7\u00e3o ou magia, havia e continua a haver uma defesa representada pelos amuletos ou talism\u00e3s, cuja variedade \u00e9 imensa, tais como: pedras, vegetais, metais, rel\u00edquias e recorda\u00e7\u00f5es de pessoas e lugares, figas, estrelas de David e at\u00e9 ferraduras&#8230;<\/p>\n<p>O homem julga conseguir defender-se de riscos e obter muita sorte, bem-estar, abund\u00e2ncia e sa\u00fade.<\/p>\n<p>Todas as formas de supersti\u00e7\u00e3o derivam da inseguran\u00e7a perante a vida, frente \u00e0s mais diversas vicissitudes e da necessidade inata de defesa dos riscos imagin\u00e1rios ou reais.<\/p>\n<p>Com efeito, n\u00e3o \u00e9 raro que o instrumento ou pr\u00e1tica supersticiosa, devido a um semi-analfabetismo religioso, seja associada a elementos crist\u00e3os: \u00e9 t\u00edpico o fen\u00f3meno das \u201ccadeias\u201d de Santo Ant\u00f3nio, das sand\u00e1lias de S\u00e3o Pedro, das ora\u00e7\u00f5es infal\u00edveis a S\u00e3o Judas Tadeu, etc., com a obriga\u00e7\u00e3o de se divulgar um certo n\u00famero de c\u00f3pias, sob pena de castigos; e ainda trazer a imagem de Santo Onofre, para se ter sorte nos neg\u00f3cios e obter muito dinheiro. A lista destas crendices \u00e9 t\u00e3o variada como irracional.<\/p>\n<p>Quando falta a componente espiritual crist\u00e3, equilibrada e esclarecida, o homem procura outras fontes de seguran\u00e7a e paz interior, quer nas filosofias e pr\u00e1ticas orientais, quer no espiritismo, supersti\u00e7\u00e3o e bruxaria.<\/p>\n<p>Eduardo Rodrigues, Curia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-17080","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17080","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17080"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17080\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17080"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17080"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17080"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}