{"id":17097,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17097"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"o-ministerio-petrino-na-comunhao-da-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-ministerio-petrino-na-comunhao-da-fe\/","title":{"rendered":"O minist\u00e9rio petrino na comunh\u00e3o da f\u00e9"},"content":{"rendered":"<p>Revisitando o Vaticano II <!--more--> A homilia de Sua Santidade Bento XVI, ao tomar posse na sua C\u00e1tedra de Roma, \u00e9 uma pe\u00e7a de reflex\u00e3o teol\u00f3gica sobre as rela\u00e7\u00f5es entre Magist\u00e9rio e Teologia e vida da Igreja. Ficam alguns par\u00e1grafos, com a recomenda\u00e7\u00e3o da sua leitura total.<\/p>\n<p>\u201cO Bispo de Roma senta-se sobre a sua C\u00e1tedra para dar testemunho de Cristo. Assim, a C\u00e1tedra \u00e9 o s\u00edmbolo da potestas docendi, aquele poder de ensinamento que \u00e9 parte essencial do mandato de ligar e desligar conferido pelo Senhor a Pedro e, depois dele, aos Doze. Na Igreja, a Sagrada Escritura, cuja compreens\u00e3o cresce sob a inspira\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, e o minist\u00e9rio da interpreta\u00e7\u00e3o aut\u00eantica, conferido aos ap\u00f3stolos, pertencem uma ao outro de modo indissol\u00favel. Onde a Sagrada Escritura \u00e9 separada da voz vivente da Igreja, torna-se presa das disputas dos peritos. Certamente, tudo o que eles t\u00eam para nos dizer \u00e9 importante e precioso; o trabalho dos peritos serve-nos de not\u00e1vel ajuda para poder compreender o processo vivo pelo qual cresceu a Escritura e compreender assim a sua riqueza hist\u00f3rica. Mas a ci\u00eancia sozinha n\u00e3o pode fornecer-nos uma interpreta\u00e7\u00e3o definitiva e vinculante; n\u00e3o est\u00e1 em grau de nos dar, na interpreta\u00e7\u00e3o, aquela certeza com que possamos viver e pela qual possamos tamb\u00e9m morrer. (&#8230;)<\/p>\n<p>Este poder de ensinar assusta muitos homens dentro e fora da Igreja. Pergunta se ele n\u00e3o amea\u00e7a a liberdade de consci\u00eancia, se n\u00e3o \u00e9 uma presun\u00e7\u00e3o contraposta \u00e0 liberdade de pensamento. N\u00e3o \u00e9 assim. O poder conferido por Cristo a Pedro e aos seus sucessores \u00e9, em sentido absoluto, um mandato para servir. O poder de ensinar, na Igreja, comporta um empenho no servi\u00e7o da obedi\u00eancia \u00e0 f\u00e9. O papa n\u00e3o \u00e9 um soberano absoluto, cujo pensar e querer s\u00e3o leis. Pelo contr\u00e1rio: o minist\u00e9rio do Papa \u00e9 garantia de obedi\u00eancia a Cristo e \u00e0 Sua Palavra. Ele n\u00e3o deve proclamar as suas pr\u00f3prias ideias, mas vincular constantemente ele pr\u00f3prio e a Igreja \u00e0 obedi\u00eancia \u00e0 Palavra de Deus, face a todas as tentativas de adapta\u00e7\u00e3o e dilui\u00e7\u00e3o, como face a todo o oportunismo. (&#8230;) O Papa \u00e9 consciente de, nas suas grandes decis\u00f5es, estar ligado \u00e0 grande comunidade de f\u00e9 de todos os tempos, \u00e0s interpreta\u00e7\u00f5es vinculantes crescidas ao longo do caminho peregrinante da Igreja. Assim, o seu poder n\u00e3o est\u00e1 acima, mas ao servi\u00e7o da Palavra de Deus; e incumbe-lhe a responsabilidade de fazer com que esta Palavra continue a permanecer presente na sua grandeza e a ressoar na sua pureza, bem como de garantir que n\u00e3o seja feita em peda\u00e7os pelas cont\u00ednuas altera\u00e7\u00f5es das modas\u201d.<\/p>\n<p>Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitando o Vaticano II<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-17097","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17097"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17097\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}