{"id":17135,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17135"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-trindade-e-e-faz-comunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-trindade-e-e-faz-comunidade\/","title":{"rendered":"A Trindade \u00e9 e faz comunidade"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; Sant\u00edssima Trindade &#8211; Ano A <!--more--> A festa que hoje celebramos abre, na Liturgia Crist\u00e3, o Tempo Comum, como que a lembrar-nos que toda a nossa vida dimana de Deus Trindade e para Ele se encaminha. Ele \u00e9 a origem e o fim de todo o nosso ser e existir. Recordando os ensinamentos do bispo S. Atan\u00e1sio (s\u00e9c. IV), acreditamos que toda a Trindade \u00e9 criadora e eficaz. Nela h\u00e1 uma s\u00f3 natureza, e uma s\u00f3 \u00e9 a sua efici\u00eancia e ac\u00e7\u00e3o. O Pai cria todas as coisas por meio do Verbo, no Esp\u00edrito Santo, afirmando-se, deste modo, a unidade da Sant\u00edssima Trindade.<\/p>\n<p>Para vincar esta unidade, a Tradi\u00e7\u00e3o da Igreja elaborou o termo \u201cpessoa\u201d, distinguindo-o de \u201cnatureza\u201d. Assim, a Trindade define-se por ser tr\u00eas pessoas iguais e distintas numa s\u00f3 natureza. Cada uma das pessoas \u00e9 constitu\u00edda pela rela\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que a une \u00e0s outras. Mas as pessoas inscrevem-se na unidade da mesma natureza divina e n\u00e3o a multiplicam. <\/p>\n<p>Na primeira leitura, o Deus da comunh\u00e3o e da alian\u00e7a, determinado em estabelecer la\u00e7os familiares com o ser humano, apresenta-se a si mesmo: Ele \u00e9 clemente e compassivo, lento para a ira e rico de miseric\u00f3rdia. Em raz\u00e3o do seu amor e da sua ternura, ningu\u00e9m tem receio de se aproximar deste Deus, porque acima de tudo, Ele tem um cora\u00e7\u00e3o paternal e maternal, estando sempre disposto a amar e a perdoar. N\u00f3s, seres humanos, somos chamados a participar no mist\u00e9rio trinit\u00e1rio de Deus, que se revela desde todos os tempos e, de forma total, em Jesus, ao mesmo tempo como o Deus mais pr\u00f3ximo e o mais transcendente, relativamente \u00e0 pessoa humana. <\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo ex-pressa, atrav\u00e9s da f\u00f3rmula lit\u00fargica: \u201ca gra\u00e7a do Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunh\u00e3o do Esp\u00edrito Santo estejam convosco\u201d, a realidade de um Deus que \u00e9 comunh\u00e3o, que \u00e9 fam\u00edlia, e que pretende atrair todos os homens e mulheres para essa din\u00e2mica de amor. No in\u00edcio de cada celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, somos saudados com esta f\u00f3rmula de Paulo dirigida aos Cor\u00edntios. De facto, \u00e9 a presen\u00e7a da Trindade que constitui a comunidade crist\u00e3. Ela \u00e9 a fonte da comunh\u00e3o e a origem do amor m\u00fatuo, da paz e da alegria fraterna.<\/p>\n<p>No evangelho, Jo\u00e3o convida-nos a contemplar um Deus cujo amor por n\u00f3s \u00e9 t\u00e3o grande e t\u00e3o maravilhoso, que o levou a enviar ao mundo o seu Filho \u00fanico, a fim de que ningu\u00e9m se perca, mas todos se salvem. E Jesus, o Filho, cumprindo o plano do Pai, fez da sua vida um dom total, at\u00e9 \u00e0 morte na cruz, a fim de nos oferecer a vida definitiva, come\u00e7ada aqui e plenificada no al\u00e9m, na parusia. Nesta assombrosa hist\u00f3ria de amor, plasma-se a grandeza do cora\u00e7\u00e3o do nosso Deus!<\/p>\n<p>Deus quer comunicar connosco, isto \u00e9, dar-se a n\u00f3s e fazer-se conhecer, porque, em si mesmo, Ele \u00e9 comunh\u00e3o e dom: \u00e9 amor. O seu projecto \u00e9 introduzir-nos na sua pr\u00f3pria vida de comunh\u00e3o, porque \u00e9 s\u00f3 pelo amor que nos realizamos totalmente como pessoas humanas. \u00c9 nisto que consiste a salva\u00e7\u00e3o. O Pai gera o Filho, no qual nos tornamos, tamb\u00e9m, filhos e filhas de Deus, e envia o Esp\u00edrito de amor, para nos ajudar a viver da sua pr\u00f3pria vida. \u00c9 da unidade do Pai, e do Filho e do Esp\u00edrito Santo, que cada um de n\u00f3s e a Igreja inteira tira a sua unidade. <\/p>\n<p>Sant\u00edssima Trindade: Ex 34, 4b-6.8-9; Dn 3,52-56; 2 Cor 13,11-13; Jo 13,16-18<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; Sant\u00edssima Trindade &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-17135","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17135","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17135"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17135\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17135"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17135"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17135"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}