{"id":1716,"date":"2010-06-02T15:39:00","date_gmt":"2010-06-02T15:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1716"},"modified":"2010-06-02T15:39:00","modified_gmt":"2010-06-02T15:39:00","slug":"ama-me-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ama-me-senhor\/","title":{"rendered":"Ama-me, Senhor"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 36 <!--more--> O encontro de Jesus com a Samaritana permitiu a Jesus tocar no n\u00facleo do problema da mulher inst\u00e1vel que j\u00e1 ia no quinto relacionamento amoroso. No fundo, a samaritana queria encontrar o amor. E estava a procur\u00e1-lo por caminhos errados. O seu cora\u00e7\u00e3o estava seco e sedento. A \u00e1gua que iria apagar a sua sede n\u00e3o vinha do po\u00e7o de Siqu\u00e9m, mas de uma outra fonte de \u00e1guas l\u00edmpidas e transparentes. E estava bem l\u00e1 no fundo do seu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Jesus despertou a consci\u00eancia desta mulher para a sua v\u00e3 corrida da vida e alertou-a que sua sede, querer ser amada, n\u00e3o era infundada nem utopia. Tamb\u00e9m lhe mostrou que o verdadeiro amor n\u00e3o est\u00e1 situado na esfera material e aparente do ser, ou no ser feminino ou masculino, mas em Deus, que \u00e9 o pr\u00f3prio amor.<\/p>\n<p>Ele enviou o seu Filho para apagar a nossa fome e sede, saciando-nos do verdadeiro alimento que era Ele mesmo. Perto de Jesus, era, como ainda \u00e9, imposs\u00edvel deixar-nos mover pelas categorias materiais e sensuais do ser. Tudo, perto dele, \u00e9 elevado \u00e0 esfera sobrenatural, e a pr\u00f3pria mat\u00e9ria se espiritualiza, elevando-se a uma beleza que j\u00e1 transporta em embri\u00e3o. <\/p>\n<p>Jesus pediu \u00e1gua. Ela falou do balde. Jesus ofereceu \u00e1gua viva. Ela perguntou sobre a localiza\u00e7\u00e3o da fonte de t\u00e3o singular \u00e1gua. Ele mandou chamar o marido. Ela entendeu que o assunto era outro e a resposta de Jesus acordou-a para a sua realidade: n\u00e3o era amada, ou n\u00e3o sabia nada do verdadeiro amor. O mesmo acontece com tanta gente hoje, que sentindo-se chamada para o matrim\u00f3nio, se deixa mover pela apar\u00eancia, pela sensualidade, pelo impulso. Mas n\u00e3o auscultam o cora\u00e7\u00e3o para saber se \u00e9 por a\u00ed e por esse algu\u00e9m que se encontra a fonte. Da\u00ed o div\u00f3rcio, as crises, as uni\u00f5es de facto que duram t\u00e3o pouco e fazem chorar tanto. S\u00f3 Deus tem a resposta. Ele \u00e9 o amor. E at\u00e9 o amor humano tem de passar pela peneira do amor divino. Sem Ele, nada permanece. Tudo passa demasiado depressa. Por isso se costuma dizer que, para um crist\u00e3o, tudo concorre para a gl\u00f3ria de Deus.<\/p>\n<p>Experimentar o amor de Deus \u00e9 garantia de estabilidade emocional, e as nossas op\u00e7\u00f5es fundamentais ser\u00e3o marcadas pelo equil\u00edbrio e pela perseveran\u00e7a. Ilude-se quem pensa que h\u00e1 amor verdadeiro fora de Deus. E os resultados est\u00e3o \u00e0 vista.<\/p>\n<p>Um dia, um cardeal da Coreia, j\u00e1 falecido, pregando a 6000 padres em Roma, disse numa confer\u00eancia algo que ajudou muito a orienta\u00e7\u00e3o de vida de muitos desses padres. Disse o cardeal que, tendo capela no pa\u00e7o episcopal, chegando \u00e0 noite, cansado de tantos encontros, reuni\u00f5es e por vezes dissabores, entrava na capela e a sua ora\u00e7\u00e3o era imensamente simples. Olhava para o sacr\u00e1rio e balbuciava, qual crian\u00e7a magoada: \u201cSenhor, por favor, ama-me\u201d. Era assim que encontrava a compensa\u00e7\u00e3o e a for\u00e7a para continuar a caminhar. <\/p>\n<p>Depois da descoberta de que a fonte nascia do Cora\u00e7\u00e3o de Cristo, a Samaritana mudou de rumo anunciou a novidade \u00e0s pessoas da sua povoa\u00e7\u00e3o. E talvez tamb\u00e9m o tivesse feito at\u00e9 ao fim da sua vida. Velhinha, ali nos montes da Samaria, contava aos seus netos o dia em que ela descobriu o amor na sua vida.<\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 36<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-1716","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1716","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1716"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1716\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1716"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}