{"id":17171,"date":"2009-07-08T10:32:00","date_gmt":"2009-07-08T10:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17171"},"modified":"2009-07-08T10:32:00","modified_gmt":"2009-07-08T10:32:00","slug":"ser-e-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ser-e-missao\/","title":{"rendered":"Ser e miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O tom \u00e9 exigente. \u00c0 semelhan\u00e7a do fulgor paulino, que em muitos despertou caminhos de renova\u00e7\u00e3o interior, motivou itiner\u00e1rios espirituais que desaguaram em compromissos surpreendentes, o Ano Sacerdotal anuncia-se como uma revis\u00e3o de vida n\u00e3o apenas dos sacerdotes, mas de toda a Igreja, o reencontro de uma identidade e miss\u00e3o que permanentemente tem de se alimentar das origens e refrescar nas fontes.<\/p>\n<p>Numa das catequeses dedicada a este assunto, o Papa Bento, que lan\u00e7ou este desafio de ousadia e lampejo de esperan\u00e7a, prop\u00f4s a quantos quiserem aderir a um processo de convers\u00e3o o problema da dupla vertente da vida e avalia\u00e7\u00e3o do sacerd\u00f3cio ministerial. <\/p>\n<p>Por um lado, n\u00e3o se pode minimizar a dimens\u00e3o ontol\u00f3gica-sacramental. Ser humano, que o n\u00e3o deixa de ser, o sacerdote \u00e9 irreversivelmente consagrado. Ou seja, como o baptismo e o crisma n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o apenas de rito, mas transforma irrenunciavelmente o \u201cADN\u201d espiritual de quantos os recebem, a ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal transforma para sempre &#8211; e radicalmente &#8211; aquele que a ela acede. <\/p>\n<p>O pr\u00f3prio n\u00e3o pode deixar de considerar, para se realizar plenamente, esta dimens\u00e3o nova do seu ser, do seu existir, que o identifica com o \u00fanico Sacerd\u00f3cio &#8211; o de Cristo \u2013 em prol dos irm\u00e3os. Ignor\u00e1-lo ou minimiz\u00e1-lo \u00e9 trilhar um caminho de frustra\u00e7\u00e3o! Vivendo entre as pessoas, sendo da sua \u201cra\u00e7a\u201d e devotado ao seu servi\u00e7o, a sua igual dignidade de pessoa humana e de baptizado reclama que assuma a sua diferen\u00e7a como consagrado. E a Comunidade n\u00e3o pode pretender nem insinuar que o \u201cpadre, c\u00e1 fora, \u00e9 um homem como os outros\u201d. Antes o deve ajudar a ser um entre os crist\u00e3os, com um car\u00e1cter pr\u00f3prio, que o distingue, para melhor servir esta radical igualdade.<\/p>\n<p>Por outro lado, a sua miss\u00e3o espec\u00edfica exprime-se numa dimens\u00e3o social-funcional. Isto \u00e9, o seu \u201cADN\u201d espiritual espec\u00edfico transforma-o, na sua rela\u00e7\u00e3o com os demais crist\u00e3os, definindo-lhe uma miss\u00e3o que configura a visibilidade social da Igreja e desenhando-lhe uma fun\u00e7\u00e3o que plasma a organicidade da mesma Igreja. Reduzir-se o pr\u00f3prio a membro de uma classe ou suportando a sua vida numa perspectiva simplesmente funcional, o sacerdote desfigura-se a si pr\u00f3prio e perverte o rosto da pr\u00f3pria Igreja.<\/p>\n<p>O caminho faz-se caminhando! Temos pela frente um longo caminho de um ano, que nos poder\u00e1 conduzir a uma excel\u00eancia de vida sacerdotal e a Comunidades recriadas no seu reconhecimento e rela\u00e7\u00e3o com o minist\u00e9rio ordenado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tom \u00e9 exigente. \u00c0 semelhan\u00e7a do fulgor paulino, que em muitos despertou caminhos de renova\u00e7\u00e3o interior, motivou itiner\u00e1rios espirituais que desaguaram em compromissos surpreendentes, o Ano Sacerdotal anuncia-se como uma revis\u00e3o de vida n\u00e3o apenas dos sacerdotes, mas de toda a Igreja, o reencontro de uma identidade e miss\u00e3o que permanentemente tem de se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-17171","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17171","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17171"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17171\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17171"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17171"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17171"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}