{"id":17184,"date":"2009-07-08T12:27:00","date_gmt":"2009-07-08T12:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17184"},"modified":"2009-07-08T12:27:00","modified_gmt":"2009-07-08T12:27:00","slug":"o-discurso-indirecto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-discurso-indirecto\/","title":{"rendered":"O discurso indirecto"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> \u00c0 escola, a cada escola concreta, v\u00eam parar todas as solicita\u00e7\u00f5es e exig\u00eancias contempor\u00e2neas. <\/p>\n<p>Decidiu-se que ali deve ser o centro de toda a vida da comunidade educativa, mesmo quando a comunidade precisa de re-centrar a sua educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O curr\u00edculo nacional deve ser tratado localmente, inculturado. As compet\u00eancias e os saberes que o determinam n\u00e3o podem ser desvirtuados.<\/p>\n<p>Apesar disso, a forma\u00e7\u00e3o c\u00edvica; a educa\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade; a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica; os valores da cidadania e do saber estar; a justi\u00e7a; a democracia; o discernimento vocacional e profissional;\u2026 tudo est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da escola e \u00e9 pedido \u00e0 escola. E muito bem.<\/p>\n<p>Muito bem porque a escola \u00e9 servida por pessoas qualificadas (e muito dedicadas) para, fazer no presente, o que se espera do futuro, porque longe vai o tempo de pensar que \u201ca abertura de uma escola n\u00e3o faz nem nunca far\u00e1 fechar uma pris\u00e3o; assim como o bem-estar material n\u00e3o est\u00e1 intimamente ligado, nem \u00e9 fatalmente proporcional ao grau de instru\u00e7\u00e3o do povo\u201d (reforma da Instru\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria, 24 de Dezembro de 1901).<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 preciso assumir outros protagonistas. Os que t\u00eam a mais nobre miss\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o, os pais (\u00fanicos, insubstitu\u00edveis), e os principais decisores actores sociais e pol\u00edticos. <\/p>\n<p>O testemunho de vida dos primeiros e a coer\u00eancia de atitudes dos segundos ser\u00e3o contributo decisivo para a revolu\u00e7\u00e3o humana, cultural, cient\u00edfica e t\u00e9cnica que, por estes dias, t\u00eam estado ausentes.<\/p>\n<p>De que vale a uma crian\u00e7a ou a um jovem ter 7 a 10 horas por dia de forma\u00e7\u00e3o se, \u00e0 sa\u00edda da escola, na rua, em \u201ccasa\u201d ou no que resta dela encontram o oposto ou uma desresponsabiliza\u00e7\u00e3o permanente da educa\u00e7\u00e3o?!<\/p>\n<p>A multa injusta, a deseleg\u00e2ncia de um condutor, a intemperan\u00e7a de quem segue o mesmo caminho,\u2026 as not\u00edcias maldizentes (em nome de uma suposta verdade), os ecos da corrup\u00e7\u00e3o, a verbaliza\u00e7\u00e3o desgastante de um parlamento que leva a actos impens\u00e1veis de um Ministro!&#8230;<\/p>\n<p>Como se constata, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (Nacional), designa\u00e7\u00e3o dada entre 1936 e 1974, ao departamento governamental competente em mat\u00e9ria de educa\u00e7\u00e3o, de cultura, de des-porto e de investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nos governos do Estado Novo, n\u00e3o sofreu mudan\u00e7a de fundo na concep\u00e7\u00e3o que, desde 1870 quando foi criado, tinha o Minist\u00e9rio da Instru\u00e7\u00e3o P\u00fablica. Ao chamar educa\u00e7\u00e3o \u00e0 instru\u00e7\u00e3o alterou-se a matriz e confundiram-se as responsabilidades.<\/p>\n<p>A concluir, melhor seria chamar \u00e0 cola\u00e7\u00e3o, em vez de discurso indirecto, o que se pode ler nas entrelinhas dos v\u00e1rios discursos; os necess\u00e1rios e os que proliferam por a\u00ed. Por\u00e9m, n\u00e3o deixa de fazer sentido uma an\u00e1lise interna do texto, de cada um dos discursos, para depreender o que faz sentido e o que n\u00e3o tem sentido nenhum.<\/p>\n<p>Mas como se poder\u00e1 dizer isto sem cair no mesmo erro?!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230;pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-17184","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17184","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17184"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17184\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}