{"id":17255,"date":"2009-07-15T11:38:00","date_gmt":"2009-07-15T11:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17255"},"modified":"2009-07-15T11:38:00","modified_gmt":"2009-07-15T11:38:00","slug":"a-missao-do-padre-e-bela-e-desafiante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-missao-do-padre-e-bela-e-desafiante\/","title":{"rendered":"A miss\u00e3o do padre \u00e9 bela e desafiante"},"content":{"rendered":"<p>O Correio do Vouga pediu ao novo padre que contasse um pouco da sua hist\u00f3ria pessoal e da sua vis\u00e3o do minist\u00e9rio sacerdotal. Aqui fica o testemunho do P.e Jo\u00e3o Manuel Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Manuel Marques Gon\u00e7alves nasceu no dia 29 de Maio de 1983, no lugar de Paradela, par\u00f3quia e freguesia de Espinhel (\u00c1gueda).<\/p>\n<p>Gosta de jogar futebol e de praticar nata\u00e7\u00e3o. O seu clube \u00e9 o Benfica. Nos tempos livres, prefere estar com os amigos e fazer caminhadas. H\u00e1 dois filmes de que gosta especialmente: \u201cFavores em Cadeia\u201d e \u201cPatch Adams\u201d (a hist\u00f3ria de um m\u00e9dico que se serve do humor para curar). No cap\u00edtulo da m\u00fasica prefere Xutos &#038; Pontap\u00e9s e Mafalda Veiga. Tem p\u00e1gina no Hi5.Como frases inspiradoras, aponta: \u201cAs coisas belas s\u00e3o dif\u00edceis\u201d e \u201cTu me seduziste e eu me deixei seduzir\u201d (Jr 20,7).<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da minha voca\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A minha hist\u00f3ria come\u00e7ou aos quatro anos de idade \u2013 ou pelo menos \u00e9 o que os meus pais e familiares contam. Tudo come\u00e7ou numa Eucaristia, pois desde cedo os meus pais me levaram \u00e0 igreja. Como tenho mais irm\u00e3os, estando a falar com o meu irm\u00e3o numa Eucaristia, o meu pai mandou-me calar e eu respondi-lhe: \u201cQuando for grande quero ser padre para poder falar em todas as missas\u201d. Tudo come\u00e7ou assim. Depois os meus pais e familiares iam sempre perguntando o que eu queria ser quando fosse grande, e eu continuei a res-ponder a mesma coisa: \u201cQuero ser padre para poder falar em todas as missas\u201d.<\/p>\n<p>Isto foi crescendo at\u00e9 que, no quinto, ano os meus pais ligaram para uma r\u00e1dio regional da zona, onde o Padre Nestor fazia um programa, e perguntaram o que era preciso para o filho ir para o semin\u00e1rio. Foi-lhes explicado que tinha que ir a alguns encontros ao Semin\u00e1rio e depois se veria. Assim, a partir do meu 5.\u00ba ano comecei a ir a encontros no Semin\u00e1rio. No 6.\u00ba ano, foi-me proposto entrar no Pr\u00e9-Semin\u00e1rio, aonde \u00edamos uma vez por m\u00eas, e eu aceitei, pois gostava dos encontros e dos colegas que ia vendo. Penso que desde esse momento a semente da voca\u00e7\u00e3o foi crescendo dentro de mim. No final do meu 9.\u00ba ano, foi-me proposto dar mais um passo: entrar no Semin\u00e1rio Menor em Aveiro.<\/p>\n<p>Como a experi\u00eancia de Pr\u00e9-Semin\u00e1rio estava a ser boa e o exemplo dos colegas que estavam j\u00e1 no Semin\u00e1rio me cativava, eu aceitei o desafio e fui para o Semin\u00e1rio.<\/p>\n<p>A partir daqui foi um assumir um caminho, com altos e baixos, mas sabendo que Aquele que me tinha chamado nunca me abandonava e que me guiava sempre no caminho que estava a fazer.<\/p>\n<p>Passei quatro anos no Semin\u00e1rio de Aveiro onde fui aclarando algumas d\u00favidas e colocando outras, mas sempre a olhar para o futuro. Depois deste tempo, foi proposto dar mais um passo entrar no Semin\u00e1rio de Leiria, um ano de paragem, sem avalia\u00e7\u00e3o, onde n\u00f3s pensamos mais propriamente na voca\u00e7\u00e3o. Este foi um ano importante para o discernimento vocacional, por tudo o que envolveu. Os trabalhos que realiz\u00e1mos, como dar catequese, ir ao lar para estar com os idosos, na Casa de Sa\u00fade do Telhal, os retiros, entre muitos outros, ajudaram-nos a ver ou a sentir para o que Deus nos chama. Muitas vezes dizemos que \u00e9 um ano de esclarecer algumas d\u00favidas, mas eu acho que trouxe mais do que levava, mas fez-me bem para crescer.<\/p>\n<p>Depois deste ano entrei em Coimbra. Foi um percurso de seis anos, que ao in\u00edcio nos parece longo t\u00e3o longo, mas que, olhando para tr\u00e1s, notamos que passou r\u00e1pido. Olh\u00e1mos muito para o futuro e prepar\u00e1mo-nos para esse futuro que est\u00e1 t\u00e3o pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Pessoas que me ajudaram<\/p>\n<p>Existem muitas pessoas que nos v\u00e3o influenciando e ajudando. Em primeiro lugar tenho que lembrar os meus pais e fam\u00edlia. Foram-me colocando a quest\u00e3o que me fez surgir para este caminho: O que queres ser quando fores grande? Mas tamb\u00e9m tenho que lembr\u00e1-los pelo apoio que me foram dando e continuam a dar neste percurso que assumi.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m me ajudaram e ajudam os amigos e conhecidos, pessoas que v\u00e3o colocando interroga\u00e7\u00f5es para o caminho que estamos a fazer, que colocam desafios e propostas, mas que tamb\u00e9m v\u00e3o dando apoio.<\/p>\n<p>Outras pessoas que me marcaram foram os padres que foram passando pela minha vida, desde logo o meu primeiro prior, que j\u00e1 partiu para o Pai, o P.e Manuel Ferreira, pelo exemplo de vida e pelo testemunho que me ia dando e o apoio que sempre me deu. Os padres das equipas dos Semin\u00e1rios por onde passei, e aqui lembro o meu primeiro Reitor, o P.e Lu\u00eds Barbosa, por uma frase que nos dizia e que me marcou muito: \u201cO Semin\u00e1rio antes de formar Padres forma Homens\u201d. Isto \u00e9 bem verdade, pois eu hoje serei padre, porque fui capaz de crescer como homem.<\/p>\n<p>Muitas outras pessoas me marcam, das comunidades por onde passei e fui trabalhando. \u00c9 justo lembrar tamb\u00e9m as muitas outras pessoas que eu n\u00e3o conhe\u00e7o, mas que foram rezando por mim. Desde j\u00e1 agrade\u00e7o e pe\u00e7o a Deus por elas.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o do padre \u00e9 bela e desafiante<\/p>\n<p>Vejo a miss\u00e3o do padre como uma coisa bela e desafiante, sabendo que \u00e9 Deus que nos chama \u2013 e \u00e9 isso o mais importante. Temos que saber entregar toda a nossa vida \u00c0quele que nos chama e nos amou em primeiro lugar. Penso que o desafio que me espera \u00e9 interessante, que tenho muito para dar e receber. O fundamental neste caminho \u00e9 levar as pessoas at\u00e9 Cristo, com elas fazer caminho de aprofundamento e de rela\u00e7\u00e3o com Aquele que \u00e9 a fonte da vida e da felicidade.<\/p>\n<p>Os medos existem sempre, em qualquer caminho, pois todos n\u00f3s somos humanos, mas eu neste ponto coloco desde j\u00e1 as coisas nas m\u00e3os daquele que me chamou e vai chamando, sabendo e confiando que Ele nunca me abandona e est\u00e1 sempre presente no meu caminho e nos trabalhos que vou realizar.<\/p>\n<p>O meu trabalho na Diocese<\/p>\n<p>A obedi\u00eancia que n\u00f3s assumimos ou com que nos comprometemos n\u00e3o \u00e9 surda, o que quer dizer que temos que saber falar e dialogar com o nosso Bispo. Penso que, em primeiro lugar, temos que confiar em Deus e no Bispo que nos prop\u00f5e um trabalho a realizar em favor da Igreja. Claro que todos n\u00f3s temos expectativas, mas para falar verdadeiramente ainda n\u00e3o pensei muito nisto. Por outro lado, olhando para a nossa Diocese, vejo e sinto que em qualquer campo ou lugar existem todas as vertentes de pastoral. Temos que saber morrer para dar lugar ao Esp\u00edrito de Deus, para Ele poder trabalhar e desenvolver o melhor para a Igreja que n\u00f3s somos.<\/p>\n<p>Somos ordenados para servir o povo de Deus e isto passa por muitos meios e modos. Por isso, espero com alguma tranquilidade aquilo que Deus atrav\u00e9s do meu Bispo tiver pensado para mim.<\/p>\n<p>Como despertar mais voca\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>O que \u00e9 fundamental \u00e9 n\u00f3s estarmos atentos \u00e0 voz do Esp\u00edrito, n\u00e3o ter medo de arriscar e dar passos. Deus continua a chamar e a desafiar. N\u00f3s, muitas vezes, \u00e9 que n\u00e3o o queremos ouvir ou ent\u00e3o estamos t\u00e3o cheios que Deus j\u00e1 n\u00e3o cabe na nossa vida. Eu desafio a Diocese cada vez mais a apresentar este caminho aos seus jovens e menos jovens. Quando o Senhor nos chama \u00e0 vida, chama-nos para sermos felizes, e a felicidade n\u00e3o passa s\u00f3 pelo matrim\u00f3nio, mas tamb\u00e9m por muitos outros campos e este de ser padre \u00e9 um muito espec\u00edfico. O que eu posso dizer aos jovens \u00e9 que n\u00e3o tenham medo. Aquele que nos chama nunca nos deixa s\u00f3s, est\u00e1 sempre ao nosso lado e Ele \u00e9 capaz de nos realizar plenamente.<\/p>\n<p>Por vezes os jovens t\u00eam medo de dar uma resposta para toda a vida, por causa da sociedade que nos vai apresentando outros ideais de vida, mas n\u00f3s temos que saber remar contra a corrente. Temos que mostrar a nossa alegria de viver nas pequenas coisas que nos v\u00e3o acontecendo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Correio do Vouga pediu ao novo padre que contasse um pouco da sua hist\u00f3ria pessoal e da sua vis\u00e3o do minist\u00e9rio sacerdotal. 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