{"id":17320,"date":"2009-07-22T15:12:00","date_gmt":"2009-07-22T15:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17320"},"modified":"2009-07-22T15:12:00","modified_gmt":"2009-07-22T15:12:00","slug":"corrida-dificil-a-que-nao-faltam-candidatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/corrida-dificil-a-que-nao-faltam-candidatos\/","title":{"rendered":"Corrida dif\u00edcil a que n\u00e3o faltam candidatos"},"content":{"rendered":"<p>Todos os pa\u00edses passam por momentos de perplexidade, dados os problemas a enfrentar, com propostas e solu\u00e7\u00f5es sempre mais dif\u00edceis e complexas. Pouco tempo passado das elei\u00e7\u00f5es europeias, com o amargo de boca e o desconforto das muitas absten\u00e7\u00f5es, o an\u00fancio, para breve e j\u00e1 com data marcada, das legislativas e aut\u00e1rquicas, faz viver um desses momentos, que n\u00e3o deixam tranquilos os respons\u00e1veis da na\u00e7\u00e3o, nem os cidad\u00e3os mais atentos. A menos que se pense que a solu\u00e7\u00e3o dos problemas \u00e9 s\u00f3 dos pol\u00edticos ou a da terra queimada\u2026<\/p>\n<p>Muitos problemas se perfilam neste horizonte, em que j\u00e1 se multiplicam rumores, se jogam previs\u00f5es, se anunciam candidatos, se insinuam amea\u00e7as, se profetizam desgra\u00e7as. Ao povo, comunica\u00e7\u00e3o social e pol\u00edticos n\u00e3o lhes falta imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fala-se, com alguma raz\u00e3o, do descr\u00e9dito da classe pol\u00edtica; dos problemas graves n\u00e3o resolvidos; dos motivos conhecidos que levam \u00e0 escolha dos novos candidatos; dos j\u00e1 eleitos antes que os votos cheguem \u00e0s urnas; da crispa\u00e7\u00e3o social e da aus\u00eancia de esperan\u00e7a; das solu\u00e7\u00f5es propostas em anteriores legislaturas, que, por vezes, se agravaram os problemas que pretendiam resolver; dos pol\u00edticos med\u00edocres que querem tronos que excedem a sua estatura; da classifica\u00e7\u00e3o, nada democr\u00e1tica, de os advers\u00e1rios normais se considerarem inimigos detest\u00e1veis; dos cidad\u00e3os de primeira, que t\u00eam tudo, mesmo sem o pedir, e dos cidad\u00e3os desqualificados e an\u00f3nimos, que se v\u00e3o cansando de gritar e de esperar pela resposta a direitos, n\u00e3o respeitados nem atendidos.<\/p>\n<p>Portugal, ainda sem tempo suficiente para ter amadurecido politicamente, foi-se politizando, mais por influ\u00eancia de grupos, mais marcados por ideologias pobres e \u00e2nsia de poder, do que por compreens\u00e3o do regime democr\u00e1tico e dos objectivos do bem comum, que devem ser o clima de respeito e o motor de decis\u00e3o para participar e governar.<\/p>\n<p>Parece urgente uma reflex\u00e3o de senso comum, que, mesmo assim, em muitos casos j\u00e1 n\u00e3o vai a tempo, em virtude de compromissos assumidos, de influ\u00eancias locais, de caminhos mal pensados, mas abertos, por onde se passa e se chega ao s\u00edtio desejado.<\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es legislativas e aut\u00e1rquicas est\u00e3o mais pr\u00f3ximas do povo do que as europeias. Os candidatos a escolher e a propor ao escrut\u00ednio eleitoral s\u00e3o mais conhecidos pelos eleitores a quem n\u00e3o escapa o ju\u00edzo realista sobre as suas qualidades e defeitos, nome e fama, \u00eaxitos e fracassos pessoais, profissionais e c\u00edvicos, pelo trabalho antes realizado ou aproveitamento dos cargos onde se ganharam influ\u00eancias mas se perdeu o nome.<\/p>\n<p>Legislar n\u00e3o se compadece com pessoas que pouco mais v\u00eaem que os seus interesses e os do seu partido. N\u00e3o nos venham dizer que basta que alguns saibam ver o alcance das leis que se fazem e aos outros, a maioria, apenas resta votar como lhes \u00e9 mandado. O pa\u00eds paga a todos por igual, para que, por igual, todos saibam o que fazer, a favor de todos. A situa\u00e7\u00e3o lastim\u00e1vel a que se chegou com algumas leis \u00e9 culpa maior dos respons\u00e1veis pela escolha, por vezes insensata e por motivos ocultos, dos candidatos a legisladores.<\/p>\n<p>As autarquias, por sua vez, s\u00e3o hoje lugar de responsabilidades acrescidas, campo minado, ocasi\u00e3o de tenta\u00e7\u00f5es. S\u00e3o, por isso, inst\u00e2ncias de exig\u00eancia, maior e permanente de honestidade, de saber e compet\u00eancia, capacidade de acolhimento, di\u00e1logo e aguda sensibilidade, trabalho de equipa e abertura a todos.<\/p>\n<p>Motivos de escolha para pagar favores, compensar perdas e desgostos pol\u00edticos, por press\u00e3o de grupos e manobras locais, aparecem como desonestidade c\u00edvica, desrespeito pelos eleitores, coloca\u00e7\u00e3o de interesses pessoais e partid\u00e1rios acima dos nacionais e locais. Governa-se com pessoas normais, desde que se saiba o que significa a normalidade, os seus limites e exig\u00eancias. Neste ju\u00edzo, cabe a lucidez sobre a capacidade dos candidatos a propor. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos os pa\u00edses passam por momentos de perplexidade, dados os problemas a enfrentar, com propostas e solu\u00e7\u00f5es sempre mais dif\u00edceis e complexas. 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