{"id":17438,"date":"2011-06-01T10:17:00","date_gmt":"2011-06-01T10:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17438"},"modified":"2011-06-01T10:17:00","modified_gmt":"2011-06-01T10:17:00","slug":"31-de-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/31-de-maio\/","title":{"rendered":"31 de Maio"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> O dia n\u00e3o passa despercebido, \u00e9 de efem\u00e9ride internacional, o Dia Mundial Sem Tabaco, promovido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS)para alertar para as consequ\u00eancia do tabagismo, a principal causa, evit\u00e1vel, de morte e doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo a OMS, mais de cinco milh\u00f5es de pessoas v\u00e3o morrer, este ano, por doen\u00e7as relacionadas com o tabaco, tais como enfarte do mioc\u00e1rdio, acidente vascular cerebral (AVC), cancro e doen\u00e7a pulmonar obstrutiva cr\u00f3nica (DPOC).<\/p>\n<p>Este n\u00famero n\u00e3o inclui as mais de 600.000 pessoas, 25 por cento das quais crian\u00e7as, que v\u00e3o morrer devido \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o ao fumo ambiental do tabaco.<\/p>\n<p>Algumas curiosidades valer\u00e3o a pena nesta evoca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As origens mais remotas apontam para a Am\u00e9rica Central onde, por volta do s\u00e9culo IX, haveria o h\u00e1bito de aspirar a planta seca na forma de cachimbos feitos de bambu. Os Maias e posteriormente os Astecas, fumavam v\u00e1rias drogas psicoativas durante rituais religiosos que eram frequentemente retratados em cer\u00e2micas e gravuras de templos. No Caribe, M\u00e9xico e nas Am\u00e9ricas Central e do Sul, o cigarro e o charuto eram o m\u00e9todo mais comum para se fumar at\u00e9 aos  tempos recentes.<\/p>\n<p>O cigarro produzido na Am\u00e9rica do Sul e Am\u00e9rica Central usava v\u00e1rias plantas como embrulho. Quando chegou a Portugal e \u00e0 Espanha, passou a ser em palha de milho. O papel fino para embalagem foi introduzido por volta do s\u00e9culo XVII. O produto resultante era chamado \u201cpapelate\u201d e foi retratado em v\u00e1rias pinturas de Francisco de Goya.<\/p>\n<p>Por volta de 1830, o cigarro foi inserido na Fran\u00e7a, e recebeu o nome \u201ccigarette\u201d. A partir de 1845, come\u00e7ou a ser produzido em escala industrial sob monop\u00f3lio estatal e entrou nos circuitos comerciais altamente rent\u00e1veis. Durante a Guerra da Crimeia (1853\u20131856), o uso do cigarro foi popularizado entre as tropas francesas e brit\u00e2nicas. Estas imitavam os turcos que fumavam o tabaco em cachimbos. Em 1833, aparecem na Espanha os primeiros pacotes que s\u00e3o chamados \u201ccigarrillo\u201d ou \u201ccigarrito\u201d, termos que vem da palavra \u201ccigarro\u201d, assim chamados devido, provavelmente, \u00e0 sua forma, parecida com a de uma cigarra. <\/p>\n<p>A partir de meados do s\u00e9culo XX, o uso do cigarro espalhou-se por todo o mundo. Essa expans\u00e3o deu-se, em grande parte, gra\u00e7as ao desenvolvimento da publicidade e marketing. A distribui\u00e7\u00e3o gratuita de tabaco para as tropas durante a Primeira Guerra Mundial ajudou a popularizar ainda mais o consumo. Por ter subst\u00e2ncias psicotr\u00f3picas, em tempos de guerra e crises econ\u00f3micas o cigarro foi bastante valorizado. Por exemplo, durante a Segunda Guerra Mundial, um cigarro chegou a valer 400 francos, j\u00e1 que eram racionados para os soldados.<\/p>\n<p>A Lei 37\/2007, de 14 de Agosto, p\u00f4s fim a um percurso que at\u00e9 aparenta pertencer, no m\u00ednimo ao s\u00e9culo passado, passando a ser proibido em escolas, espa\u00e7os p\u00fablicos, reparti\u00e7\u00f5es, bares\u2026 restaurantes!? Quem n\u00e3o se lembra, mesmo os fumadores, de passar a refei\u00e7\u00e3o a fumar (passivamente?!).<\/p>\n<p>A Linha SOS Deixar de Fumar (808 20 88 88), do Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva, tamb\u00e9m se associou ao Dia Mundial Sem Tabaco, que tem este ano como objectivo a divulga\u00e7\u00e3o da \u00abConven\u00e7\u00e3o Quadro da OMS para o Controlo do Tabagismo\u00bb (CQCT).<\/p>\n<p>Dotada de medidas fortes e pouco populares em alguns pa\u00edses, a CQCT est\u00e1 em vigor desde 2005, ano em que foi ratificada por Portugal, sendo um documento baseado em estudos que n\u00e3o deixam d\u00favidas sobre a necessidade destas medidas para proteger e melhorar a sa\u00fade p\u00fablica mundial.<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230; pelo desporto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-17438","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17438","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17438"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17438\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}