{"id":17442,"date":"2011-06-08T09:31:00","date_gmt":"2011-06-08T09:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17442"},"modified":"2011-06-08T09:31:00","modified_gmt":"2011-06-08T09:31:00","slug":"sentiamos-ao-pe-do-p-e-kentenich-que-ele-estava-muito-perto-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sentiamos-ao-pe-do-p-e-kentenich-que-ele-estava-muito-perto-de-deus\/","title":{"rendered":"&#8220;Sent\u00edamos ao p\u00e9 do P.e Kentenich que ele estava muito perto de Deus&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>O Padre Angel Strada, 71 anos, argentino, \u00e9 o postulador da causa de canoniza\u00e7\u00e3o do Padre Josef Kentenich (1885-1968), fundador do Movimento de Schoenstatt. No final de Maio, a pretexto da prepara\u00e7\u00e3o para a comemora\u00e7\u00e3o em 2014 do centen\u00e1rio da Alian\u00e7a de Amor (funda\u00e7\u00e3o do movimento), o padre argentino que vive na Alemanha esteve na Gafanha da Nazar\u00e9, onde o movimento tem um santu\u00e1rio e comunidades de padres e irm\u00e3s. Conheceu pessoalmente o P.e Kentenich, pelo que testemunhou como o sacerdote alem\u00e3o irradiava santidade. Entrevista conduzida por Jorge Pires Ferreira.<\/p>\n<p>CORREIO DO VOUGA &#8211; Em que ponto est\u00e1 o processo de canoniza\u00e7\u00e3o do fundador do Movimento de  Schoenstatt?<\/p>\n<p>ANGEL STRADA &#8211; Est\u00e1 no ponto seguinte: come\u00e7ou em Fevereiro de 1975. O P.e Josef Kentenich morreu em Setembro de 1968. Sete anos depois, iniciou-se o processo. O processo dos confessores \u2013 outra coisa s\u00e3o os processos dos m\u00e1rtires \u2013 tem duas etapas, uma na diocese, onde a pessoa viveu a maior parte do tempo, e outro em Roma. Na diocese re\u00fane-se todo o material informativo que for poss\u00edvel para investigar a vida da pessoa e sobretudo investigar se a pessoa viveu heroicamente as virtudes crist\u00e3s. Ouvem-se testemunhas, examinam-se os escritos, re\u00fanem-se todos os escritos n\u00e3o publicados, verifica-se que n\u00e3o se presta culto lit\u00fargico, para n\u00e3o haver adiantamentos \u00e0 decis\u00e3o da Igreja, etc. Tudo isso j\u00e1 est\u00e1 terminado, na diocese de Tr\u00e9veris, que \u00e9 onde fica Schoesntatt, na Alemanha. Tr\u00e9veris \u00e9 uma das dioceses mais antigas da Igreja Cat\u00f3lica. Por estes dias estamos a preparar todas as actas para enviar a Roma. H\u00e1 que fotocopiar, autenticar cada p\u00e1gina, traduzir\u2026 Porque o alem\u00e3o n\u00e3o \u00e9 idioma reconhecido em Roma, decidimos pelo castelhano e temos de traduzir umas 20 mil p\u00e1ginas. E estamos \u00e0 espera que o delegado diocesano escreva o relat\u00f3rio final. Espero que nos pr\u00f3ximos meses ou no in\u00edcio do pr\u00f3ximo ano v\u00e1 tudo para Roma.<\/p>\n<p>Uma vez em Roma, quais s\u00e3o os procedimentos seguintes?<\/p>\n<p>Roma faz a etapa definit\u00f3ria do processo. Roma recebe tudo, investiga se est\u00e1 tudo de acordo com a lei e esta etapa termina com um decreto de validade. Depois, o processo fica a cargo de um membro da Congrega\u00e7\u00e3o para a Causa dos Santos, que, comigo e uma equipa, procura em todas estas 100 mil p\u00e1ginas os pr\u00f3s e contras de uma beatifica\u00e7\u00e3o. Da\u00ed sai um documento que pode chegar a duas ou tr\u00eas mil p\u00e1ginas e \u00e9 submetido a oito te\u00f3logos que d\u00e3o a sua opini\u00e3o: \u201cacreditamos que merece ser beatificado\u201d; ou \u201cdou a minha opini\u00e3o se me esclarecem sobre como actuou Kentenich nesta ou naquela situa\u00e7\u00e3o\u201d. Se o documento \u00e9 aprovado pela maioria, vai a oito cardeais ou bispos. Se estes o aprovarem, segue para o Papa, que assina o decreto de heroicidade de virtudes. Depois, falta uma \u00faltima coisa: o P.e Kentenich tem uma grande fama de santidade; h\u00e1 muitos crist\u00e3os que pensam que \u00e9 santo; investigamos a sua vida e chegamos a uma conclus\u00e3o positiva; queremos que a Provid\u00eancia nos d\u00ea um sinal confirmando a nossa decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse sinal \u00e9 um milagre\u2026<\/p>\n<p>Se h\u00e1 um milagre, inicia-se outro processo independente, que acontece na cidade onde ocorreu o milagre. Roma aborda-o depois do processo de vida e de virtude. Pode tratar-se de um milagre j\u00e1 ocorrido e j\u00e1 investigado. Em Roma, s\u00e3o convocados cinco m\u00e9dicos para estudar o milagre, tal como oito te\u00f3logos mais oito cardeais e bispos. Se o milagre \u00e9 confirmado, o Papa marca a data da beatifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a fama de santidade de Josef Kentenich, h\u00e1 algum facto que tenha as caracter\u00edsticas do milagre?<\/p>\n<p>A fama de santidade sede Kentenich est\u00e1 extraordinariamente difundida. Temos documentados 1,6 milh\u00f5es de pedidos escutados a pessoas de 87 pa\u00edses. \u201cO meu marido estava doente e recuperou\u201d. \u201cO meu filho perdeu a f\u00e9 e agora recuperou\u201d\u2026 H\u00e1 muitos relatos de curas surpreendentes. Li mais de uma centena. Em alguns casos os m\u00e9dicos dizem que s\u00e3o milagres. Mas nenhum caso, at\u00e9 agora, preenche todas as condi\u00e7\u00f5es. Um m\u00e9dico alem\u00e3o entusiasmou-se muito com a cura de um beb\u00e9. Mas quando acabou de estudar o caso encontrou num livro de medicina estat\u00edsticas de curas de casos como aquele. Ou seja, acabou.<\/p>\n<p>Conheceu pessoalmente o P.e Kentenich?<\/p>\n<p>Conheci-o no final da sua vida. Eu era seminarista, tinha 26 anos. Mandaram-me estudar na Alemanha. O P.e Kentenich esteve separado de Schoenstatt, antes do Conc\u00edlio Vaticano II. Regressou reabilitado no final do Conc\u00edlio, primeiro a Roma, depois a Schoenstatt. Eu vi-o pela primeira vez no dia 29 de Mar\u00e7o de 1966, \u00e0s 19h30.<\/p>\n<p>Era um homem fisicamente um pouco mais baixo do que eu. Muito cordial, muito humano, muito simples. Nenhum gesto espectacular. Sent\u00edamo-nos muito bem ao lado dele. Tinha um grande sentido de humor. Gostava de rir. E n\u00f3s sent\u00edamos: este homem est\u00e1 muito perto de Deus. Quando ele estava nos Estados Unidos, separado da obra, um casal pediu-lhe que os casasse. A secret\u00e1ria perguntou: \u201cVoc\u00eas conhecem o P.e Kentenich?\u201d \u201cN\u00e3o n\u00e3o conhecemos, mas ouvimos tr\u00eas ou quatro serm\u00f5es de domingo e ele prega como se tivesse vindo de conversar com Deus e nos contasse o que esteve a conversar com Deus\u201d.<\/p>\n<p>Ele celebrava a Eucaristia muito normalmente. Mas tinha tal convencimento de que Deus actuava&#8230; Uma vez ouvi-o, diante de uma pequena mesa: \u201cEsta mesa existe. \u00c9 real, posso toc\u00e1-la, vejo-a. Deus existe mais do que esta mesa, \u00e9 mais do que esta mesa, \u00e9 uma realidade, \u00e9 um Tu, \u00e9 um Tu, \u00e9 um Tu\u201d. E ficou como que a conversar com Deus. Tinha uma grande experi\u00eancia de Deus e ao mesmo tempo era muito humano, cordial, interessado por cada pessoa. Recordava virtualmente cada um e cada conversa.<\/p>\n<p>Uma vez disse-lhe: \u201cQue mem\u00f3ria que tem!\u201d Sorriu, pegou na minha m\u00e3o e disse: \u201cConhe\u00e7o os meus e os meus conhecem-me\u201d \u2013 a frase do Bom Pastor.<\/p>\n<p>Durante 14 anos, o fundador de Schoenstatt n\u00e3o foi compreendido pela Igreja. Teve de deixar o movimento. Porqu\u00ea esta incompreens\u00e3o?<\/p>\n<p>Juntaram-se v\u00e1rios factores. Schoenstatt estava a crescer muito como movimento numa igreja muito organizada como \u00e9 a alem\u00e3, onde n\u00e3o havia receptividade para movimentos novos. Havia desconfian\u00e7a. Os bispos n\u00e3o compreendiam Schoenstatt. E Schoenstatt n\u00e3o compreendia os bispos. Schoenstatt  era uma forma distinta de viver o cristianismo. O P.e Kentenich acentuou muito que a Igreja, mais do que institui\u00e7\u00e3o, tem de ser fam\u00edlia que acolhe. Os sacerdotes t\u00eam de ser verdadeiros pais espirituais. Ele tinha uma grande capacidade de criar v\u00ednculos pessoais. A muitas autoridades isso pareceu perigoso. E ainda mais na Igreja alem\u00e3. Os v\u00ednculos pessoais n\u00e3o eram valorizados.<\/p>\n<p>Por outro lado, ele defendia que havia que aceitar o desenvolvimento da modernidade com atitudes diferentes perante a ci\u00eancia a t\u00e9cnica. Havia e h\u00e1 ateus e inimigos, mas igreja tem de trat\u00e1-los como irm\u00e3os. Isto foi antes do conc\u00edlio.<\/p>\n<p>No regresso do \u201cex\u00edlio\u201d nos Estados Unidos, foi acolhido por Paulo VI\u2026<\/p>\n<p>Regressou em Setembro de 1965, durante e quarta sess\u00e3o do conc\u00edlio. O Papa recebeu-o em audi\u00eancia no dia 22 de Dezembro. Na noite de Natal, o P.e Kentenich regressou a Schoenstatt. O Conc\u00edlio tinha terminado no dia 8 de Dezembro desse ano.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, o movimento desenvolveu-se mais?<\/p>\n<p>Com a aprova\u00e7\u00e3o, passou a haver uma atitude diferente, tamb\u00e9m no episcopado alem\u00e3o. Todos os bispos estavam de acordo com o regresso do fundador. Disseram-no expressamente, respondendo a uma carta do presidente da confer\u00eancia episcopal alem\u00e3. <\/p>\n<p>Actualmente, onde \u00e9 que o movimento \u00e9 mais forte?<\/p>\n<p>Neste momento h\u00e1 santu\u00e1rios como este [na Gafanha da Nazar\u00e9] em 33 pa\u00edses. O movimento \u00e9 muito forte na Alemanha, \u2013 vai surpreender-se \u2013 Burundi (\u00c1frica Central), Brasil, Chile Argentina, Paraguai. A Argentina tem cerca de 14 mil crist\u00e3os comprometidos.<\/p>\n<p>Tem uma vis\u00e3o mais internacional do movimento. Qual \u00e9 o grande carisma da espiritualidade de Schoenstatt para as pessoas de hoje?<\/p>\n<p>Uma das novidades \u00e9 a concep\u00e7\u00e3o de Igreja como fam\u00edlia, mais do que como institui\u00e7\u00e3o. A Igreja tem de ajudar a que cada um se sinta querido, respeitado, membro activo. Para isso \u00e9 preciso que o Papa, os bispos e os sacerdotes sejam pastores, pessoas pr\u00f3ximas, amistosas, com muito sentido do humano.<\/p>\n<p>Outro contributo \u00e9 a import\u00e2ncia da Virgem Maria, n\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel da devo\u00e7\u00e3o, mas como for\u00e7a de evangeliza\u00e7\u00e3o. H\u00e1 que salvar a religiosidade popular e evangeliz\u00e1-la. Maria leva a Cristo e ao Deus trino. O P.e Kentenich vivia em alian\u00e7a com Maria.<\/p>\n<p>O terceiro elemento tem a ver com a import\u00e2ncia dos santu\u00e1rios como lugares de peregrina\u00e7\u00e3o, de recolhimento, de beleza.<\/p>\n<p>Os santu\u00e1rios e as peregrina\u00e7\u00f5es s\u00e3o cada vez mais procurados. Nota-se em Schoesntatt?<\/p>\n<p>Sim. H\u00e1 santu\u00e1rios com extraordin\u00e1rias correntes de peregrinos no Brasil, Chile, Argentina, Burundi. A Virgem congrega. \u00c9 m\u00e3e e cria ambiente de fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Nas confer\u00eancias que est\u00e1 a fazer pelo pa\u00eds, o que tem contado do P.e Kentenich?<\/p>\n<p>Conto os meus encontros com o P. e Kentenich nos tr\u00eas anos que vivi perto dele. Recordo especialmente um encontro pessoal, no dia 23 de Agosto de 1967. Convers\u00e1mos 40 minutos quando eu era seminarista e estudava Teologia em Munster. Encontrei-me com um homem s\u00e1bio, que escuta e d\u00e1 conselhos porque tem muita experi\u00eancia. Sabe o que Deus quer.<\/p>\n<p>As confer\u00eancias acontecem a prop\u00f3sito da prepara\u00e7\u00e3o para o centen\u00e1rio da funda\u00e7\u00e3o de Schoenstatt, mas servem tamb\u00e9m para divulgar a causa da canoniza\u00e7\u00e3o do fundador\u2026<\/p>\n<p>Temos a consci\u00eancia de que a beatifica\u00e7\u00e3o e a canoniza\u00e7\u00e3o, sendo processos jur\u00eddicos, muito regulamentados, precisam tamb\u00e9m da nossa ora\u00e7\u00e3o. Os santos s\u00e3o presentes da Igreja e de Deus. H\u00e1 que receb\u00ea-los, rezar, pedir, valoriz\u00e1-los.<\/p>\n<p>H\u00e1 dias, em Roma, foi beatificado Jo\u00e3o Paulo II. Depois, em Portugal, aconteceu a beatifica\u00e7\u00e3o da Madre Maria Clara. A espiritualidade dos nossos tempos est\u00e1 a revalorizar os santos, que durante anos, at\u00e9 por influ\u00eancia das seitas, pareciam cair no esquecimento?<\/p>\n<p>Necessitamos de santos. Se a Igreja quer anunciar o Evangelho e n\u00e3o pode mostrar que o Evangelho foi vivido por homens concretos, o Evangelho fica como teoria. Falamos do amor ao pr\u00f3ximo, mas se n\u00e3o temos figuras como Francisco de Assis, n\u00e3o se concretiza. Precisamos do exemplo de homens e mulheres, com defeitos, certamente, que viveram o Evangelho. O evangelho \u00e9 \u201cviv\u00edvel\u201d. Os santos s\u00e3o sinais de que o Evangelho \u00e9 concretiz\u00e1vel, n\u00e3o uma utopia de pensamento lindos.<\/p>\n<p>Estive na canoniza\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Paulo II. Cerim\u00f3nia bonita. Milh\u00e3o e meio de pessoas., Impressionaram os peregrinos, o amor das pessoas a este grande Papa, as pessoas rezando\u2026 Muitas tinham dormido na Pra\u00e7a para agradecer o testemunho deste homem. Hans Urs von Balthasar disse que os santos s\u00e3o as respostas de cima \u00e0s perguntas de baixo. Respostas de Deus \u00e0s perguntas dos homens. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo II conhecia Schoenstatt?<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo II tinha um grande carinho por Schoenstatt. Em 1980, em Fulda, convidou todos os seminarista para agradecer por insignes figuras sacerdotais alem\u00e3s, como Clemens Von Galen, bispo que se op\u00f4s a Hitler, o te\u00f3logo Romano Guardini e o P.e Kentenich, entre outros. Uma semana depois, porque t\u00ednhamos uma reuni\u00e3o, fomos a Roma e ele repetiu o agradecimento a Schoenstatt e ao que significa para a Igreja.<\/p>\n<p>O Papa Bento XVI tem como secret\u00e1ria uma alem\u00e3 Irm\u00e3 de Maria, da fam\u00edlia schoenstattiana\u2026<\/p>\n<p>J\u00e1 era secret\u00e1ria de Josef Ratzinger quando era apenas cardeal. Quando foi eleito, pediu-lhe que continuasse a trabalhar com ele, para todas as coisas de l\u00ednguas alem\u00e3.<\/p>\n<p>Se a secret\u00e1ria fosse portuguesa, os portugueses tenderiam a pensar que tinham em Roma uma boa cunha\u2026<\/p>\n<p>(Risos) N\u00e3o lhe pe\u00e7o nada, nem sequer uma entrada para uma audi\u00eancia. Absolutamente nada.<\/p>\n<p>O processo de canoniza\u00e7\u00e3o do fundador est\u00e1 em andamento. H\u00e1 outros filhos de Schoenstatt que est\u00e3o mais adiantados no reconhecimento da santidade?<\/p>\n<p>Sim. Jos\u00e9 Engling (1898-1918), que morreu no campo de guerra, em Cambrai. Est\u00e1 em processo de beatifica\u00e7\u00e3o. O mesmo se passa com Maria Emilie Engel (1893-1955), que cooperou na funda\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s de Maria. Carlos Leisner (1915-1945), de Munster, que pertenceu tamb\u00e9m a um movimento tipo Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica e foi grande opositor de Hitler como dirigente juvenil. Foi ordenado padre por um bispo franc\u00eas no campo de concentra\u00e7\u00e3o Dachau. Tinha como lema no grupo de Schoenstatt \u201cEncadeado mas livre\u201d. Beatificou-o Jo\u00e3o Paulo II no Est\u00e1dio Ol\u00edmpico de Berlim, que Hitler mandou construir para mostrar a superioridade da ra\u00e7a alem\u00e3.<\/p>\n<p>Um chileno, Mario Hiriart (1931-1964), engenheiro, est\u00e1 em processo de beatifica\u00e7\u00e3o. E Jo\u00e3o Luiz Pozzobon (1904-1985), brasileiro, iniciador da campanha de Virgem Peregrina \u2013 os pequenos santu\u00e1rios que andam de casa em casa. Pai de sete filhos, era um homem muito simples, campon\u00eas, que escrevia cartas aos papas e aos bispos para falar de import\u00e2ncia da fam\u00edlia e da Virgem Maria. Um homem extraordin\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Padre Angel Strada, 71 anos, argentino, \u00e9 o postulador da causa de canoniza\u00e7\u00e3o do Padre Josef Kentenich (1885-1968), fundador do Movimento de Schoenstatt. 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