{"id":17463,"date":"2011-06-08T09:55:00","date_gmt":"2011-06-08T09:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17463"},"modified":"2011-06-08T09:55:00","modified_gmt":"2011-06-08T09:55:00","slug":"educar-para-a-felicidade-consiste-em-aprender-a-ser-e-viver-juntos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/educar-para-a-felicidade-consiste-em-aprender-a-ser-e-viver-juntos\/","title":{"rendered":"Educar para a felicidade consiste em aprender a ser e viver juntos"},"content":{"rendered":"<p>\u201cAndamos distra\u00eddos para as quest\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou J\u00falio Pedrosa, defendendo um envolvimento maior das fam\u00edlias na escola.<\/p>\n<p>O antigo reitor da Universidade de Aveiro e ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o real\u00e7ou que \u201csomos mais capazes de ultrapassar as crises, as dificuldades, se formos mais bem educados\u201d e esclareceu que a educa\u00e7\u00e3o deve ser entendida, na linha do que Jacques Delors escreveu num relat\u00f3rio para a Unesco em 1999, como um conjunto de quatro pilares: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a viver juntos; aprender a ser.<\/p>\n<p>Falando na Gafanha da Nazar\u00e9 sobre \u201ceducar para a felicidade\u201d, no dia 26 de Maio, na conclus\u00e3o de um ciclo de confer\u00eancias promovido pela par\u00f3quia, J\u00falio Pedrosa reconheceu que educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 tema de que se fale muito, a n\u00e3o ser que se trate de reivindica\u00e7\u00f5es, porque, por vezes com a desculpa de \u201cfalta de tempo\u201d, h\u00e1 a tend\u00eancia para delegar na escola todas as tarefas da miss\u00e3o educativa. Mas aconselhou que o tema seja trazido para as conversas de todos, a come\u00e7ar pelas fam\u00edlias: \u201cAndamos distra\u00eddos para as quest\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o. Se come\u00e7armos a trazer isto para as nossas conversas, j\u00e1 \u00e9 um princ\u00edpio para mudar a rela\u00e7\u00e3o escola \/ comunidade\u201d. Referiu, nesse sentido, um projecto da Universidade de Aveiro que visou aproximar das escolas os encarregados de educa\u00e7\u00e3o, porque \u201cas parcerias locais que envolvem as fam\u00edlias contribuem para gerar um bem-estar nos implicados, as crian\u00e7as\u201d. O projecto inclu\u00eda tamb\u00e9m o estimular conversas entre pais e filhos. Como alguns psic\u00f3logos e pedagogos t\u00eam vindo a afirmar, a simples pergunta do pai ou da m\u00e3e, em casa, sobre como correu o dia na escola pode ser crucial para o bom aproveitamento escolar da crian\u00e7a ou jovem.<\/p>\n<p>J\u00falio Pedrosa observou que os tempos n\u00e3o s\u00e3o est\u00e1veis, apontando factores como a injusta distribui\u00e7\u00e3o de bem-estar, a desertifica\u00e7\u00e3o do interior e o crescimento an\u00f3malo das cidades do litoral, a influ\u00eancia dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, a sa\u00edda do pa\u00eds de jovens qualificados, entre outros. Sem anunciar a educa\u00e7\u00e3o como f\u00f3rmula m\u00e1gica para resolver todos os problemas e repudiando a importa\u00e7\u00e3o de modelos estrangeiros sem os conhecer bem, justificou que a edu\u00e7\u00e3o \u201ctem a ver com a convers\u00e3o da pessoa toda\u201d, com a \u201cforma\u00e7\u00e3o de seres aut\u00f3nomos, capazes de fazer escolhas, capazes de viver juntos\u201d, at\u00e9 porque, segundo o ditado, \u201ca felicidade n\u00e3o \u00e9 ter tudo o que voc\u00ea quer, mas querer tudo o que voc\u00ea tem\u201d. Por isso, \u201cfalar de educa\u00e7\u00e3o \u00e9 falar de tudo, mas sobretudo do aprender a viver juntos e aprender a ser\u201d \u2013 condi\u00e7\u00f5es essenciais para a felicidade.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAndamos distra\u00eddos para as quest\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou J\u00falio Pedrosa, defendendo um envolvimento maior das fam\u00edlias na escola. 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