{"id":17514,"date":"2011-06-15T10:25:00","date_gmt":"2011-06-15T10:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17514"},"modified":"2011-06-15T10:25:00","modified_gmt":"2011-06-15T10:25:00","slug":"igreja-de-s-miguel-foi-demolida-ha-175-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/igreja-de-s-miguel-foi-demolida-ha-175-anos\/","title":{"rendered":"Igreja de S. Miguel foi demolida h\u00e1 175 anos"},"content":{"rendered":"<p>Quando a cidade deixou de ter quatro freguesias para ter somente duas, foi destru\u00eddo o seu templo mais antigo, talvez anterior \u00e0 nacionalidade.<\/p>\n<p>H\u00e1 175 anos (1836) decorria a demoli\u00e7\u00e3o da Igreja de S. Miguel, considerada a mais antiga igreja de Aveiro e a sua primeira matriz, templo que se erguia no local hoje ocupado pela Pra\u00e7a da Rep\u00fablica e onde se ergue a est\u00e1tua de homenagem a Jos\u00e9 Estev\u00e3o.<\/p>\n<p>Na origem da sua demoli\u00e7\u00e3o esteve um alvar\u00e1 assinando por Jos\u00e9 Joaquim Lopes de Lima, primeiro governado civil (ou administrador geral) de Aveiro, em 11 de Outubro de 1835, documento que reduziu de quatro para duas as freguesias da cidade de Aveiro, uma em cada lado do canal da ria. Assim, as freguesias (e par\u00f3quias) de S. Miguel e do Esp\u00edrito Santo deram lugar \u00e0 freguesia da Gl\u00f3ria, enquanto do outro lado do canal, as freguesias (e par\u00f3quias) da Vera Cruz e de Nossa Senhora da Apresenta\u00e7\u00e3o formaram a freguesia da Vera Cruz.<\/p>\n<p>Esse alvar\u00e1 deu azo a que se praticasse um dos maiores atentados de sempre ao patrim\u00f3nio arquitect\u00f3nico aveirense, uma vez que esteve na base da demoli\u00e7\u00e3o de tr\u00eas das quatro igrejas paroquiais que ent\u00e3o existiam na cidade: S. Miguel, Esp\u00edrito Santo e Vera Cruz. A primeira come\u00e7ou a ser demolida ainda no final desse ano, enquanto a segunda, que se erguia junto ao actual Largo das 5 Bicas, fechou de imediato ao culto, ficando totalmente ao abandono, decorrendo a maior parte da sua demoli\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de 1840. No final do s\u00e9culo XIX (1899) a Igreja da Vera Cruz, que se situava junto ao actual Largo Maia Magalh\u00e3es, j\u00e1 estava totalmente demolida e, no seu lugar, estava a ser erguida outra igreja (como refere Jos\u00e9 Reinaldo Rangel de Quadros, no livro \u201cAveiro \u2013 Origens, bras\u00e3o e antigas freguesias\u201d, que nunca chegou a ser conclu\u00edda. Das tr\u00eas, nos respectivos lugares, nada resta que perpetue a sua mem\u00f3ria.    <\/p>\n<p>Rangel de Quadros, que no citado livro descreve pormenorizadamente como era aquele templo, tanto no seu interior como no exterior, refere que a porta principal da Igreja de S. Miguel (virada para a actual Escola Homem Cristo) era de \u201cestilo romano, com uma inscri\u00e7\u00e3o em caracteres g\u00f3ticos, que dizia \u00abque o Infante D. Pedro, filho de D. Jo\u00e3o I, mandara construir ou restaurar este templo em 1420\u00bb\u201d. <\/p>\n<p>No entanto, este autor considera que \u201c\u00e9 poss\u00edvel, que este templo fosse anterior \u00e0 monarquia\u201d, invocando o testamento da condessa Mumadona, documento datado de 959 e que \u00e9 a primeira refer\u00eancia escrita a Aveiro.<\/p>\n<p>No seu livro \u201cAveiro medieval\u201d, Maria Jo\u00e3o Violante Branco Marques da Silva, escreveu que \u201cdominando a vila, surgia a Igreja de S. Miguel de Aveiro, cuja data de funda\u00e7\u00e3o se desconhece. J\u00e1 existia em 1209, quando apareceu mencionada no rol das igrejas de padroado r\u00e9gio pertencentes ao Bispado de Coimbra\u201d.<\/p>\n<p>Com a Igreja de S. Miguel, foi derrubada a Capela de Santo Ant\u00f3nio, ou Capela dos Presos, porque se erguia frente \u00e0 pris\u00e3o, instalada no piso t\u00e9rreo do actual edif\u00edcio dos Pa\u00e7os do Concelho, como refere Jos\u00e9 Ferreira da Cunha e Sousa, no seu texto intitulado \u201cMem\u00f3ria de Aveiro no s\u00e9culo XIX\u201d, publicado no Volume VI (1940) do Arquivo do Distrito de Aveiro.<\/p>\n<p>Cardoso Ferreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando a cidade deixou de ter quatro freguesias para ter somente duas, foi destru\u00eddo o seu templo mais antigo, talvez anterior \u00e0 nacionalidade. H\u00e1 175 anos (1836) decorria a demoli\u00e7\u00e3o da Igreja de S. Miguel, considerada a mais antiga igreja de Aveiro e a sua primeira matriz, templo que se erguia no local hoje ocupado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-17514","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17514","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17514"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17514\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}