{"id":17531,"date":"2011-06-15T10:46:00","date_gmt":"2011-06-15T10:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17531"},"modified":"2011-06-15T10:46:00","modified_gmt":"2011-06-15T10:46:00","slug":"dar-ao-verbo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dar-ao-verbo\/","title":{"rendered":"Dar ao verbo"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Em ambientes r\u00fasticos, simples, campesinos, nem sempre necessariamente muito cultos, h\u00e1 express\u00f5es do linguajar entre as pessoas que remetem para grande erudi\u00e7\u00e3o. Entre essas express\u00f5es encontramos esta, que encima o apontamento, \u201cdar ao verbo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDar ao verbo\u201d utiliza-se para referir os momentos em que as pessoas se entret\u00eam a conversar. Portanto, \u201cdar \u00e0 palavra\u201d, dialogar. Mas a express\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 utilizada para reportar significados pejorativos, aqueles que perdem o seu tempo em conversa desnecess\u00e1ria ou aproveitam poss\u00edveis pausas no trabalho prolongando-as em demasia. Com o mesmo sentido pejorativo, refere-se quem usa as palavras sem medir as consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Aparentemente saturados de ver pa\u00edses em incumprimento, a Europa, atrav\u00e9s do Banco Central Europeu, do seu presidente Jean-Claude Trichet, continua a \u201cdar tiros no Porta-Avi\u00f5es\u201d e, v\u00e1 l\u00e1 saber-se porqu\u00ea, com que inten\u00e7\u00f5es, p\u00f4s-se a dar ao verbo, na pior das formas. Esta semana, afirmou que os pa\u00edses que n\u00e3o cumpram devem ser penalizados. \u00d3 palavras dadas, porque quem deveria proteger a todos por igual!? <\/p>\n<p>Os mercados financeiros come\u00e7aram imediatamente a agravar os juros. Os pa\u00edses em dificuldade ficaram ainda com mais dificuldades. <\/p>\n<p>Em Mar\u00e7o, o banco da zona euro foi o primeiro dos grandes bancos centrais a subir a sua taxa de juro, levando alguns economistas a acusarem Trichet de estar a precipitar-se. Porque, segundo essas an\u00e1lises, ao mesmo tempo que n\u00e3o resolve a press\u00e3o inflacionista em Fran\u00e7a e na Alemanha, este aumento torna muito mais dif\u00edcil o per\u00edodo de austeridade nos pa\u00edses perif\u00e9ricos como Portugal, atrasando a sua recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica parece ser simples. Apesar da subida da taxa de juro tornar a moeda \u00fanica mais atractiva para os investidores, um euro mais forte torna as exporta\u00e7\u00f5es europeias mais caras. O problema \u00e9, como no caso de Portugal, se n\u00e3o houver crescimento das exporta\u00e7\u00f5es para compensar a contrac\u00e7\u00e3o do mercado interno em 2011. <\/p>\n<p>Afinal, para que servem estas institui\u00e7\u00f5es europeias?! Para \u201cdar ao verbo\u201d fazendo com que os pobres fiquem mais pobres?!<\/p>\n<p>Todas as hist\u00f3rias de alargamentos da Uni\u00e3o Europeia, os Tratados para fazer desta Uni\u00e3o uma for\u00e7a que Jean Monnet e os vision\u00e1rios da Europa liberta de conflitos e econ\u00f3mica e socialmente pr\u00f3spera idealizaram est\u00e1 falida. Falida de conte\u00fado, de Estadistas. <\/p>\n<p>Os alargamentos mais n\u00e3o foram do que uma extens\u00e3o de expropria\u00e7\u00f5es territoriais, do Atl\u00e2ntico aos Urais, sob o jugo de cobradores de impostos e agiotas. Com as fronteiras mais ao largo, o centro est\u00e1 mais protegido, ou talvez n\u00e3o.<\/p>\n<p>Do triunvirato (carv\u00e3o, a\u00e7o e energia at\u00f3mica dos primeiros momentos) j\u00e1 pouco resta como duradouro. Talvez por isso, surjam por a\u00ed umas Troikas; mas, provavelmente, nem elas ir\u00e3o resistir a um ambiente que se quer mais limpo!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230;pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-17531","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17531","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17531"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17531\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17531"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17531"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17531"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}