{"id":17535,"date":"2011-06-22T09:27:00","date_gmt":"2011-06-22T09:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17535"},"modified":"2011-06-22T09:27:00","modified_gmt":"2011-06-22T09:27:00","slug":"historia-da-festa-do-corpus-christi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/historia-da-festa-do-corpus-christi\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da festa do Corpus Christi"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> No final do s\u00e9culo XIII surgiu em Li\u00e8ge, B\u00e9lgica, um movimento eucar\u00edstico cujo centro foi a Abadia de Cornillon, fundada em 1124 pelo bispo Albero de Li\u00e8ge. Este movimento deu origem a v\u00e1rias devo\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas, como por exemplo, a exposi\u00e7\u00e3o e b\u00ean\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a eleva\u00e7\u00e3o na Missa e a festa do Corpus Christi.<\/p>\n<p>Santa Juliana de Mont Cornillon, prioresa da Abadia, foi escolhida por Deus para criar esta Festa. A santa desde jovem teve uma grande venera\u00e7\u00e3o ao Sant\u00edssimo Sacramento e desejava que algum dia houvesse uma festa especial  para o Sacramento da Eucaristia. Este desejo, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, foi intensificado por uma vis\u00e3o que teve da Igreja sob a apar\u00eancia de lua cheia com uma mancha negra, que significada a aus\u00eancia dessa solenidade.<\/p>\n<p>Juliana comunicou esta vis\u00e3o a D. Roberto de Thorete, bispo de Li\u00e8ge, tamb\u00e9m a Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Pa\u00edses Baixos, e a Jacques Pantale\u00f3n, que viria a ser o Papa Urbano IV. A festa do Corpus Christi foi decretada em 1264, seis anos ap\u00f3s a morte de irm\u00e3 Juliana, que foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII. A festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte, na quinta-feira ap\u00f3s a Solenidade da Sant\u00edssima Trindade.<\/p>\n<p>A este prop\u00f3sito, contamos o que aconteceu certa vez, quando o padre Pedro de Praga celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, It\u00e1lia. Aconteceu um milagre eucar\u00edstico: da h\u00f3stia consagrada come\u00e7aram a cair gotas de sangue sobre o corporal ap\u00f3s a consagra\u00e7\u00e3o. Alguns dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presen\u00e7a real de Cristo na Eucaristia. O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade pr\u00f3xima de Bolsena, onde vivia S. Tom\u00e1s de Aquino, informado do milagre, ordenou ao bispo Giacomo que levasse as rel\u00edquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em prociss\u00e3o. Quando o Papa encontrou os fi\u00e9is caminhando na entrada de Orvieto, teria ent\u00e3o pronunciado diante da rel\u00edquia eucar\u00edstica as palavras: \u201cCorpus Christi\u201d. Ainda hoje se conservam, em Orvieto, os corporais onde se pousou o c\u00e1lice e a patena durante a Missa e tamb\u00e9m se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue.<\/p>\n<p>O Santo Padre, movido pelo prod\u00edgio, e pelo pedido de v\u00e1rios bispos, fez com que se estendesse a festa do Corpus Christi a toda a Igreja, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes (este ano no dia 23 de Junho). Com a morte de Urbano IV a festa n\u00e3o teve grande expans\u00e3o, mas o assunto foi retomado por Clemente V. Em 1317, a festa \u00e9 estendida a toda a Igreja. <\/p>\n<p>Uma das manifesta\u00e7\u00f5es de louvor e honra \u00e0 Eucaristia \u00e9 a prociss\u00e3o eucar\u00edstica, que n\u00e3o \u00e9 mais do que um preito social que as popula\u00e7\u00f5es prestam a Deus na Eucaristia. Estas prociss\u00f5es foram enriquecidas com indulg\u00eancias pelos papas Martinho V e Eug\u00e9nio IV.<\/p>\n<p>Todos os cat\u00f3licos deveriam participar nessa Prociss\u00e3o por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois \u00e9 a \u00fanica onde o pr\u00f3prio Senhor sai \u00e0s ruas para aben\u00e7oar as pessoas, as fam\u00edlias e as cidades.<\/p>\n<p>Maria Fernanda Barroca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-17535","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17535","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17535"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17535\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17535"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17535"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17535"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}