{"id":17561,"date":"2010-12-22T10:23:00","date_gmt":"2010-12-22T10:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17561"},"modified":"2010-12-22T10:23:00","modified_gmt":"2010-12-22T10:23:00","slug":"presbiteros-e-diaconos-dificuldades-reais-sempre-superaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/presbiteros-e-diaconos-dificuldades-reais-sempre-superaveis\/","title":{"rendered":"Presb\u00edteros e di\u00e1conos, dificuldades reais sempre super\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p>O \u00faltimo Simp\u00f3sio nacional sobre o diaconado permanente, realizado em F\u00e1tima no in\u00edcio do m\u00eas, trouxe, mais uma vez, ao de cima, algumas dificuldades, reais mas super\u00e1veis, entre presb\u00edteros e di\u00e1conos, tanto a n\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o pessoal como pastoral. N\u00e3o se podem universalizar as dificuldades, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se devem menosprezar, pelo clima que se pode ir criando que n\u00e3o \u00e9 bom nem para os di\u00e1conos j\u00e1 em exerc\u00edcio, quer para os novos candidatos.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pensava, por certo, que a restaura\u00e7\u00e3o do diaconado na Igreja, que ocorreu passados muitos s\u00e9culos, seria, sem mais, um acto totalmente pac\u00edfico. Por esta raz\u00e3o, se recomendou aos bispos diocesanos que preparassem o seu presbit\u00e9rio e as comunidades crist\u00e3s, para que pudessem compreender, desejar e acolher esta nova realidade eclesial, e fossem cuidadosos, e nunca apressados, na selec\u00e7\u00e3o e na prepara\u00e7\u00e3o dos candidatos \u00e0 ordena\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m das Normas para toda a Igreja, tamb\u00e9m as Confer\u00eancias Episcopais de cada pa\u00eds deram orienta\u00e7\u00f5es para serem aplicadas nas dioceses que optassem por implementar o diaconado. Muita gente se interrogou sobre as vantagens dos di\u00e1conos permanentes, dado que cada vez havia mais leigos a assumir minist\u00e9rios nas comunidades. Ent\u00e3o se foi tomando consci\u00eancia de que n\u00e3o se tratava de criar mini padres, mas de instaurar de novo na Igreja o primeiro grau do sacramento da Ordem ou do minist\u00e9rio ordenado, com fun\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias n\u00e3o repetitivas, como resposta da Igreja a novas situa\u00e7\u00f5es, mormente no campo da pastoral da caridade e da pastoral familiar e de tornar presente na Igreja o sentido da diaconia ou do servi\u00e7o, que faz parte da sua miss\u00e3o e muitas vezes esquecido ou subalternizado.<\/p>\n<p> Na d\u00e9cada de oitenta ordenaram-se os primeiros di\u00e1conos permanentes em Portugal e, logo ent\u00e3o, em alguns casos com fun\u00e7\u00f5es limitadas \u00e0 liturgia da s\u00e9 catedral ou \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o com p\u00e1rocos mais idosos e sobrecarregados. Nas dioceses em que aos di\u00e1conos foram cometidos servi\u00e7os segundo as origens b\u00edblicas, como servidores dos pobres e dos exclu\u00eddos sociais, sem excluir outros aspectos pastorais na linha prof\u00e9tica e lit\u00fargica, as coisas foram rodando de outro modo. Por\u00e9m, a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de padres e a sobrecarga de par\u00f3quias atribu\u00eddas aos mesmos, levaram muitos di\u00e1conos a ser, sobretudo, colaboradores dos p\u00e1rocos e n\u00e3o tanto a ter tarefas aut\u00f3nomas, por encargo do bispo, de quem os di\u00e1conos dependem directamente. Este facto trouxe novas dificuldades na rela\u00e7\u00e3o m\u00fatua, na organiza\u00e7\u00e3o das actividades, nas iniciativas desej\u00e1veis, no confronto com as comunidades que muitas vezes acabam por apreciar mais o servi\u00e7o do di\u00e1cono e, por parte destes, de ficarem mais presos ao altar. Dificuldades reais, mas super\u00e1veis, quando todos, presb\u00edteros e di\u00e1conos se sentem servidores do Povo de Deus e n\u00e3o presos a prest\u00edgios ou a aprecia\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. <\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 tempo suficiente para reconhecer a gra\u00e7a para a Igreja da restaura\u00e7\u00e3o do diaconado. Quando todos os que receberam o sacramento da Ordem se abrem \u00e0s exig\u00eancias da comunh\u00e3o eclesial, \u00e0 unidade pastoral e \u00e0 diversidade complementar dos carismas, os bispos confiar\u00e3o aos di\u00e1conos o que \u00e9 espec\u00edfico da sua miss\u00e3o; os presb\u00edteros os acolher\u00e3o como um bem para a sua comunidade crist\u00e3; os pr\u00f3prios di\u00e1conos estar\u00e3o devotados \u00e0 miss\u00e3o, de modo total e sem prefer\u00eancias pessoais; as comunidades crescer\u00e3o na capacidade de servir os mais pobres e no acolhimento e apre\u00e7o por todos os minist\u00e9rios e servi\u00e7os eclesiais. Ent\u00e3o, ningu\u00e9m dispensa ningu\u00e9m, ningu\u00e9m se sente competidor de ningu\u00e9m, todos ter\u00e3o for\u00e7a interior para ultrapassar as dificuldades nas rela\u00e7\u00f5es pessoais e pastorais. O clericalismo de s\u00e9culos tanto pode vencer-se de vez como alargar-se a novas formas e pessoas. N\u00e3o s\u00e3o esses os caminhos da renova\u00e7\u00e3o conciliar, mas sim os de se criarem comunidades fraternas e mission\u00e1rias e de a hierarquia se assumir, de modo claro, em todos os que dela participam, como servi\u00e7o claro ao Povo de Deus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00faltimo Simp\u00f3sio nacional sobre o diaconado permanente, realizado em F\u00e1tima no in\u00edcio do m\u00eas, trouxe, mais uma vez, ao de cima, algumas dificuldades, reais mas super\u00e1veis, entre presb\u00edteros e di\u00e1conos, tanto a n\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o pessoal como pastoral. 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