{"id":17564,"date":"2011-01-05T14:59:00","date_gmt":"2011-01-05T14:59:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17564"},"modified":"2011-01-05T14:59:00","modified_gmt":"2011-01-05T14:59:00","slug":"deus-na-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/deus-na-cidade\/","title":{"rendered":"Deus na cidade"},"content":{"rendered":"<p>As palavras de Bento XVI dirigidas aos crist\u00e3os e a todos os homens de boa vontade, por ocasi\u00e3o do Dia Mundial da Paz s\u00e3o de uma preciosidade assinal\u00e1vel. <\/p>\n<p>Sem desvirtuar a sua riqueza pela apropria\u00e7\u00e3o isolada, sublinho dois ou tr\u00eas per\u00edodos, que caem como sopa no mel na conjuntura portuguesa, de conflito aberto entre a ideologia no poder e a matriz cultural do nosso Pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cA busca sincera de Deus levou a um respeito maior da dignidade do homem. As comunidades crist\u00e3s, com o seu patrim\u00f3nio de valores e princ\u00edpios, contribu\u00edram imenso para a tomada de consci\u00eancia das pessoas e dos povos a respeito da sua pr\u00f3pria identidade e dignidade, bem como para a conquista de institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e para a afirma\u00e7\u00e3o dos direitos do homem e seus correlativos deveres\u201d.<\/p>\n<p>S\u00f3 uma pertinaz cegueira volunt\u00e1ria nega ou oculta o contributo da religi\u00e3o para a longa caminhada de descoberta da dignidade pessoal e da identidade dos povos. Mesmo em aspectos que s\u00e3o tidos como vanguardistas, como por exemplo, a condi\u00e7\u00e3o da mulher, a aboli\u00e7\u00e3o da pena de morte, o respeito pelas minorias\u2026, quem mais desinteressadamente tem andado na frente de batalha? <\/p>\n<p>E, do mesmo modo a identidade dos povos, a defesa da sua matriz cultural pr\u00f3pria. Esquecemo-nos muito rapidamente de Timor! Esquecemo-nos da resist\u00eancia da Pol\u00f3nia, da defesa das popula\u00e7\u00f5es aut\u00f3ctones em tantos pa\u00edses da \u00c1frica, da Am\u00e9rica Latina\u2026 <\/p>\n<p>N\u00e3o menor tem sido o contributo da F\u00e9, das Igrejas, na resist\u00eancia \u00e0s ditaduras, no seu desgaste e desmoronamento. Somos patologicamente amn\u00e9sicos quando nos conv\u00e9m! A vida das sociedades civis, din\u00e2mica e resistente a autoritarismos, empreendedora e capaz de reinventar desenhos de democracia, tem na sua g\u00e9nese o car\u00e1cter social dos indiv\u00edduos e a for\u00e7a dos grupos possu\u00eddos por convic\u00e7\u00f5es muito para al\u00e9m das fronteiras da mat\u00e9ria, do espa\u00e7o e do tempo.<\/p>\n<p>O apelo do Papa aos crist\u00e3os \u00e9 para que continuem a estar na linha da frente, a serem fermento desse dinamismo, t\u00e3o importante para os nossos dias e para o nosso Pa\u00eds. \u201cTamb\u00e9m hoje, numa sociedade cada vez mais globalizada, os crist\u00e3os s\u00e3o chamados \u2013 n\u00e3o s\u00f3 atrav\u00e9s de um respons\u00e1vel empenhamento civil, econ\u00f3mico e pol\u00edtico, mas tamb\u00e9m com o testemunho da pr\u00f3pria caridade e f\u00e9 \u2013 a oferecer a sua preciosa contribui\u00e7\u00e3o para o \u00e1rduo e exaltante compromisso em prol da justi\u00e7a, do desenvolvimento humano integral e do recto ordenamento das realidades humanas\u201d. <\/p>\n<p>E a reafirma\u00e7\u00e3o da necessidade da transcend\u00eancia na vida das pessoas, como motor de uma sadia vida social. \u201cA exclus\u00e3o da religi\u00e3o da vida p\u00fablica subtrai a esta um espa\u00e7o vital que abre para a transcend\u00eancia. Sem esta experi\u00eancia prim\u00e1ria, revela-se uma tarefa \u00e1rdua orientar as sociedades para princ\u00edpios \u00e9ticos universais e torna-se dif\u00edcil estabelecer ordenamentos nacionais e internacionais nos quais os direitos e as liberdades fundamentais possam ser plenamente reconhecidos e realizados, como se prop\u00f5em os objectivos \u2013 infelizmente ainda menosprezados ou contestados \u2013 da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos direitos do homem de 1948\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As palavras de Bento XVI dirigidas aos crist\u00e3os e a todos os homens de boa vontade, por ocasi\u00e3o do Dia Mundial da Paz s\u00e3o de uma preciosidade assinal\u00e1vel. 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