{"id":17644,"date":"2011-06-29T10:39:00","date_gmt":"2011-06-29T10:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17644"},"modified":"2011-06-29T10:39:00","modified_gmt":"2011-06-29T10:39:00","slug":"antigo-edificio-do-museu-municipal-de-ilhavo-pode-ir-abaixo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/antigo-edificio-do-museu-municipal-de-ilhavo-pode-ir-abaixo\/","title":{"rendered":"Antigo edif\u00edcio do Museu Municipal de \u00cdlhavo pode ir abaixo"},"content":{"rendered":"<p>Na antiga moradia nobre funcionou de 1933 a 1980 o Museu de \u00cdlhavo. N\u00e3o se coloca a quest\u00e3o da compra por parte do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>O secular edif\u00edcio onde o Museu Municipal de \u00cdlhavo, antecessor do Museu Mar\u00edtimo de \u00cdlhavo, foi inaugurado no dia 8 de Agosto de 1937, poder\u00e1 estar condenado, uma vez que a C\u00e2mara Municipal de \u00cdlhavo vai cessar o contrato de arrendamento daquele im\u00f3vel, ainda que, como recentemente noticiou o jornal \u201cDi\u00e1rio de Aveiro\u201d, o munic\u00edpio \u201cmant\u00e9m interesse no terreno, mas n\u00e3o no edif\u00edcio\u201d porque, \u201cseria muito caro adquiri-lo e ainda mais caro recuper\u00e1-lo\u201d.  <\/p>\n<p>Foi nessa antiga moradia nobre que o \u201cMuseu dos \u00cdlhavos\u201d come\u00e7ou a ser instalado em Setembro de 1933, abrindo oficialmente as portas ao p\u00fablico no dia 8 de Agosto de 1938, como \u201cMuseu Municipal de \u00cdlhavo\u201d. Mais tarde passou a \u201cMuseu Mar\u00edtimo e Regional de \u00cdlhavo\u201d e, actualmente, a \u201cMuseu Mar\u00edtimo de \u00cdlhavo\u201d. S\u00f3 em 20 de Setembro de 1980, quando foi inaugurado o primeiro im\u00f3vel (no mesmo espa\u00e7o do actual), constru\u00eddo de raiz para o acolher, o Museu deixou o secular edif\u00edcio, onde tamb\u00e9m funcionou a Escola de Artesanato da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de \u00cdlhavo. <\/p>\n<p>Casa de Rocha Madahil<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do valor patrimonial do im\u00f3vel e de ter acolhido durante d\u00e9cadas o Museu, o edif\u00edcio da Rua Serpa Pinto teve como propriet\u00e1rio Ant\u00f3nio Rocha Madahil, o primeiro director do Museu Municipal de \u00cdlhavo, figura de grande prest\u00edgio intelectual a n\u00edvel nacional.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio da Rocha Madahil nasceu em \u00cdlhavo, a 10 de Dezembro de 1893, e faleceu em Lisboa, no dia 27 de Junho de 1969. Estudou no Liceu Nacional de Aveiro, no qual tamb\u00e9m leccionou, no Liceu Jos\u00e9 Falc\u00e3o (Coimbra), na Faculdade de Direito de Coimbra e na Faculdade de Letras de Coimbra (Filologia Rom\u00e2nica).<\/p>\n<p>Em 1920, Rocha Madahil foi nomeado terceiro oficial da secretaria do Liceu Jos\u00e9 Falc\u00e3o, tornando-se o respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o da sua biblioteca. Em 1927 foi nomeado Primeiro Conservador da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Em 1930 foi-lhe atribu\u00edda a responsabilidade na condu\u00e7\u00e3o dos trabalhos pr\u00e1ticos de investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica na Faculdade de Letras. Em 1932 \u00e9 nomeado Primeiro Conservador do Arquivo e do Museu de Arte da Universidade de Coimbra, tendo organizado toda a documenta\u00e7\u00e3o alusiva \u00e0 regi\u00e3o de Aveiro. <\/p>\n<p>Em 1933, Rocha Madahil publicou a obra Etnografia e Hist\u00f3ria \u2013 Bases para a Organiza\u00e7\u00e3o do Museu Municipal de \u00cdlhavo, obra que serviu de alicerce \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o do Museu de \u00cdlhavo, do qual foi director entre 1934 e 1969. Ainda durante a d\u00e9cada de 30 exerceu fun\u00e7\u00f5es de conservador-ajudante no Museu Machado de Castro. Em 1953 foi nomeado Director da Biblioteca e Arquivo do Distrito de Braga. Arquivista de carreira, a partir dos anos cinquenta, Rocha Madahil passou a dedicar-se mais \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. A vasta obra de Rocha Madahil abrangeu dom\u00ednios como a hist\u00f3ria, a etnografia, a arqueologia, a iconografia e a her\u00e1ldica.<\/p>\n<p>Com Jos\u00e9 Pereira Tavares e Francisco Ferreira Neves, fundou a revista \u201cArquivo do Distrito de Aveiro\u201d em 1935. Foi delegado em Portugal do pacto Roerich para a protec\u00e7\u00e3o de Monumentos e Museus em caso de guerra. Presidiu \u00e0 direc\u00e7\u00e3o do Centro de Estudos para Forma\u00e7\u00e3o Social e foi vice-presidente da Direc\u00e7\u00e3o da Sociedade de Defesa e Propaganda de Coimbra. Foi grande oficial, cavaleiro e comendador de v\u00e1rias ordens. <\/p>\n<p>Como pale\u00f3grafo, Rocha Madahil procedeu \u00e0 leitura de numerosos documentos, contribuindo para o avan\u00e7o dos estudos hist\u00f3ricos. Colaborou em diversas revistas e jornais, tendo escrito dezenas de trabalhos. <\/p>\n<p>Rua com im\u00f3veis seculares<\/p>\n<p>A Rua Serpa Pinto, onde se localiza a antiga casa do Museu, possui alguns im\u00f3veis seculares de interesse hist\u00f3rico e arquitect\u00f3nico, como o im\u00f3vel setecentista onde est\u00e1 instalada a drogaria \u201cVizinhos\u201d, na esquina, no qual funcionou um teatro, cuja decora\u00e7\u00e3o interior ainda \u00e9 vis\u00edvel. \u00c9 tamb\u00e9m nesta rua que se ergue a Igreja Matriz de \u00cdlhavo.<\/p>\n<p>Cardoso Ferreira<\/p>\n<p>Esp\u00f3lio documental na Torre do Tombo<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Sampaio Madahil, filho de Ant\u00f3nio da Rocha Madahil, doou ao Arquivo Nacional Torre do Tombo um fundo documental do pai, constitu\u00eddo por cartas (184) remetidas por Alfredo Pimenta (1882-1950, escritor, investigador, historiador, segundo conservador do Arquivo Nacional da Torre do Tombo em 1931, director da mesma institui\u00e7\u00e3o em 1949), notas sobre epigrafia, esfrag\u00edstica e paleografia, manuscritos diversos, impressos, gravuras, encaderna\u00e7\u00f5es, genealogias das fam\u00edlias Pico e Sanches Os\u00f3rio. <\/p>\n<p>Entre os documentos impressos, a p\u00e1gina oficial da Torre do Tombo, na Internet, destaca as \u201cConclusiones Canonicas\u201d, de 1767. (Livro impresso em tecido de seda com fios dourados e prateados), o \u201cLivro das pens\u00f5es da orta d\u2019A\u00e7afrade\u201d (1587) que regista as \u201cPens\u00f5es da fazenda do Dr. Le\u00e3o Lopes de Morais pagas pelo mosteiro de Santa Ana ao cabido\u201d [da S\u00e9 de Coimbral] 1669-1682 e notas de pagamento de v\u00e1rios foros, at\u00e9 1714.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na antiga moradia nobre funcionou de 1933 a 1980 o Museu de \u00cdlhavo. N\u00e3o se coloca a quest\u00e3o da compra por parte do munic\u00edpio. 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