{"id":17653,"date":"2011-07-06T09:23:00","date_gmt":"2011-07-06T09:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17653"},"modified":"2011-07-06T09:23:00","modified_gmt":"2011-07-06T09:23:00","slug":"os-missionarios-portugueses-deixaram-um-contributo-notavel-para-a-cultura-dos-povos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/os-missionarios-portugueses-deixaram-um-contributo-notavel-para-a-cultura-dos-povos\/","title":{"rendered":"Os mission\u00e1rios portugueses deixaram um contributo not\u00e1vel para a cultura dos povos"},"content":{"rendered":"<p>UMA VIDA DEDICADA \u00c0 CATEQUESE P.e Jos\u00e9 Martins Belinquete, 80 anos, colaborador paroquial de Oliveira do Bairro e de Sangalhos, tem um longo percurso ligado \u00e0 catequese. O seu minist\u00e9rio sacerdotal e pastoral iniciou-se precisamente como respons\u00e1vel do Secretariado Diocesano da Catequese, que abrangia, al\u00e9m da catequese paroquial, a Educa\u00e7\u00e3o Moral e Religiosa nas Escolas (actuais 1.\u00ba e 2.\u00ba ciclos). Nestas fun\u00e7\u00f5es sucedeu a Mons. Am\u00edlcar Amaral, o grande impulsionador da renova\u00e7\u00e3o da catequese na Diocese de Aveiro e, depois, a n\u00edvel nacional, como director do Secretariado Nacional para que foi nomeado pelo Episcopado Portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Em 1971-73, P.e Belinquete estudou Teologia (licenciatura) e Catequ\u00e9tica (mestrado) no Instituto Cat\u00f3lico de Paris. Regressado, continuou o trabalho da catequese com catequistas e p\u00e1rocos, sendo autor e co-autor de diversos catecismos e gui\u00f5es, entre os quais se destacam \u201cN\u00f3s queremos, seguir-Vos, Senhor\u201d, \u201cA caminho do Futuro\u201d, \u201cIluminai o meu caminho\u201d e \u201cCompanheiros de Ema\u00fas\u201d. A hist\u00f3ria recente da catequese em Portugal passa tamb\u00e9m por este padre de Aveiro. Entrevista realizada por e-mail por Jorge Pires Ferreira.<\/p>\n<p>CORREIO DO VOUGA &#8211; Como lhe surgiu a ideia de escrever uma hist\u00f3ria da catequese em Portugal?<\/p>\n<p>P.E JOS\u00c9 BELINQUETE &#8211; A ideia partiu dum convite do P.e Valentim Marques, director da Gr\u00e1fica de Coimbra, para eu fazer uma adapta\u00e7\u00e3o para publica\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas duma obra francesa sobre a catequese. Aceitei o convite sem saber o conte\u00fado dessa obra. Ao tomar conhecimento da obra, verifiquei que era, fundamentalmente, a hist\u00f3ria da catequese de Fran\u00e7a. Achei que fazer qualquer adapta\u00e7\u00e3o era sempre uma esp\u00e9cie de mutila\u00e7\u00e3o da obra que tinha a sua unidade. Al\u00e9m disso, os portugueses tamb\u00e9m tinham feito catequese h\u00e1 muitos s\u00e9culos. Desde as suas origens, os povos que foram habitando esta parcela da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica foram sendo cristianizados. Faltava era fazer a sua hist\u00f3ria, embora houvesse j\u00e1 sido publicada a hist\u00f3ria da catequese de uma das dioceses de Portugal, a Guarda, desde os seus come\u00e7os at\u00e9 aos nossos dias, contendo tamb\u00e9m elementos sobre a catequese nos primeiros s\u00e9culos da Igreja, e da Diocese do Funchal a partir dos anos 60. H\u00e1 tamb\u00e9m algumas notas hist\u00f3ricas sobre a catequese em Portugal no livro \u201cA Catequese na vida da Igreja\u201d.<\/p>\n<p>O projecto alargou-se, mais tarde, aos territ\u00f3rios que estiveram sob dom\u00ednio portugu\u00eas\u2026<\/p>\n<p>Comecei a investiga\u00e7\u00e3o, que incidia sobre os seguintes aspectos: qual a import\u00e2ncia dada pelos bispos ao \u00abensino da doutrina crist\u00e3\u00bb, manifestada nas delibera\u00e7\u00f5es dos S\u00ednodos diocesanos e outros documentos pastorais, e sobre os catecismos que tinham sido elaborados no decorrer dos tempos. Ao chegar \u00e0 \u00e9poca dos Descobrimentos, disse comigo: \u201cMas os portugueses n\u00e3o fizeram s\u00f3 catequese neste rect\u00e2ngulo \u00ab\u00e0 beira mar plantado\u00bb; foram pelo mundo fora \u00abfazer cristandade\u00bb\u201d. Decidi seguir as rotas deles e ir pesquisar e estudar a catequese feita junto dos povos descobertos pelos portugueses: \u00cdndia\/Goa e Costa do Malabar, Mal\u00e1sia e Singapura, Ceil\u00e3o, Jap\u00e3o, China, Cambodja, Coreia, Vietname, Macau, Timor, Eti\u00f3pia ou Abiss\u00ednia, Cabo Verde, Guin\u00e9, Benim, Angola, Mo\u00e7ambique, Brasil e at\u00e9 ao long\u00ednquo Tibete. Saber quem foram os mission\u00e1rios, que l\u00ednguas tiveram de aprender para fazer a evangeliza\u00e7\u00e3o e catequese desses povos, que catecismos fizeram nessas l\u00ednguas, os Dicion\u00e1rios ou Vocabul\u00e1rios bilingues que tamb\u00e9m elaboraram, e foram muitos, bem como Gram\u00e1ticas. Depois do estudo que fiz, posso dizer que foi uma epopeia n\u00e3o menos grandiosa, gloriosa e her\u00f3ica do que a dos nossos marinheiros descobridores. Muitos deles tamb\u00e9m deram a vida ou gastaram-na nessa causa nobre.<\/p>\n<p>Depois desta longa viagem, regress\u00e1mos ao nosso torr\u00e3o p\u00e1trio para continuar a nossa investiga\u00e7\u00e3o pela Idade M\u00e9dia, at\u00e9 saber como teria vindo o Cristianismo para Sul da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e como teria sido a evangeliza\u00e7\u00e3o dos povos que habitavam estas terras. E j\u00e1 que estava com \u2018as m\u00e3os na massa\u2019, fiz o estudo da Catequese nos primeiros 5 s\u00e9culos da Igreja. E, j\u00e1 agora, fomos at\u00e9 \u00e0s \u2018fontes\u2019 \u2013 a catequese dos Ap\u00f3stolos e a da \u2018fonte das fontes\u2019 \u2013 a catequese de Jesus.<\/p>\n<p>Como resultado final, temos uma obra de quantas p\u00e1ginas?<\/p>\n<p>Este trabalho de investiga\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e recolha de documentos, incluindo, sobretudo, catecismos nessas diversas l\u00ednguas, foi publicado em dois volumes num total de mais de 1.600 p\u00e1ginas.<\/p>\n<p>Quanto tempo levou a concretizar este projecto desde o in\u00edcio da investiga\u00e7\u00e3o \u00e0 publica\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Este trabalho foi feito ao longo 15 anos.<\/p>\n<p>A certa altura deparou-se com a necessidade de encontrar investigadores que escrevessem a hist\u00f3ria da catequese nos outros pa\u00edses por onde Portugal andou com destaque para os da CPLP (Comunidade de Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa). Foi f\u00e1cil encontr\u00e1-los?<\/p>\n<p>J\u00e1 tinha feito a hist\u00f3ria da catequese, nos seus primeiros tempos, dos povos que tamb\u00e9m deram origem aos pa\u00edses que vieram a constituir a CPLP. Mas pensei que n\u00e3o devia publicar o trabalho, sem conseguir que pessoas naturais de cada um destes pa\u00edses fizesse a hist\u00f3ria da catequese dos seus respectivos pa\u00edses dos tempos mais recentes at\u00e9 aos nossos dias. O primeiro pa\u00eds que contactei foi o Brasil, dirigindo-me ao bispo presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Evangeliza\u00e7\u00e3o e Catequese. Disse-lhe o meu projecto; achou muito bem, e sugeriu-me dois nomes a quem reconhecia capacidade e compet\u00eancia, indicando-me o que devia ser contactado em primeiro; ele iria tamb\u00e9m contact\u00e1-lo para que aceitasse o convite. As palavras de apre\u00e7o pelo projecto e a sugest\u00e3o do nome para fazer a parte do Brasil, incentivaram-me a tentar descobrir e contactar nomes de pessoas capazes de fazer o estudo em cada um dos outros pa\u00edses. A dificuldade maior foi encontrar algu\u00e9m de Timor-Leste que fizesse a hist\u00f3ria da catequese do seu pa\u00eds. A primeira pessoa que contactei foi D. Carlos Ximenes Belo, que, nessa altura, andava ocupado, absorvido com o seu trabalho pastoral em todo o Timor, al\u00e9m das suas preocupa\u00e7\u00f5es com a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, ocupado pela Indon\u00e9sia. Tentei outros timorenses, mas todos tinham outras ocupa\u00e7\u00f5es pastorais mais urgentes que n\u00e3o lhes permitiam aceitar o convite. E o tempo ia correndo\u2026 Faltava-me Timor; mas eu n\u00e3o queria publicar o trabalho sem Timor. At\u00e9 que D. Ximenes Belo resigna das suas fun\u00e7\u00f5es de Bispo de Dili e eu voltei a contact\u00e1-lo, insistindo na necessidade de algum timorense fazer o trabalho; e ele era a pessoa mais indicada. Acabou por aceitar, o que me deu muita alegria, n\u00e3o s\u00f3 por ser timorense, mas tamb\u00e9m por ser D. Ximenes Belo. Podia, agora tratar da publica\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p>Estes dois volumes deram-lhe, como relata, muito trabalho a investigar. Quer contar alguma situa\u00e7\u00e3o em que a pesquisa tenha sido particularmente dif\u00edcil?<\/p>\n<p>Um dos trabalhos mais dif\u00edceis foi descobrir alguns catecismos feitos pelos nossos mission\u00e1rios nas l\u00ednguas que eles tiveram de aprender, como o concani (l\u00edngua de Goa), o chin\u00eas, o japon\u00eas, o tamul (parte da \u00cdndia, Madrasta; norte da ilha de Ceil\u00e3o, o actual Sri Lanka), as l\u00ednguas dos povos \u00cdndios do Brasil (tupi, guarani, kariri\u2026), alguns deles manuscritos, e conseguir a sua reprodu\u00e7\u00e3o, pois s\u00f3 existiam em bibliotecas estrangeiras. Trabalho especial tive quando tentei descobrir um catecismo feito por um padre portugu\u00eas, jesu\u00edta, depois feito bispo e nomeado patriarca da Eti\u00f3pia, D. Afonso Mendes. O catecismo estava em am\u00e1rico, a l\u00edngua mais falada da Eti\u00f3pia ou Abiss\u00ednia \u2013 a \u201cterra do Preste Jo\u00e3o\u201d. O jesu\u00edta tinha trabalhado na evangeliza\u00e7\u00e3o daquele pa\u00eds durante um per\u00edodo em que o Imperador ao tempo era favor\u00e1vel e dava toda a liberdade \u00e0 sua ac\u00e7\u00e3o e \u00e0 de outros padres que tinham ido com ele. <\/p>\n<p>Com a ascens\u00e3o ao poder de um novo imperador, a situa\u00e7\u00e3o mudou totalmente, a ponto de ter sido proibido de continuar a trabalhar no pa\u00eds. Pus como primeira hip\u00f3tese que ele tivesse deixado o catecismo na Eti\u00f3pia; comecei por fazer dilig\u00eancias e pesquisas em Novembro de 1998, para tentar encontrar este catecismo na Biblioteca ou Arquivo Nacional, em Adis-Abeba.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o obtive qualquer resultado, pedi ajuda a uma religiosa portuguesa que estava a trabalhar numa escola-orfanato em Adis-Abeba para ir pessoalmente \u00e0 Biblioteca Nacional para tentar descobrir o tal catecismo, mas n\u00e3o foi encontrado. Entretanto descobri que, afinal, ele n\u00e3o o tinha deixado l\u00e1, mas tinha-o mandado para Roma para a Congrega\u00e7\u00e3o da Propaganda Fide \u2013 hoje Congrega\u00e7\u00e3o para a Evangeliza\u00e7\u00e3o dos Povos \u2013 de quem tinha recebido uma carta a acusar a sua recep\u00e7\u00e3o. Voltei a minha pesquisa para esta direc\u00e7\u00e3o e escrevi para o Arquivo Hist\u00f3rico daquela Congrega\u00e7\u00e3o, solicitando que fosse feita pesquisa para encontrar o tal catecismo. Foi-me respondido que, tendo sido feita uma \u00abaturada pesquisa\u00bb, n\u00e3o conseguiram encontrar o tal catecismo.<\/p>\n<p>Por causa do trabalho de investiga\u00e7\u00e3o, tive de ir vezes sem conta \u00e0 Torre do Tombo, \u00e0 Biblioteca Nacional, \u00e0 Biblioteca da Universidade de Coimbra e a v\u00e1rias outras bibliotecas.<\/p>\n<p>Ao longo de toda a investiga\u00e7\u00e3o, que aspecto ou aspectos foram para si especialmente gratificantes descobrir? <\/p>\n<p>Encontrar e ver os catecismos portugueses mais antigos que existem, feitos pelos monges de Alcoba\u00e7a, nos finais do s\u00e9culo XIV ou come\u00e7o do s\u00e9c. XV, c\u00f3dices em pergaminho, em letra \u2018g\u00f3tica\u2019 de quatrocentos com iniciais a vermelho, azul e violeta, algumas delas grandes e filigranadas com belas iluminuras a embelezar as primeiras letras de cada cap\u00edtulo; al\u00e9m destes, um em l\u00edngua tamul e portugu\u00eas por cima, manuscrito, al\u00e9m de muitos outros nas l\u00ednguas dos povos evangelizados pelos portugueses.<\/p>\n<p>Depois de ter estudado e sabido a gesta her\u00f3ica dos nossos mission\u00e1rios, um momento gratificante para mim foi ouvir, h\u00e1 pouco mais de um m\u00eas, uma jornalista da R\u00e1dio Renascen\u00e7a contar, num programa de domingo, que tinha estado em Hanoi (Vietname), e no domingo que l\u00e1 passou ter ido \u00e0 missa, \u00e0 catedral, tendo visto que estava repleta de f\u00e9is; e havia muitos no adro, por n\u00e3o terem lugar dentro da igreja, a acompanhar a missa, sentados em banquinhos que levam de sua casa. Eu disse comigo: foram os mission\u00e1rios portugueses que levaram o cristianismo para o Vietname, e, passados estes s\u00e9culos, de guerras e de repress\u00e3o de regimes comunistas, os crist\u00e3os actuais, descendentes dos evangelizados por n\u00f3s, manifestam uma f\u00e9 viva!<\/p>\n<p>Que aspectos s\u00e3o verdadeiramente novidade na sua obra?<\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria da catequese de todo o Portugal (e de todas e cada uma das dioceses), desde o princ\u00edpio do cristianismo at\u00e9 aos nossos tempos, a hist\u00f3ria da catequese junto dos povos descobertos pelos portugueses e evangelizados pelos nossos mission\u00e1rios, a hist\u00f3ria da catequese dos Pa\u00edses da CPLP feita por pessoas de cada um desses povos; a reprodu\u00e7\u00e3o no livro dos \u2018documentos\u2019, sobretudo catecismos, mais antigos, e a capa dos catecismos impressos. Com a reprodu\u00e7\u00e3o integral desses catecismos publicados. <\/p>\n<p>Com este trabalho, os interessados j\u00e1 n\u00e3o precisam de ir \u00e0 Torre do Tombo ou \u00e0 Biblioteca Nacional ou a outras bibliotecas, procurar e ver esses textos. Refiro ainda, embora n\u00e3o seja catequese, a lista de Gram\u00e1ticas e Dicion\u00e1rios bilingues feitos pelos mission\u00e1rios portugueses nas l\u00ednguas dos povos que eles aprenderam: \u00e9 uma lista de 20 p\u00e1ginas. Foi um contributo not\u00e1vel para a cultura desses povos, e uma recolha muito \u00fatil para os interessados, a mais completa at\u00e9 agora publicada.<\/p>\n<p>J\u00e1 h\u00e1 data para a apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica em Aveiro?<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita na Semana Nacional da Educa\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 e Catequese, que \u00e9 na primeira semana de Outubro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UMA VIDA DEDICADA \u00c0 CATEQUESE P.e Jos\u00e9 Martins Belinquete, 80 anos, colaborador paroquial de Oliveira do Bairro e de Sangalhos, tem um longo percurso ligado \u00e0 catequese. 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