{"id":17689,"date":"2011-07-06T10:02:00","date_gmt":"2011-07-06T10:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17689"},"modified":"2011-07-06T10:02:00","modified_gmt":"2011-07-06T10:02:00","slug":"ferias-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ferias-2\/","title":{"rendered":"F\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Este t\u00edtulo \u00e9 quase um grito \u2013 qual D. Pedro, nas margens do Ipiranga, em 7 de Setembro de 1822, quando na sequ\u00eancia de diversos conflitos de poderes entre as Cortes e a administra\u00e7\u00e3o da Col\u00f3nia, o Regente do Brasil declarou o territ\u00f3rio definitivamente separado da metr\u00f3pole: \u201cIndepend\u00eancia ou morte!\u201d.<\/p>\n<p>Este grito (\u201cF\u00c9RIAS\u201d) simboliza tudo o que se pode desejar, depois de uma longa jornada de sucess\u00e3o de trabalhos, e uma lista de preocupa\u00e7\u00f5es por n\u00e3o se conseguir chegar l\u00e1 ou depois de vir de l\u00e1 \u2013 seja esse lugar, momento, tempo onde for!<\/p>\n<p>Fraccionemos as coisas.<\/p>\n<p>A conquista (trata-se de facto e de direito de vit\u00f3rias dif\u00edceis), do tempo para fazer outras coisas, de descansar (passivamente ou activamente), \u00e9 contempor\u00e2nea das lutas de outras independ\u00eancias que se iniciaram durante o s\u00e9culo XIX, no contexto das revolu\u00e7\u00f5es sociais e liberais. No fundo, foi uma parte da emancipa\u00e7\u00e3o da pessoa para a sua pr\u00f3pria realiza\u00e7\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia \u2013 s\u00f3 reclama independ\u00eancia quem est\u00e1 dependente.<\/p>\n<p>Depois, como noutra ocasi\u00e3o j\u00e1 o referimos, vem o s\u00e9culo XX, o 13.\u00ba m\u00eas, e a\u2026 depend\u00eancia das f\u00e9rias para que todos possamos usufruir desse aliciante: gastar o 13.\u00ba m\u00eas!<\/p>\n<p>Volt\u00e1mos \u00e0 depend\u00eancia.<\/p>\n<p>O final de XX e o XXI j\u00e1 vivido, com o triunfo dos hedonismo e individualismo, aliados a bens eternos como a cultura e o princ\u00edpio de conhecer para compreender e preservar, fizeram o resto. Isto \u00e9, se n\u00e3o tem f\u00e9rias n\u00e3o \u00e9 ningu\u00e9m; est\u00e1 fora de moda.<\/p>\n<p>A conquista de um direito passou a ser a ditadura de uma vida: pode-se incomodar uma pessoa em qualquer momento, a qualquer hora, todos os dias. O que nunca ningu\u00e9m faz \u00e9 perturbar as f\u00e9rias:<\/p>\n<p>&#8211; \u201cEstou de f\u00e9rias!\u201d<\/p>\n<p>&#8211; \u201cAh! Desculpe, n\u00e3o sabia. Faz muito bem. Fica, ent\u00e3o, para depois!\u201d<\/p>\n<p>E todos vamos vivendo norteados por isto.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a segunda d\u00e9cada de XXI come\u00e7a com um aviso s\u00e9rio: s\u00f3 faz f\u00e9rias quem pode. O 13.\u00ba m\u00eas \u00e9 necess\u00e1rio para equilibrar o \u201cextinto\u201d 14.\u00ba (subs\u00eddio de Natal)!<\/p>\n<p>Imp\u00f5e-se a necessidade de um outro \u201cIpiranga\u201d, o dos \u201cacampados\u201d (nas pra\u00e7as das nossas cidades) e desempregados: queremos trabalho!<\/p>\n<p>Uns querem trabalho para ter sal\u00e1rio para viver, outros para sobreviver e, alguns, ainda pensam que \u00e9 poss\u00edvel ter tudo o que se conquistou: fartura e f\u00e9rias!<\/p>\n<p>Os tempos mudam! N\u00e3o mude, no entanto, a convic\u00e7\u00e3o e a persist\u00eancia dos que t\u00eam a apet\u00eancia, compet\u00eancia e possibilidade de incutir e usufruir de h\u00e1bitos de boa gest\u00e3o de tempo e, obviamente, de sal\u00e1rio para poder viver com eleva\u00e7\u00e3o e dignidade. Que as f\u00e9rias sejam isto mesmo e uma oxigena\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230; pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-17689","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17689","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17689"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17689\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17689"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}