{"id":17734,"date":"2011-07-20T11:33:00","date_gmt":"2011-07-20T11:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17734"},"modified":"2011-07-20T11:33:00","modified_gmt":"2011-07-20T11:33:00","slug":"destruicao-da-igreja-do-sec-xvii-foi-um-atentado-contra-o-que-de-melhor-havia-em-vagos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/destruicao-da-igreja-do-sec-xvii-foi-um-atentado-contra-o-que-de-melhor-havia-em-vagos\/","title":{"rendered":"Destrui\u00e7\u00e3o da igreja do s\u00e9c. XVII foi um atentado contra o que de melhor havia em Vagos"},"content":{"rendered":"<p>P.e Manuel Ant\u00f3nio Carvalhais, p\u00e1roco de Vagos desde 1993, acaba de publicar \u201cS\u00e3o Tiago de Vagos\u201d, volume de 368 p\u00e1ginas dedicado ao patrim\u00f3nio art\u00edstico da par\u00f3quia de Vagos, com amplo destaque para a igreja matriz. A obra inclui numerosas imagens dos templos, dos objectos lit\u00fargicos e da estatu\u00e1ria e transcri\u00e7\u00f5es de documentos antigos. Como escreve o autor no pr\u00f3logo, \u00e9 uma \u201ctentativa de inventaria\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio art\u00edstico-religioso, preservado, quase por milagre, at\u00e9 aos nossos dias\u201d. A obra ser\u00e1 apresentada publicamente, no dia 24 de Julho, no Sal\u00e3o Paroquial de Vagos, a partir das 18h30, numa sess\u00e3o animada com fados e ilusionismo. Entrevista conduzida por Jorge Pires Ferreira.<\/p>\n<p>CORREIO DO VOUGA &#8211; Para al\u00e9m do valioso trabalho de inventaria\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio art\u00edstico-religioso, pretende com este livro de alguma forma reparar uma injusti\u00e7a\u2026<\/p>\n<p>MANUEL ANT\u00d3NIO CARVALHAIS &#8211; Sim. Existe a ideia de que o p\u00e1roco, P.e Manuel Vieira de Carvalho e Silva [j\u00e1 falecido], foi o \u00fanico culpado do derrube da igreja setecentista, que era uma j\u00f3ia arquitect\u00f3nica, como o leitor pode verificar pela imagem da capa do livro. Afinal, h\u00e1 documenta\u00e7\u00e3o escrita suficiente para verificar que ele pr\u00f3prio se sente ultrapassado pela for\u00e7a pol\u00edtica e, mais do que isso, h\u00e1 como que um engano progressivo de que ele se vai dando conta. Primeiramente, tratava-se de um restauro puro e simples. Depois, pretendia-se fazer uma refundi\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, a desmontagem da igreja pedra a pedra para uma reedifica\u00e7\u00e3o rigorosamente igual \u00e0 anterior, apenas em espa\u00e7o diferente. Numa terceira fase, falava-se em remodela\u00e7\u00e3o ou reutiliza\u00e7\u00e3o dos elementos mais valiosos, com novos materiais e espa\u00e7os. Aqui j\u00e1 havia uma miscel\u00e2nea. Por fim, o que aconteceu foi o derrube da igreja setecentista e a edifica\u00e7\u00e3o de uma nova, de raiz.<\/p>\n<p>A ordem das obras, para deixar a Estrada Nacional 109 ampla e para dar mais brilho ao Pal\u00e1cio da Justi\u00e7a, veio do Minist\u00e9rio das Obras P\u00fablicas. Se agora, ap\u00f3s muitos anos de democracia, ainda nos queixamos do centralismo, naquele tempo n\u00e3o havia a sensibilidade que hoje h\u00e1 para com os monumentos. A solu\u00e7\u00e3o, hoje, n\u00e3o seria destruir. A estrada teria um s\u00f3 sentido e seria constru\u00edda outra, provavelmente a nascente. Hoje todos reconhecem que foi uma grande perda, um atentado contra o melhor que havia em Vagos.<\/p>\n<p>Como era o templo do s\u00e9culo XVII?<\/p>\n<p>Era uma igreja com muita pedra calc\u00e1ria nos cunhais, uma fachada enobrecida, de tra\u00e7os barrocos, muito enriquecida por um c\u00f3nego e doutor de Coimbra, Pe. Jo\u00e3o de Miranda Ascenso, que foi p\u00e1roco no s\u00e9c. XIX, durante 56 anos. A talha n\u00e3o era muito rica, era um barroco pobre, mas hoje, devidamente dourada, teria um efeito admir\u00e1vel.<\/p>\n<p>O que aconteceu a essa talha?<\/p>\n<p>Sumiu completamente, vendida ou queimada. A arquitectura do novo templo n\u00e3o previu nada para enquadrar a talha e os ret\u00e1bulos. <\/p>\n<p>Na altura n\u00e3o havia comiss\u00e3o diocesana de arte sacra?<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que defendo que o culpado n\u00e3o \u00e9 de modo nenhum o padre Manuel Carvalho e Silva. Outras for\u00e7as deveriam ter lutado e negociado com o Minist\u00e9rio das Obras P\u00fablicas. <\/p>\n<p>Quem entra na igreja de Vagos pela primeira vez surpreende-se porque o exterior n\u00e3o condiz com o interior.<\/p>\n<p>S\u00f3 foram conservados a torre e outros elementos da fachada, mas muito empobrecidos. A cantaria trabalhada da porta principal foi muito simplificada. Se virmos a torre e o remate da fachada principal, verificamos que foram subaproveitados. No fundo \u00e9 uma igreja em permanente conflito e div\u00f3rcio. A parte nova n\u00e3o casa de forma nenhuma com a parte salvaguardada da torre e da fachada.<\/p>\n<p>Para mais, no edif\u00edcio original, a torre ficava \u00e0 direita. Agora est\u00e1 \u00e0 esquerda. Quando tempo demorou este processo de derrube e constru\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>A igreja foi desmontada e remontada com perda de alguns elementos. Levaram dois anos a derrubar a igreja, em 1972-73, e uma infinidade de tempo a reconstru\u00ed-la. S\u00f3 ficou acabada nos meus dias. Eu ainda encontrei o coro em cimento. O meu colega anterior, Pe. Manuel Teixeira das Neves [j\u00e1 falecido], introduziu tr\u00eas elementos: tecto falso de lamelas de zinco, guarda-vento de bom tra\u00e7o, do arquitecto Ant\u00f3nio Manuel Portugal, o mesmo autor dos pal\u00e1cios da justi\u00e7a de Vagos e de Cantanhede. Uma pe\u00e7a nobre. E um lambrim de madeira, no corpo principal da igreja. Eu, que sou p\u00e1roco desde 1993, conclu\u00ed o coro e as salas, que estavam em cimento. Todos os ch\u00e3os, excepto o da igreja, estavam por acabar. O acesso ao coro ainda estava por rebocar.<\/p>\n<p>A nova igreja chegou a ser inaugurada?<\/p>\n<p>A b\u00ean\u00e7\u00e3o foi adiada \u201csine die\u201d. O Pe. Manuel Carvalho e Silva deixou escrito no \u201cTerras de Vagos\u201d, em 1979, o desejo de uma inaugura\u00e7\u00e3o para breve. Passados seis anos, o Pe. Manuel Teixeira das Neves manifestou a mesma preocupa\u00e7\u00e3o. P\u00f5e o problema a D. Ant\u00f3nio Marcelino que, ao celebrar l\u00e1 o Crisma, d\u00e1 por inaugurada a igreja mas refere que a dedica\u00e7\u00e3o haveria de acontecer numa cerim\u00f3nia condizente, em data a escolher. Esta cerim\u00f3nia nunca vem a acontecer, o que est\u00e1 contra a legisla\u00e7\u00e3o da Igreja. Era uma quest\u00e3o que j\u00e1 estava morta quando l\u00e1 cheguei. E eu n\u00e3o a ressuscitei.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o interior, contudo, parece agrad\u00e1vel. \u00c9 essa a impress\u00e3o das pessoas e do p\u00e1roco?<\/p>\n<p>A assembleia est\u00e1 toda pr\u00f3xima de n\u00f3s. O conceito n\u00e3o \u00e9 anti-Vaticano II, mas est\u00e1 longe de ser um espa\u00e7o circular. Houve um esfor\u00e7o de planeamento para que nada impedisse a vis\u00e3o directa do sacerdote. Ora, esta concep\u00e7\u00e3o, em parte, j\u00e1 foi ultrapassada pelos te\u00f3logos e liturgistas, que dizem que os mist\u00e9rios da f\u00e9 n\u00e3o s\u00e3o para se ver. Havia nessa pretens\u00e3o algum racionalismo. <\/p>\n<p>No entanto, as pessoas n\u00e3o se sentem felizes l\u00e1 dentro porque recordam a outra igreja. Mais de metade da popula\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 desse tempo. O lamento dos mais velhos \u00e9 geral.<\/p>\n<p>O seu livro n\u00e3o se dedica exclusivamente \u00e0 Igreja de S\u00e3o Tiago\u2026<\/p>\n<p>Al\u00e9m da igreja, fa\u00e7o o elenco de todos os templos da par\u00f3quia, exceptuando o da Senhora de Vagos, que foi tratado em livro, no ano 2000. <\/p>\n<p>Qual \u00e9 o templo mais antigo de Vagos?<\/p>\n<p>\u00c9 o Santu\u00e1rio da Senhora de Vagos, que \u00e9 do s\u00e9c. XVI, edificado pelos monges de Grij\u00f3. Na vila, temos dois templos do s\u00e9c. XVII; a capela de S. Sebasti\u00e3o, que \u00e9 de 1614, e outra que fica a norte, outrora chamada capela do Esp\u00edrito Santo, actualmente capela de Santo Ant\u00f3nio, uma capela rotunda de 1673. Esta capela \u00e0 entrada de Vagos esteve para ser demolida, por ter sido profanada. Mas n\u00e3o se sabe em que consistiu essa profana\u00e7\u00e3o. Foi salva pelo p\u00e1roco de ent\u00e3o, Pe. Dr. Alexandre Jos\u00e9 da Fonseca, do clero de Coimbra.<\/p>\n<p>Algum patrim\u00f3nio art\u00edstico pode agora ser apreciado no museu paroquial inaugurado em 25 de Julho do ano passado. O que destaca?<\/p>\n<p>O museu tem sobretudo imagens da igreja de Vagos. Trata-se de um patrim\u00f3nio que vai do s\u00e9c. XV ao XXI. A j\u00f3ia da coroa \u00e9 uma imagem de S. Marcos oferecida pelos frades de S. Marcos, nas proximidades de Coimbra, que eram os patronos da igreja. Eram eles que mandavam para l\u00e1 os freis, que eram os p\u00e1rocos de Vagos antes dos padres diocesanos. Outra j\u00f3ia da coroa \u00e9 uma cust\u00f3dia de prata dourada, do s\u00e9c. XVII. Pesa  5.575 gramas. \u00c9 de um ourives aveirense, do s\u00e9c. XVII. \u00c9 usada na prociss\u00e3o do Corpo de Deus e na da primeira Comunh\u00e3o. A imagem de N.\u00aa Sr.\u00aa do Ros\u00e1rio, do s\u00e9c. XVIII, estofada a ouro, tamb\u00e9m \u00e9 muito valiosa. <\/p>\n<p>Este patrim\u00f3nio de vez em quando sofre com grandes arrombos\u2026<\/p>\n<p>\u00c9 demais. Quem l\u00ea o livro encontra muitas refer\u00eancias a grandes furtos, como o da p\u00edxide de prata dourada, do s\u00e9c. XVIII, roubada em Junho de 1987. Fa\u00e7o a\u00ed uma reflex\u00e3o cheia de sebastianismo, mas sem grande convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais recentemente roubaram uma imagem do Menino Jesus, no valor de 500 euros, e assaltaram tamb\u00e9m a capela de S. Sebasti\u00e3o, furtando a imagem do s\u00e9c. XVII.<\/p>\n<p>Quanto tempo demorou a concretizar este livro, no meio de outros afazeres pastorais?<\/p>\n<p>Trabalhei nele cerca de oito anos. Poderia ter demorado menos, n\u00e3o fossem algumas doen\u00e7as pelo meio.<\/p>\n<p>Das suas investiga\u00e7\u00f5es quer contar-nos algum aspecto mais curioso?<\/p>\n<p>Encontrei no sino da igreja de N.\u00aa Sr.\u00aa da Miseric\u00f3rdia esta legenda: \u201cEu sou da C\u00e2mara\u201d. Isto intrigou-me. Fui \u00e0 C\u00e2mara Municipal de Vagos (CMV), e por uma quest\u00e3o de sorte, encontrei uma senhora que estava a ler todos os documentos para saber qual o patrim\u00f3nio que a CMV possui em terras e bens. Ela descobriu uma acta de que toda a gente se esqueceu, elaborada em 11\/01\/1945, em que se defere o requerimento do juiz da Irmandade a pedir o sino que era do antigo tribunal. O presidente da C\u00e2mara aceitou o pedido, desde que o sino fosse usado somente para fins religiosos e que a Irmandade o restitu\u00edsse intacto quando deixasse de precisar dele.<\/p>\n<p>Aspecto que considero grande novidade tem a ver com os malef\u00edcios que a Rep\u00fablica fez \u00e0 Igreja em Vagos. Transformou as Irmandades em associa\u00e7\u00f5es de benefic\u00eancia. A Irmandade dos Passos tem estatutos de 1694, que s\u00e3o alterados em 1876 e modificados em 1913. Ora, esta transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 arrasadora. Quem manda, quem nomeia os \u00f3rg\u00e3os \u00e9 o Governo Civil. A Irmandade \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o de benefic\u00eancia que tem de ver se os mi\u00fados v\u00e3o \u00e0 escola, comprar-lhes livros, batas e alimentos\u2026 As Irmandades eram muito ricas. A do Senhor dos Passos era o banco do povo. Nos s\u00e9culos XVIII-XIX parecia que tinha um cofre inesgot\u00e1vel: comprava rem\u00e9dios para doentes, oferecia p\u00e3o, arroz, macarr\u00e3o, carnes, vinho fino, pagava passagens para Aveiro, Porto, Guimar\u00e3es, financiava caix\u00f5es a pessoas pobres\u2026Encontrei a refer\u00eancia a um donativo para apoiar a viagem de uma m\u00e3e com os tr\u00eas filhos para o Brasil. Que par\u00f3quia, grupo C\u00e1ritas ou Confer\u00eancia Vicentina teria hoje dinheiro para pagar a viagem de avi\u00e3o ou de barco de uma m\u00e3e com os seus tr\u00eas filhos? As Irmandades tinham muitos bens, provenientes de rendas. O drama foi que as rendas come\u00e7aram a n\u00e3o ser pagas.<\/p>\n<p>Onde vai estar \u00e0 venda este livro?<\/p>\n<p>N\u00e3o vai estar \u00e0 venda. Editei 1500 exemplares. 1300 v\u00e3o ser oferecidos \u00e0s fam\u00edlias de Vagos, um por fam\u00edlia. J\u00e1 est\u00e1 estruturada uma equipa que far\u00e1 a entrega de casa em casa. S\u00f3 n\u00e3o entregaremos a pessoas de outras religi\u00f5es, a n\u00e3o ser que o queiram por uma quest\u00e3o cultural. Os restantes ser\u00e3o oferecidos aos padres e di\u00e1conos da Diocese de Aveiro e a um ou outro amigo.<\/p>\n<p>A oferta dos livros aos paroquianos tem algum objectivo pastoral?<\/p>\n<p>Tem sem d\u00favida objectivos catequ\u00e9ticos e pastorais. No livro, entre outros aspectos, descrevo a vida dos Santos e refiro se eles t\u00eam algum culto ou por que \u00e9 que esse culto desapareceu. A Senhora de Vagos foi o p\u00f3lo centralizador. S\u00e3o Sebasti\u00e3o n\u00e3o tem hoje um devoto. Perpassa por todo o livro a finalidade pastoral no sentido de entendermos, por exemplo, que as valiosas pe\u00e7as dos s\u00e9culos passados eram uma forma de mostrar a grande f\u00e9 no Deus transcendente e a pequenez e fragilidade do ser humano. Os crist\u00e3os da Idade M\u00e9dia (e n\u00e3o s\u00f3) guiavam-se por este princ\u00edpio: \u201cPara Deus o melhor\u201d.<\/p>\n<p>Se o livro \u00e9 oferecido, houve nele um razo\u00e1vel investimento financeiro, al\u00e9m do trabalho que teve\u2026<\/p>\n<p>O Fundo Econ\u00f3mico Paroquial vai assumir parte dos custos. E fiz ainda tr\u00eas pedidos, \u00e0s duas Irmandades que v\u00eaem aqui o seu patrim\u00f3nio salvaguardado e devidamente identificado (a do Senhor dos Passos e a da Nossa Senhora da Miseric\u00f3rdia), e \u00e0 Comiss\u00e3o Administrativa da Igreja do Lombome\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois deste projecto tem mais algum?<\/p>\n<p>Gostava que algu\u00e9m escrevesse, e penso que faz falta a Aveiro, sobre os \u201cPadres de Abril\u201d \u2013 poderia ser este o t\u00edtulo \u2013 na Diocese de Aveiro: os que tinham ficha na PIDE, aqueles a quem a PIDE vigiou e de quem elaborou ficheiros.<\/p>\n<p>Deduz-se que o P.e Carvalhais \u00e9 um deles. J\u00e1 consultou o seu processo?<\/p>\n<p>Sim. Eu tenho dois. Nos mesmos ficheiros em que eu estou, v\u00eam referenciados outros que trabalhavam comigo nas par\u00f3quias do arciprestado de \u00c1gueda. Uma das fichas \u00e9 por causa de um jornal feito em Janeiro de 1973 de t\u00edtulo \u201cA Paz\u201d, distribu\u00eddo no arciprestado de \u00c1gueda.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos outros presb\u00edteros em toda a Diocese que se comprometeram na luta contra a ditadura pol\u00edtica e contra a injusti\u00e7a das guerras coloniais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P.e Manuel Ant\u00f3nio Carvalhais, p\u00e1roco de Vagos desde 1993, acaba de publicar \u201cS\u00e3o Tiago de Vagos\u201d, volume de 368 p\u00e1ginas dedicado ao patrim\u00f3nio art\u00edstico da par\u00f3quia de Vagos, com amplo destaque para a igreja matriz. A obra inclui numerosas imagens dos templos, dos objectos lit\u00fargicos e da estatu\u00e1ria e transcri\u00e7\u00f5es de documentos antigos. 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