{"id":17829,"date":"2011-07-27T10:05:00","date_gmt":"2011-07-27T10:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17829"},"modified":"2011-07-27T10:05:00","modified_gmt":"2011-07-27T10:05:00","slug":"pedagogia-mariana-os-primeiros-sabados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/pedagogia-mariana-os-primeiros-sabados\/","title":{"rendered":"Pedagogia mariana. Os primeiros s\u00e1bados"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 90 <!--more--> A Mensagem de F\u00e1tima ficaria incompleta sem a devo\u00e7\u00e3o dos primeiros s\u00e1bados. Sabemos que Jesus pediu a Margarida Maria Alacoque as nove primeiras sextas-feiras para reparar o seu Cora\u00e7\u00e3o desprezado pelos homens. A Alexandrina de Balazar, Ele pediu as seis primeiras quintas-feiras para reparar o seu Cora\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstico. Em F\u00e1tima, no dia 13 de Julho de 1917, Maria falou da Comunh\u00e3o reparadora nos primeiros s\u00e1bados para desagravar o seu Cora\u00e7\u00e3o Imaculado. Mas foi, em Pontevedra, no quarto de L\u00facia, no dia 10 de Dezembro de 1925, que Nossa Senhora pediu a devo\u00e7\u00e3o dos cinco primeiros s\u00e1bados.<\/p>\n<p>O n\u00famero cinco, como o quinto dia da cria\u00e7\u00e3o, dia imperfeito, quando a cria\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o estava conclu\u00edda, remete-nos para os cinco sentidos representados no pentagrama, que, como a estrela de cinco pontas, est\u00e1 associado \u00e0 obra do dem\u00f3nio.<\/p>\n<p>Cinco s\u00e3o os mist\u00e9rios de um ter\u00e7o. O que ela pediu n\u00e3o foi s\u00f3 uma devo\u00e7\u00e3o por causa das cinco ofensas dirigidas ao seu Cora\u00e7\u00e3o, de que falaremos em breve. Ela deu-nos um m\u00e9todo seguro e eficaz de auto-educa\u00e7\u00e3o que, lentamente, permite Deus trabalhar a alma para a identificar com Ele. Implica um esfor\u00e7o de conhecimento pr\u00f3prio e de enfrentamento com a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de pecador. Vejamos: Maria pediu que, nos cinco primeiros s\u00e1bados, de cinco meses seguidos, nos confess\u00e1ssemos (pode ser 15 dias antes ou 15 dias depois, desde que estejamos em estado de gra\u00e7a no primeiro s\u00e1bado). Confiss\u00e3o, reconcilia\u00e7\u00e3o, \u00e9 o sacramento que s\u00f3 acontece quando estamos verdadeiramente arrependidos dos pecados reconhecidos como tal e com desejo de emenda de vida. Cada confiss\u00e3o sacramental implica, ao n\u00edvel da gra\u00e7a e da psicologia, uma forte interpela\u00e7\u00e3o a mudarmos de vida para sermos santos. Evitar o pecado venial e o mortal. N\u00e3o querer ofender a Deus Nosso Senhor, j\u00e1 t\u00e3o ofendido, como Ela pediu no dia 13 de Outubro.<\/p>\n<p>Um segundo ponto \u00e9 comungar dentro ou fora da Missa. \u00c9 receber o pr\u00f3prio Jesus Cristo que nos d\u00e1 a verdadeira vida. Comungar n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 receber uma h\u00f3stia branca e consagrada. \u00c9 aspirar a ter os mesmos sentimentos de Jesus, de avers\u00e3o ao mal e de ades\u00e3o ao Bem. Viver de amor. Viver de servi\u00e7o. Viver para Deus. Uma vida para Deus como foi a dele enquanto homem, como diz S. Paulo, e como foi a vida de Maria. Comungar Jesus \u00e9 comungar o seu ideal de fidelidade ao Pai. \u00c9 Maria quem nos molda nessa aventura. Depois de nos considerarmos pecadores e recebermos o perd\u00e3o de Deus, queremos mudar de vida, comungando a vida com o Jesus que comungamos. N\u00e3o estaremos nunca s\u00f3s neste caminho. Para tal, Ela pede-nos o terceiro ponto: rezar o ter\u00e7o. Mais do que uma ora\u00e7\u00e3o, \u00e9 viver os mist\u00e9rios da vida de Cristo e de Maria nos momentos que eles nos apontam da vida dele e da nossa: Alegria, dor, luta, caminho, morte, eternidade\u2026 Rezar o ter\u00e7o \u00e9 invocar Maria para Ela nos fazer sentar no seu rega\u00e7o e nos contar coisas de Jesus. Ensina-nos, na sua escola de educadora e M\u00e3e, a identifica\u00e7\u00e3o com Jesus. Somos filhos de Deus, no Filho de Deus. Maria \u00e9 nossa m\u00e3e, mestra, modelo e intercessora.<\/p>\n<p>Mas, para n\u00e3o nos perdermos na quantidade de mist\u00e9rios da vida de Jesus, Ela pede-nos o \u00faltimo ponto: fazer companhia a Nossa Senhora durante 15 minutos, meditando num mist\u00e9rio do Ros\u00e1rio. Costumo escolher o mist\u00e9rio que est\u00e1 mais presente naquele m\u00eas ou tempo lit\u00fargico. Meditar nesse mist\u00e9rio \u00e9 tentar aprofundar uma coisa de cada vez da vida de Jesus, tirando um ideal que nos estimule a viver esse m\u00eas, at\u00e9 ao pr\u00f3ximo primeiro s\u00e1bado. \u00c9 tirar desse dia de reflex\u00e3o e de ora\u00e7\u00e3o e at\u00e9 de retiro mensal um programa de vida.<\/p>\n<p>Se apanharmos a pr\u00e1tica e cada primeiro s\u00e1bado de nossa vida for assim celebrado, n\u00e3o interessa se cinco ou se cem, tenho a certeza de que colocamos a nossa vida nas m\u00e3os de Maria e ela ir\u00e1 moldando nosso ser, como deixou que Deus a moldasse a ela. Pouco a pouco, a mudan\u00e7a vai acontecendo, o nosso m\u00eas ter\u00e1 um sentido. Claro que tudo deve ser vivido em esp\u00edrito de repara\u00e7\u00e3o. Reparar os nossos pecados e os do mundo. Uma verdadeira consci\u00eancia de corresponsabilidade e de miss\u00e3o salv\u00edfica. Um estar solid\u00e1rio com os outros e comendo da mesma mesa. E um sentir que a aventura do existir nos d\u00e1 como tarefa a obra da nossa santifica\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o do mundo, por Maria, para Cristo e para o Pai.<\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 90<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-17829","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17829","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17829"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17829\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17829"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17829"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17829"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}