{"id":17846,"date":"2010-12-22T10:21:00","date_gmt":"2010-12-22T10:21:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17846"},"modified":"2010-12-22T10:21:00","modified_gmt":"2010-12-22T10:21:00","slug":"nem-rasca-nem-a-rasca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nem-rasca-nem-a-rasca\/","title":{"rendered":"Nem rasca, nem \u00e0 rasca!"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Apenas e s\u00f3\u2026 ainda mais \u00e0 rasca!<\/p>\n<p>Nos anos noventa, do s\u00e9culo passado, bem se v\u00ea, a juventude veio para a rua.  Veio para a rua naquela altura, como vir\u00e1 sempre que a rua falar mais alto\u2026 por falta de oportunidades noutros lugares e paragens. <\/p>\n<p>Esse movimento, \u00e0 \u00e9poca com laivos de esc\u00e2ndalo, seria, porventura, entre n\u00f3s, o primeiro \u201cboom\u201d de jovens com Cursos Superiores, Mestrados,\u2026 a n\u00e3o encontrarem o emprego que sonharam ao longo dos anos de Faculdade, do Ensino Superior. Entretanto, juntaram-se aos fundamentos da \u201carruada\u201d o aumento das propinas, as reformas na educa\u00e7\u00e3o\u2026 tudo concorreu para a manifesta\u00e7\u00e3o! E quando decorria o ano de 1994, Vicente Jorge Silva, director do jornal \u201cP\u00fablico\u201d, ao referir-se aos jovens da altura como \u201ca gera\u00e7\u00e3o rasca\u201d, no c\u00e9lebre editorial, propagou ainda mais a ira da multid\u00e3o. A designa\u00e7\u00e3o deu uma exponencial projec\u00e7\u00e3o a tudo, ao ponto de se encontrar ant\u00eddoto no ep\u00edteto contradit\u00f3rio de \u201cgera\u00e7\u00e3o \u00e0 rasca\u201d!<\/p>\n<p>E t\u00eam existido altera\u00e7\u00f5es nestes ind\u00edcios sobre a situa\u00e7\u00e3o para as recentes e actuais gera\u00e7\u00f5es de jovens!? A resposta parece \u00f3bvia e n\u00e3o ser\u00e1 positiva. Ao ponto de j\u00e1 nem rasca, nem \u00e0 rasca! <\/p>\n<p>Os jovens, a for\u00e7a, a criatividade, a inova\u00e7\u00e3o de um grupo, da vida, da sociedade, das institui\u00e7\u00f5es continuam a n\u00e3o ter lugar!<\/p>\n<p>A chegar ao Natal de 2010, um estudo que corre o mundo aponta que os jovens enfrentam hoje o risco de um n\u00edvel de vida pior que o de seus pais &#8211; 54% n\u00e3o t\u00eam projectos nem entusiasmo. T\u00e3o preparados e satisfeitos com a vida, e t\u00e3o vulner\u00e1veis e perdidos, os jovens sentem-se presas f\u00e1ceis da devasta\u00e7\u00e3o do mundo do trabalho, mas n\u00e3o conseguem vislumbrar uma sa\u00edda, nem combater esse estado de coisas.<\/p>\n<p>Os soci\u00f3logos detectam a apari\u00e7\u00e3o de um modelo de atitude adolescente e juvenil: a dos nem-nem, caracterizada por uma rejei\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea ao estudo e ao trabalho.  <\/p>\n<p>Este comportamento emergente \u00e9 sintom\u00e1tico, j\u00e1 que at\u00e9 agora era subentendido que se a pessoa n\u00e3o queria estudar, deveria trabalhar.  Por\u00e9m, agora, nem trabalho nem estudo; nem estudo nem trabalho! Haver\u00e1 sa\u00edda? <\/p>\n<p>A crise veio acentuar a incerteza no seio de uma gera\u00e7\u00e3o que cresceu no seio familiar de melhoria continuada do n\u00edvel de vida e que foi confrontada com a deteriora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es em que nasceu e cresceu. <\/p>\n<p>As vantagens de ser jovem numa sociedade mais rica e tecnol\u00f3gica, mais democr\u00e1tica e tolerante, contrastam com as dificuldades crescentes para se emancipar, desenvolver e envolver num projecto de futuro.<\/p>\n<p>Sendo o Natal tempo de olhar para as coisas simples, basta olhar ao redor. Ainda \u00e9 poss\u00edvel! Tem de ser poss\u00edvel!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230; pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-17846","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17846","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17846"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17846\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17846"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17846"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17846"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}