{"id":1787,"date":"2010-05-26T16:19:00","date_gmt":"2010-05-26T16:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1787"},"modified":"2010-05-26T16:19:00","modified_gmt":"2010-05-26T16:19:00","slug":"ser-a-portuguesa-ha-831-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ser-a-portuguesa-ha-831-anos\/","title":{"rendered":"Ser &#8220;\u00e0 portuguesa&#8221;&#8230; h\u00e1 831 anos!"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Em anivers\u00e1rio do nosso Reconhecimento \u2013 somo-lo de facto, e como que por direito internacional ao tempo,  desde a Manifestis probatum, a bula emitida pelo Papa Alexandre III, em 23 de Maio 1179 \u2013  o \u00faltimo fim-de-semana cumpriu  mais uma s\u00edntese do que pode ser caracter\u00edstico do nosso sincretismo existencial como povo, isto \u00e9, a miscel\u00e2nea de car\u00e1cteres, fruto da diversidade das nossas proveni\u00eancias e influ\u00eancias culturais (fen\u00edcia, celta, romana, judia, crist\u00e3, \u00e1rabe,\u2026 africana): ousados, generosos, inconsequentes, ap\u00e1ticos!<\/p>\n<p>\u00c0 ousadia (o que conjuga talento, efic\u00e1cia, efici\u00eancia e resultados imediatos). N\u00e3o faltam relatos do nosso atrevimento no acervo da hist\u00f3ria. Agora reconhe\u00e7amos que o mais medi\u00e1tico \u00e9 Jos\u00e9 Mourinho \u2013 o Vasco da Gama de XXI. <\/p>\n<p>\u00c9 verdade, e \u00e9 imperioso, portanto, reconhec\u00ea-lo, que em cada \u00e1rea de ac\u00e7\u00e3o e desenvolvimento s\u00f3cio-econ\u00f3mico, n\u00e3o faltam exemplos de grande ousadia. Mas o poder do mundo reconhece de imediato quem se apresenta como ganhador, determinado e vitorioso. N\u00e3o h\u00e1 tempo para dar tempo. Ou \u00e9 ganhador ou \u00e9 perdedor. E Mourinho \u00e9 ganhador. Tem tudo para ser uma bandeira, ou um padr\u00e3o, a ultrapassar o Cabo das Tormentas (se l\u00e1 fosse!), l\u00e1 na ponta sul da \u00c1frica.<\/p>\n<p>\u00c0 generosidade (a sensibilidade emocionada, o abra\u00e7o de causas). Os milhares de portugueses que foram at\u00e9 \u00e0 Covilh\u00e3 com o intuito de expressar apoio a uns tantos rapazes que v\u00e3o \u00e0 \u00c1frica do Sul jogar futebol. <\/p>\n<p>Pessoas an\u00f3nimas no todo nacional mas que s\u00e3o a base de constru\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds, de um projecto, de qualquer coisa. Tiram o dia para que as vedetas sintam que representam muito mais do que valem. Isto \u00e9, tudo o que podem fazer nos chutos a uma bola ultrapassa a dimens\u00e3o do desempenho individual ou dos pr\u00e9mios a receber.<\/p>\n<p>\u00c0 inconsequ\u00eancia (confiar no previs\u00edvel como se n\u00e3o houvesse imprevisibilidades). A Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Futebol e todo o gabinete t\u00e9cnico que, de  forma despudorada, n\u00e3o atenderam \u00e0 generosidade dos apoios. <\/p>\n<p>Domingo \u00e0 tarde, treino aberto ao p\u00fablico,\u2026 o que \u00e9 que se esperava?! Invas\u00e3o pela certa. E ainda bem, ou n\u00e3o?<\/p>\n<p>Se calhar\u2026 ainda mal \u2013 pensar\u00e3o e demonstram-no alguns iluminados: \u201cque chatice aqueles portugueses!\u201d N\u00e3o s\u00e3o sponsors, n\u00e3o \u00e9? <\/p>\n<p>\u201cQu\u00ea? N\u00e3o ouvi assobios nenhuns\u201d-  Hugo Almeida.  \u201cEstamos aqui para preparar o mundial\u201d \u2013 Carlos Queir\u00f3s.<\/p>\n<p>Quem s\u00e3o estes extraterrestres que gozam na cara das pessoas?!  Haja um aceno de simpatia. D\u00eaem-se ao respeito, senhores! <\/p>\n<p>\u00c0 apatia (fiuuuuuu). Por aqui nos ficamos. Assobia-se e pronto!<\/p>\n<p>At\u00e9 em tempo de grave crise, alguns membros do Executivo evocam este passado de apatia para assegurar que pode-se malhar forte em cima dos portugueses que eles n\u00e3o se mexem?!<\/p>\n<p>Est\u00e1 tudo dito!<\/p>\n<p>Como vai longe 1179!?<\/p>\n<p>Volta, Afonso (Henriques), at\u00e9 contra a tua pr\u00f3pria m\u00e3e te ergueste!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026<\/p>\n<p>&#8230;pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-1787","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1787","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1787"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1787\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1787"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1787"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1787"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}