{"id":17905,"date":"2011-08-31T11:11:00","date_gmt":"2011-08-31T11:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17905"},"modified":"2011-08-31T11:11:00","modified_gmt":"2011-08-31T11:11:00","slug":"estagios-para-licenciados-em-latim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/estagios-para-licenciados-em-latim\/","title":{"rendered":"Est\u00e1gios para licenciados em Latim"},"content":{"rendered":"<p>Os arquivos hist\u00f3ricos de antigos organismos ligados \u00e0 Igreja (conventos, mosteiros, ordens religiosas, arquivos diocesanos, entre outros) e de algumas institui\u00e7\u00f5es portuguesas com longo passado (universidades, organismos da administra\u00e7\u00e3o central e regional, arquivos distritais e bibliotecas) possuem documentos originais escritos em Latim e em portugu\u00eas arcaico, de dif\u00edcil interpreta\u00e7\u00e3o para a grande maioria dos jovens historiadores e de acesso muito restrito devido \u00e0 antiguidade e fragilidade em que esses registos documentais se encontram, onde se incluem forais, escrituras, alvar\u00e1s, testamentos, actas, correspond\u00eancia e outros tipos de documentos.  <\/p>\n<p>Muitos desses documentos antigos, cujos originais ainda s\u00e3o em latim, foram estudados por historiadores, encontrando-se alguns (em parte ou na sua totalidade) traduzidos e reproduzidos em livros, enquanto de outros s\u00e3o transcritos pequenos trechos em latim (ou em portugu\u00eas arcaico) para dar contexto (e autenticidade) ao trabalho publicado. <\/p>\n<p>No entanto, muitos desses documentos, cujos originais ainda s\u00e3o em latim ou em portugu\u00eas arcaico, sobretudo aqueles de que s\u00f3 foram traduzidos e publicados excertos, foram estudados de acordo com o interesse e o contexto desses estudos, pelo que se forem analisados segundo outro prisma, poder\u00e3o revelar novos dados hist\u00f3ricos tamb\u00e9m bastante interessantes. S\u00f3 que, como a grande maioria dos jovens historiadores n\u00e3o t\u00eam conhecimentos profundos de latim, n\u00e3o podem analisar os documentos originais, limitando-se aos que j\u00e1 foram traduzidos, incluindo os excertos.<\/p>\n<p>Muitos desses documentos hist\u00f3ricos em latim foram traduzidos para portugu\u00eas por padres com interesse em Hist\u00f3ria, uma vez que o latim era uma disciplina obrigat\u00f3ria nos semin\u00e1rios. Hoje, isso j\u00e1 n\u00e3o acontece, pelo que o latim foi relegado para o esquecimento.<\/p>\n<p>Por isso, e para o interesse da hist\u00f3ria nacional, deveria haver uma bolsa de est\u00e1gios para licenciados em latim, de modo a que fossem traduzidos para portugu\u00eas o maior n\u00famero poss\u00edvel de documentos escritos em latim e em portugu\u00eas arcaico, textos que depois poderiam ser impressos e reproduzidos num n\u00famero limitado de c\u00f3pias, de modo a serem distribu\u00eddos por bibliotecas p\u00fablicas e de universidades, permitindo a sua consulta por todos os investigadores e historiadores, mesmo por aqueles sem conhecimentos de latim ou de portugu\u00eas arcaicos. Desse modo, seria mais f\u00e1cil efectuar a devida manuten\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o dos documentos originais.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de uma bolsa de est\u00e1gios para jovens licenciados em latim permitiria o relan\u00e7amento de cursos de Latim por parte de algumas universidades portuguesas, nomeadamente a Universidade de Aveiro, ao mesmo tempo que tamb\u00e9m potenciava os cursos de Hist\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os arquivos hist\u00f3ricos de antigos organismos ligados \u00e0 Igreja (conventos, mosteiros, ordens religiosas, arquivos diocesanos, entre outros) e de algumas institui\u00e7\u00f5es portuguesas com longo passado (universidades, organismos da administra\u00e7\u00e3o central e regional, arquivos distritais e bibliotecas) possuem documentos originais escritos em Latim e em portugu\u00eas arcaico, de dif\u00edcil interpreta\u00e7\u00e3o para a grande maioria dos jovens [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-17905","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17905","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17905"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17905\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17905"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17905"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}