{"id":17911,"date":"2011-09-07T09:48:00","date_gmt":"2011-09-07T09:48:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17911"},"modified":"2011-09-07T09:48:00","modified_gmt":"2011-09-07T09:48:00","slug":"arte-e-porta-aberta-para-o-infinito-estrada-para-deus-diz-bento-xvi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/arte-e-porta-aberta-para-o-infinito-estrada-para-deus-diz-bento-xvi\/","title":{"rendered":"Arte \u00e9 &#8220;porta aberta para o infinito&#8221;, &#8220;estrada para Deus&#8221;, diz Bento XVI"},"content":{"rendered":"<p>O Papa destacou o poder das express\u00f5es art\u00edsticas nas emo\u00e7\u00f5es, na espiritualidade e na procura do \u00absentido profundo\u00bb da realidade vis\u00edvel.<\/p>\n<p>O Papa destacou no \u00faltimo dia de Agosto a import\u00e2ncia da arte nas emo\u00e7\u00f5es e na espiritualidade, tendo salientado que ela \u201c\u00e9 como uma porta aberta para o infinito, rumo a uma beleza e uma verdade que v\u00e3o para al\u00e9m do quotidiano\u201d.<\/p>\n<p>\u201cUma obra de arte \u00e9 o fruto da capacidade criativa do ser humano, que se interroga diante da realidade vis\u00edvel, procura desvelar o sentido profundo e comunic\u00e1-lo atrav\u00e9s da linguagem das formas, das cores, dos sons\u201d, afirmou Bento XVI.<\/p>\n<p>Na audi\u00eancia semanal concedida aos peregrinos reunidos no exterior da resid\u00eancia pontif\u00edcia de Castel Gandolfo, pr\u00f3ximo de Roma, o Papa sublinhou o poder de express\u00f5es art\u00edsticas como a escultura, pintura, poesia e m\u00fasica para despertar uma \u201cemo\u00e7\u00e3o \u00edntima\u201d e \u201cuma sensa\u00e7\u00e3o de alegria\u201d. Perante as obras de arte cada pessoa percebe que diante de si n\u00e3o est\u00e1 \u201capenas mat\u00e9ria, um fragmento de m\u00e1rmore ou de bronze, uma tela pintada, um conjunto de letras ou um amontoado de sons, mas qualquer coisa de maior, qualquer coisa que \u2018fala\u2019, capaz de tocar o cora\u00e7\u00e3o, de comunicar uma mensagem, de elevar a alma\u201d, referiu.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da vertente emocional, o Papa centrou-se na capacidade da arte em \u201cabrir os olhos da mente e do cora\u00e7\u00e3o\u201d para o transcendente: \u201cQuantas vezes as express\u00f5es art\u00edsticas s\u00e3o ocasi\u00e3o para nos recordarmos de Deus, para ajudar a nossa ora\u00e7\u00e3o ou para a convers\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Bento XVI falou de \u201cexpress\u00f5es art\u00edsticas que s\u00e3o verdadeiras estradas para Deus\u201d, tornando-se uma ajuda a crescer \u201cna rela\u00e7\u00e3o com ele, na ora\u00e7\u00e3o\u201d, mediante pe\u00e7as \u201cque nascem da f\u00e9 e exprimem a f\u00e9\u201d. \u201cQuando visitamos uma catedral g\u00f3tica \u2013 exemplificou \u2013 somos arrebatados pelas linhas verticais que se definem para o c\u00e9u e atraem para o alto o nosso olhar e o nosso esp\u00edrito, enquanto que ao mesmo tempo nos sentimos pequenos e todavia desejando a plenitude\u201d.<\/p>\n<p>A mesma inclina\u00e7\u00e3o ocorre ao escutar um trecho de m\u00fasica sacra, em que a alma \u201ctorna-se como que dilatada e \u00e9 ajudada a dirigir-se a Deus\u201d, ou quando as pinturas que manifestam a \u201cf\u00e9 do artista\u201d fazem crescer o \u201cdesejo de atingir a fonte de toda a beleza\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s citar o pintor Marc Chagall (1887-1985), que recordou a inspira\u00e7\u00e3o criativa proporcionada pelo \u201calfabeto colorido\u201d da B\u00edblia, o Papa recordou a convers\u00e3o do poeta, dramaturgo e diplomata franc\u00eas Paul Claudel, sucedida em 1886 na bas\u00edlica parisiense de Notre Dame, durante a missa de Natal.<\/p>\n<p>Ao escutar o canto do Magnificat, lembrou Bento XVI, o pensador apercebeu-se da presen\u00e7a divina, ele que \u201cn\u00e3o entrou na igreja por causa da f\u00e9 mas para procurar argumentos contra os crist\u00e3os, e em vez disso a gra\u00e7a de Deus operou no seu cora\u00e7\u00e3o\u201d. A alocu\u00e7\u00e3o terminou com um apelo para que as visitas aos \u201ctesouros art\u00edsticos\u201d n\u00e3o sejam \u201csomente ocasi\u00e3o de enriquecimento cultural, mas \u201ctamb\u00e9m momentos de gra\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Beleza que expressa Deus<\/p>\n<p>Lembro-me de um concerto de m\u00fasica de Johann Sebastian Bach, em Munique, dirigido por Leonard Bernstein. No fim do \u00faltimo trecho, uma das Cantatas, eu senti, n\u00e3o pelo racioc\u00ednio, mas no profundo do cora\u00e7\u00e3o, que aquilo que eu havia ouvido me tinha transmitido verdade, verdade do supremo compositor, e me impelia a agradecer a Deus. Ao meu lado estava o bispo luterano de Munique, e eu disse-lhe espontaneamente: \u201cOuvindo isto entende-se: \u00e9 verdade; \u00e9 verdadeira a f\u00e9 t\u00e3o forte, e a beleza que expressa irresistivelmente a presen\u00e7a da verdade de Deus\u201d.<\/p>\n<p>Bento XVI, excerto da alocu\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>de 31 de Agosto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Papa destacou o poder das express\u00f5es art\u00edsticas nas emo\u00e7\u00f5es, na espiritualidade e na procura do \u00absentido profundo\u00bb da realidade vis\u00edvel. 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