{"id":17927,"date":"2011-09-07T10:18:00","date_gmt":"2011-09-07T10:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17927"},"modified":"2011-09-07T10:18:00","modified_gmt":"2011-09-07T10:18:00","slug":"escultor-romao-junior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/escultor-romao-junior\/","title":{"rendered":"Escultor Rom\u00e3o J\u00fanior"},"content":{"rendered":"<p>Aveirenses Esquecidos <!--more--> O escultor Rom\u00e3o J\u00fanior marcou uma gera\u00e7\u00e3o de artistas pl\u00e1sticos aveirenses que, na d\u00e9cada de 1930, passaram pela antiga Escola Industrial Fernando Caldeira e que com ele aprenderam a modelar e a esculpir.<\/p>\n<p>Rom\u00e3o J\u00fanior contraria o velho ditado muito difundido nos meios art\u00edsticos que diz \u201cquem sabe, faz, quem n\u00e3o sabe, ensina\u201d, porque a par de uma carreira dedicada ao ensino, foi um ex\u00edmio criador, com uma actividade art\u00edstica \u00edmpar pontuada por obras que ainda hoje s\u00e3o de refer\u00eancia, n\u00e3o s\u00f3 em Aveiro como em outras zonas do pa\u00eds, nomeadamente na regi\u00e3o do Porto.<\/p>\n<p>(Jos\u00e9 da Maia) Rom\u00e3o J\u00fanior nasceu em Aveiro, no dia 30 de Outubro de 1878, cidade onde faleceu no dia 25 de Agosto de 1949. O pai, Jo\u00e3o da Maia Rom\u00e3o, foi um outro grande artista aveirense, facto que poder\u00e1 ter influenciado a sua apet\u00eancia pelas artes pl\u00e1sticas e que o levou a frequentar a Escola de Belas-Artes no Porto, onde seguiu os cursos de desenho, pintura e escultura. Naquela escola do Porto, Rom\u00e3o J\u00fanior foi companheiro de estudos de Carlos Mendes, outro grande nome das artes aveirenses, sobretudo na \u00e1rea da arquitectura.<\/p>\n<p>Na pintura, entre os mestres que mais o influenciaram destaca-se o grande pintor Marques de Oliveira, ainda hoje um nome de refer\u00eancia da pintura portuense, tal como acontece com a sua primeira esposa e alguns familiares desta. <\/p>\n<p>A envolv\u00eancia de Rom\u00e3o J\u00fanior no meio art\u00edstico portuense levou-o a conhecer a pintora Margarida Costa, com quem se casou. Esta artista era filha de outro pintor, J\u00falio Costa. Este J\u00falio Costa era, por seu turno, sobrinho de Ant\u00f3nio Jos\u00e9 da Costa, considerado, por muitos, como o mais not\u00e1vel pintor de flores portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Apesar de toda essa viv\u00eancia com pintores de prest\u00edgio, Rom\u00e3o J\u00fanior enveredou pela escultura, arte onde consolidou a sua carreira art\u00edstica. Ainda na sua fase inicial de escultor, Rom\u00e3o J\u00fanior participou, no Porto, em algumas exposi\u00e7\u00f5es, sendo distinguido pela cr\u00edtica. Um dos momentos altos dessa fase da sua carreira ocorreu em 1908, quando a fam\u00edlia Costa, para a qual entrou pelo casamento, bastante conceituada nos meios art\u00edsticos do Porto, realizou uma exposi\u00e7\u00e3o colectiva no Ateneu Comercial do Porto, mostra onde apresentou as suas esculturas, enquanto Ant\u00f3nio Jos\u00e9 da Costa, J\u00falio Costa e Margarida Costa expuseram pintura.<\/p>\n<p>Mais tarde fixou-se em Aveiro. Em meados da d\u00e9cada de 1920, Rom\u00e3o J\u00fanior passou a exercer o cargo de mestre de modela\u00e7\u00e3o na Escola Industrial e Comercial de Fernando Caldeira Um dos seus disc\u00edpulos foi o escultor aveirense Jo\u00e3o Calisto, tamb\u00e9m ele um ex\u00edmio modelador.    <\/p>\n<p>Obra p\u00fablica em Aveiro <\/p>\n<p>e P\u00f3voa do Varzim<\/p>\n<p>Como escultor, Rom\u00e3o J\u00fanior deixou numerosos trabalhos, incluindo alguns monumentos p\u00fablicos em diversos pontos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Da sua primeira fase art\u00edstica destaca-se o monumento ao Cego de Maio, na P\u00f3voa de Varzim, e o busto de Manuel Firmino de Almeida Maia, que se encontra frente ao Mercado Municipal Manuel Firmino, em Aveiro, bem como os bustos do jornalista Oliveira Alvarenga e do general Jo\u00e3o de Almeida (este, num quartel da cidade da Guarda). Tamb\u00e9m s\u00e3o da sua autoria os medalh\u00f5es de E\u00e7a de Queir\u00f3s, Camilo, Antero, Te\u00f3filo Braga, Guerra Junqueiro e Tom\u00e1s Ribeiro, que se encontram na hist\u00f3rica Livraria Lello, Porto. Dessa \u00e9poca s\u00e3o tamb\u00e9m os pequenos medalh\u00f5es-retrato de Guerra Junqueiro no Museu Municipal Dr. Santos Rocha, da Figueira da Foz, e de Manuel de Arriaga; os baixos-relevos Cavaleiro Negro, Prociss\u00e3o da Mis\u00e9ria, Quatro Evangelistas (na capela de M\u00f5es, Castro Daire) e um baixo-relevo no monumento aos Vencidos do 31 de Janeiro, no Prado do Repouso, Porto, e ainda um trabalho em terracota que representa a fam\u00edlia de Ant\u00f3nio Jos\u00e9 da Costa.<\/p>\n<p>Pouco antes de 1930, uma doen\u00e7a impossibilitou Rom\u00e3o J\u00fanior de utilizar a m\u00e3o direita, facto que n\u00e3o o impediu de aprender a modelar com a m\u00e3o esquerda. Desta segunda fase, e entre outros, s\u00e3o os seguintes trabalhos: medalh\u00e3o de M\u00e1rio Duarte, medalh\u00f5es-retratos de Jo\u00e3o Grave (em Vagos), Homem Cristo (no Jardim-Escola \u201cJo\u00e3o de Deus\u201d, Lisboa) e de Alberto Soares Machado, e ainda os bustos da Rep\u00fablica (na Escola Industrial de Aveiro) e do pr\u00f3prio Rom\u00e3o J\u00fanior (auto-retrato).<\/p>\n<p>Jo\u00e3o da Maia Rom\u00e3o<\/p>\n<p>Jo\u00e3o da Maia Rom\u00e3o, pai de Rom\u00e3o J\u00fanior, foi professor de desenho no antigo Liceu Nacional de Aveiro, a partir da d\u00e9cada de 1860. Foi um grande amigo de Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o. Tendo presidido \u00e0 comiss\u00e3o que erigiu o monumento \u00e0quele famoso parlamentar aveirense, sendo o autor do pedestal, ou seja, da parte arquitect\u00f3nica desse monumento que se ergue frente aos Pa\u00e7os do Concelho de Aveiro.<\/p>\n<p>Dos muitos edif\u00edcios projectados por Jo\u00e3o da Maia Rom\u00e3o, destaca-se os Pa\u00e7os do Concelho de Estarreja. A constru\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel do Governo Civil de Aveiro teve o seu acompanhamento t\u00e9cnico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aveirenses Esquecidos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-17927","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17927"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17927\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}