{"id":17947,"date":"2011-09-14T09:43:00","date_gmt":"2011-09-14T09:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17947"},"modified":"2011-09-14T09:43:00","modified_gmt":"2011-09-14T09:43:00","slug":"educar-no-perdao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/educar-no-perdao\/","title":{"rendered":"Educar no perd\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O Mundo, ainda incr\u00e9dulo, recordou, no passado domingo, as imagens tr\u00e1gicas daquela manh\u00e3 de 11 de Setembro de 2001. E evocou, emocionado, aquelas quase tr\u00eas mil pessoas que irracionais atitudes de vingan\u00e7a pulverizaram ou reduziram a irreconhec\u00edveis restos carbonizados.<\/p>\n<p>Impressionou o sil\u00eancio, o enunciar sobrecarregado de emo\u00e7\u00e3o dos nomes das v\u00edtimas, a parcim\u00f3nia das palavras humanas, o lugar s\u00f3brio mas oportuno da Palavra de Deus, a admira\u00e7\u00e3o pelas centenas dos que foram em socorro e se juntaram ao n\u00famero dos tombados na chacina.<\/p>\n<p>Durante todo esse cerimonial, atrav\u00e9s do mundo inteiro, em milhares de igrejas, escutadas por milh\u00f5es e milh\u00f5es de crist\u00e3os, proclamava-se um bel\u00edssimo texto de Ben-Sir\u00e1, cuja s\u00edntese perfeita poder\u00e1 ser: \u201c\u00c9 imposs\u00edvel apelar para Deus e para a Alian\u00e7a, obter o perd\u00e3o dos pr\u00f3prios pecados, quando n\u00e3o se \u00e9 capaz de perdoar aos outros\u201d. Ou seja: n\u00e3o se pode acolher o Amor absoluto que \u00e9 Deus num cora\u00e7\u00e3o ensombrado pelo \u00f3dio, possu\u00eddo pelo rancor e pela sede de vingan\u00e7a\u2026<\/p>\n<p>E n\u00e3o apenas uma vez, nem duas, nem sete! Mas setenta vezes sete, isto \u00e9, sempre, como o dizia Jesus a Pedro, no evangelho desse domingo. E a par\u00e1bola do \u201cservo mau\u201d retrata bem que a nossa d\u00edvida para com Deus \u00e9 insolvente, em compara\u00e7\u00e3o com as afrontas que nos possam fazer os outros. Apesar disso, o Seu Amor permanece intacto, \u201csempre disposto a perdoar a quem recorre \u00e0 Sua ternura infinita\u201d, de cora\u00e7\u00e3o l\u00edmpido e sem qualquer reserva em rela\u00e7\u00e3o a ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>E se os crist\u00e3os levassem a s\u00e9rio esta originalidade da sua f\u00e9, que \u00e9 o perd\u00e3o? O Mundo n\u00e3o estaria bem diferente? Pouca gente mentir\u00e1 tanto como n\u00f3s, repetindo diariamente \u201cperdoai-nos as nossas ofensas, assim como n\u00f3s perdoamos a quem nos tem ofendido\u201d e mantendo um cora\u00e7\u00e3o cheio de inveja, atravancado por diferendos mesquinhos, com desejos incontidos de vingan\u00e7a, \u00e0s vezes dentro da pr\u00f3pria casa, no c\u00edrculo do parentesco de sangue.<\/p>\n<p>O terrorismo vive no cora\u00e7\u00e3o da pessoa humana. Jesus indicou o rem\u00e9dio para ele: \u201cFazei bem aos que vos ofendem; orai pelos que vos fazem mal\u201d. Mas s\u00f3 a intimidade com o Amor absoluto nos dar\u00e1 a for\u00e7a para isso! O rancor e a ira geram a viol\u00eancia, o terrorismo. O perd\u00e3o gera a harmonia e a paz!<\/p>\n<p>Vale a pena aprender e ensinar a perdoar e a aceitar o perd\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Mundo, ainda incr\u00e9dulo, recordou, no passado domingo, as imagens tr\u00e1gicas daquela manh\u00e3 de 11 de Setembro de 2001. 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