{"id":17994,"date":"2011-09-14T10:27:00","date_gmt":"2011-09-14T10:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17994"},"modified":"2011-09-14T10:27:00","modified_gmt":"2011-09-14T10:27:00","slug":"conta-me-a-tua-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/conta-me-a-tua-historia\/","title":{"rendered":"Conta-me a tua hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>Revista <!--more--> Revista Pastoral Catequ\u00e9tica<\/p>\n<p>Maio \u2013 Agosto de 2011<\/p>\n<p>152 p\u00e1ginas<\/p>\n<p>Os textos deste n\u00famero da revista \u201cPastoral Catequ\u00e9tica\u201d resultam de dois momentos distintos, o 50.\u00ba Encontro Nacional da Catequese, realizado na Guarda, em Abril de 2010, e o Congresso da Equipa Europeia da Catequese. Os conte\u00fados interessar\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 aos participantes nos encontros e aos catequistas em geral, mas tamb\u00e9m a todos aqueles que se preocupam com a transmiss\u00e3o da f\u00e9. Como diz D. Jos\u00e9 Policarpo no primeiro texto deste n\u00famero, \u201ceu nunca fui \u00abcatequista\u00bb, e, no entanto, sou o primeiro catequista da Igreja a que presido como Pastor\u201d.<\/p>\n<p>O grosso da revista \u00e9 constitu\u00eddo por tr\u00eas artigos de Enzo Biemmi, italiano, irm\u00e3o da Congrega\u00e7\u00e3o dos Irm\u00e3os da Santa Fam\u00edlia e presidente da Equipa Europeia de Catequese. Na Guarda, falando dos desafios da seculariza\u00e7\u00e3o na Europa \u2013 nem tudo anda \u00e0 mesma velocidade \u2013 real\u00e7ou que todos precisam de um estilo de cristianismo que seja \u201cuma proposta de liberdade\u201d, \u201cuma proposta na gratuidade\u201d, um \u201ccristianismo da gra\u00e7a\u201d. No mesmo encontro deixou um recado aos pessimistas da f\u00e9 e aos que anseiam pela cristandade que j\u00e1 passou, que s\u00e3o geralmente os que t\u00eam medo do tempo presente: \u201cAcredito que temos diante de n\u00f3s uma bel\u00edssima \u00e9poca para a f\u00e9. N\u00e3o devemos sentir saudades da sociedade de cristandade. Devemos, sim, deixar os nossos olhos encantarem-se com o reconhecimento da ac\u00e7\u00e3o de Deus nos homens e mulheres de hoje. H\u00e1, \u00e0 nossa volta, uma floresta de pessoas em busca de Deus. N\u00e3o se encontra dentro das nossas igrejas. Est\u00e3o imersos na vida com as suas alegrias e as suas dores. Procuram raz\u00f5es para amar e ter esperan\u00e7a. Est\u00e3o prontos para acolher o evangelho da gra\u00e7a, da gratuidade, da gratid\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 o fim do cristianismo, \u00e9 apenas o fim da forma sociol\u00f3gica do cristianismo. O cristianismo que o Esp\u00edrito Santo prepara diante de n\u00f3s est\u00e1 para al\u00e9m das nossas expectativas mais belas. Aceitamos confiar na ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito e dar a nossa contribui\u00e7\u00e3o para que \u00abo seu reino venha\u00bb\u201d.<\/p>\n<p>Arte de narrar<\/p>\n<p>Na segunda parte da revista, nas comunica\u00e7\u00f5es do encontro europeu realizado em Crac\u00f3via, Pol\u00f3nia, o tema geral \u00e9 a dimens\u00e3o narrativa da catequese. Em resumo, como a catequese crist\u00e3 consiste em anunciar Jesus Cristo, em relatar como Ele transforma a nossa vida e pode transformar a de quem nos ouve, \u00e9 essencialmente narra\u00e7\u00e3o. \u201cDeus pede para ser contado\u201d, escreve-se. E ainda: \u201cA f\u00e9 crist\u00e3 n\u00e3o possui apenas uma estrutura narrativa, mas pede tamb\u00e9m que a comunica\u00e7\u00e3o seja narrativa\u201d. Quer isto dizer que a melhor forma da fazer catequese \u00e9 contar uma hist\u00f3ria? Sem d\u00favida \u2013 o que \u00e9 uma \u00f3ptima not\u00edcia, quando com tanta preocupa\u00e7\u00e3o com powerpoints, facebooks e outros dispositivos quase se esquece que o mais importante \u00e9 o conte\u00fado transmitido na narrativa, o \u201cacontecimento\u201d, com a imprescind\u00edvel presen\u00e7a f\u00edsica. Por isso, o bom catequista deveria ser aquele que domina bem as formas de narra\u00e7\u00e3o. H\u00e1 v\u00e1rias, com v\u00e1rios estilos e para v\u00e1rias finalidades, como mostra Monika Scheidler no artigo \u201cA narra\u00e7\u00e3o biogr\u00e1fica e a narra\u00e7\u00e3o de orienta\u00e7\u00e3o tradicional como formas elementares de aprendizagem da catequese\u201d.<\/p>\n<p>De facto as boas hist\u00f3rias bem narradas t\u00eam um grande poder, como recorda Timothy Radcliffe (em \u201cPorqu\u00ea ir \u00e0 Igreja\u201d, ed. Paulinas, p\u00e1g. 77) a partir de uma hist\u00f3ria cl\u00e1ssica do juda\u00edsmo: <\/p>\n<p>\u201cUm rabi judeu contou esta hist\u00f3ria a prop\u00f3sito do seu av\u00f4, que fora disc\u00edpulo do famoso rabi Baal Shem Tov. Disse ele: \u00abO meu av\u00f4 estava paralisado. Uma vez, pediram-lhe para contar uma hist\u00f3ria acerca do seu mestre e, ent\u00e3o, narrou como o vener\u00e1vel Baal Shem Tov costumava saltitar e dan\u00e7ar durante a ora\u00e7\u00e3o. O meu av\u00f4 levantou-se, enquanto contava a hist\u00f3ria, e a narra\u00e7\u00e3o espica\u00e7ou-o tanto que ele teve de saltar e dan\u00e7ar, para mostrar como o mestre fizera. A partir daquele momento ficou curado. Eis como as hist\u00f3rias se deveriam narrar\u00bb\u201d. Radcliffe acrescenta que \u201cele fica curado porque conta a hist\u00f3ria a outras pessoas\u201d. O catequista sabe que quando faz boa catequese \u00e9 ele o primeiro catequizado.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-17994","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-livros-e-multimedia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17994","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17994"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17994\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17994"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17994"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17994"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}