{"id":17999,"date":"2011-09-14T10:37:00","date_gmt":"2011-09-14T10:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=17999"},"modified":"2011-09-14T10:37:00","modified_gmt":"2011-09-14T10:37:00","slug":"experimentemos-convencer-sem-esmagar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/experimentemos-convencer-sem-esmagar\/","title":{"rendered":"Experimentemos convencer sem esmagar"},"content":{"rendered":"<p>10 ideias para comunicar a f\u00e9 <!--more--> Quem quer comunicar a experi\u00eancia crist\u00e3 precisa de conhecer a f\u00e9 que deseja transmitir, e precisa de conhecer tamb\u00e9m as regras de jogo da comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica. H\u00e1 princ\u00edpios a seguir. Sobre a mensagem que se quer difundir; sobre a pessoa que comunica; e sobre o modo de transmitir.<\/p>\n<p>MENSAGEM<\/p>\n<p>Primeiro. A mensagem deve ser positiva. Os p\u00fablicos recebem informa\u00e7\u00f5es muito variadas, e prestam aten\u00e7\u00e3o aos protestos e \u00e0s cr\u00edticas. Mas, acima de tudo, aderem a projectos, propostas e causas positivas.<\/p>\n<p>Segundo. A mensagem deve ser relevante, com significado para quem ouve, e n\u00e3o apenas para quem fala.<\/p>\n<p>Terceiro. A mensagem deve ser clara. A comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 principalmente o que o emissor diz, mas o que o destinat\u00e1rio ouve. Para comunicar \u00e9 preciso evitar os argumentos complexos e as palavras obscuras.<\/p>\n<p>PESSOA<\/p>\n<p>Primeiro. O destinat\u00e1rio aceita a mensagem que vem de uma pessoa ou organiza\u00e7\u00e3o que mere\u00e7a credibilidade. A credibilidade apoia-se na veracidade e na integridade moral. Por isso, a mentira e a suspeita anulam a comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo. Empatia. A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o entre pessoas, com pontos de vista, sentimentos e emo\u00e7\u00f5es. Falar de modo frio aumenta a dist\u00e2ncia. A empatia n\u00e3o \u00e9 renunciar \u00e0s convic\u00e7\u00f5es pessoais, mas imaginar-se na pele do outro. <\/p>\n<p>Terceiro. Cortesia. Se n\u00e3o respeitarmos as formas, corremos o risco de que a proposta crist\u00e3 seja vista como mais uma das posi\u00e7\u00f5es radicais que andam por a\u00ed. A clareza n\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel com a amabilidade. Com amabilidade \u00e9 poss\u00edvel conversar; sem amabilidade o fracasso fica garantido.<\/p>\n<p>MODO DE COMUNICAR<\/p>\n<p>Primeiro. Profissionalismo. Cada campo do saber tem a sua metodologia; cada actividade, as suas regras; e cada profiss\u00e3o, a sua l\u00f3gica. Isto aplica-se \u00e0s ac\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo. Transversalidade. O profissionalismo \u00e9 imprescind\u00edvel quando um debate afecta as convic\u00e7\u00f5es religiosas. A transversalidade \u00e9 imprescind\u00edvel quando um debate afecta as convic\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Terceiro. Gradualidade. As tend\u00eancias sociais nascem, crescem, desenvolvem-se, alteram-se e morrem. Em consequ\u00eancia, a comunica\u00e7\u00e3o de ideias tem muito a ver com a \u201cagricultura\u201d: semear, regar, podar, limpar, esperar, antes de colher.<\/p>\n<p>O fen\u00f3meno da seculariza\u00e7\u00e3o consolidou-se ao longo dos \u00faltimos s\u00e9culos. Processos de longa gesta\u00e7\u00e3o n\u00e3o se resolvem em anos, meses ou semanas. <\/p>\n<p>O Cardeal Ratzinger dizia que a nossa vis\u00e3o do mundo costuma seguir um paradigma \u201cmasculino\u201d, onde o importante \u00e9 a ac\u00e7\u00e3o, a efic\u00e1cia, a programa\u00e7\u00e3o e a rapidez. E conclu\u00eda que conv\u00e9m dar mais espa\u00e7o a um paradigma \u201cfeminino\u201d, porque a mulher sabe que tudo o que tem a ver com a vida requer espera, paci\u00eancia.<\/p>\n<p>*  *  * <\/p>\n<p>A estes 9 princ\u00edpios junta-se um outro, que afecta a todos eles. O princ\u00edpio da caridade. A caridade \u00e9 o conte\u00fado, o m\u00e9todo e o estilo da comunica\u00e7\u00e3o da f\u00e9. A caridade d\u00e1 credibilidade, empatia, e amabilidade \u00e0s pessoas que comunicam. E \u00e9 a for\u00e7a que permite agir de forma paciente, integradora e aberta. Porque o mundo em que vivemos \u00e9 tamb\u00e9m com excessiva frequ\u00eancia um mundo duro e frio, onde muitas pessoas se sentem exclu\u00eddas e maltratadas e sonham por um pouco de luz e calor. Neste mundo, o grande argumento dos cat\u00f3licos \u00e9 a caridade.<\/p>\n<p>Pedro Gil<\/p>\n<p>(Resumo de um texto de Juan Manuel Mora, da Universidade de Navarra, Espanha, publicado no \u201cL\u2019Osservatore Romano\u201d de 21 de Agosto de 2011)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>10 ideias para comunicar a f\u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-17999","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17999","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17999"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17999\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17999"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17999"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17999"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}