{"id":18019,"date":"2011-09-21T09:29:00","date_gmt":"2011-09-21T09:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18019"},"modified":"2011-09-21T09:29:00","modified_gmt":"2011-09-21T09:29:00","slug":"rumo-seguro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/rumo-seguro\/","title":{"rendered":"Rumo seguro"},"content":{"rendered":"<p>O Pa\u00eds necessita de verdade, realismo, sensatez e trabalho, para recuperar a esperan\u00e7a, para relan\u00e7ar o gosto de uma vida activa e solid\u00e1ria. N\u00e3o h\u00e1 outro caminho para devolver \u00e0s pessoas o sentido da sua dignidade, a convic\u00e7\u00e3o da sua capacidade e responsabilidade na constru\u00e7\u00e3o do bem comum.<\/p>\n<p>P\u00e3o e circo \u00e9, desde sempre, o segredo da aliena\u00e7\u00e3o do povo. De m\u00faltiplas formas, desde as arenas \u00e0s \u201ccasas de segredos\u201d. O poder sempre descobriu ou deu passagem a truques que distraiam as gentes dos grandes problemas.<\/p>\n<p>Isso mesmo! Quando vivemos num emaranhado de segredos e mist\u00e9rios, que nos surpreendem em cada dia, que oneram a cada instante o tit\u00e2nico esfor\u00e7o de sair da crise, em vez de se desenvolverem programas de educa\u00e7\u00e3o para o trabalho e para a verdade, mais de um milh\u00e3o de portugueses prende-se a um jogo de facilidade, de fingimento, de segredo e de mentira, de sonhos e ilus\u00f5es, procurado por dezenas de milhares de cidad\u00e3os, com uma selec\u00e7\u00e3o final de \u201c\u00eddolos\u201d cujos objectivos de vida n\u00e3o s\u00e3o propriamente propostas de dignifica\u00e7\u00e3o da pessoa humana nem de empenho decidido e solid\u00e1rio em busca de futuro.<\/p>\n<p>Por que raz\u00e3o h\u00e3o-de os pobres suportar os excessivos cortes, que chegam a atingir o essencial da vida, enquanto se esbanja descaradamente, quer em projectos megal\u00f3manos, quer em espect\u00e1culos de milh\u00f5es, quer em neg\u00f3cios subterr\u00e2neos milion\u00e1rios?&#8230; N\u00e3o h\u00e1 uma autoridade defensora do bem comum que possa entrar nesses mundos e impor regras que respeitem e eduquem para o bem da Comunidade nacional?&#8230;<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que nunca foram as grandes fortunas que fizeram as obras de relevo. Foram sempre as migalhas do povo que encheram os celeiros do reino; foi sempre a for\u00e7a do homem comum que ergueu as obras de vulto; foi sempre a solidariedade do povo que encontrou sa\u00eddas para as crises, econ\u00f3micas, sociais e pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Os tempos mudaram. Teoricamente passou o tempo das ditaduras e tiranias; a democracia apregoa-se como a maior conquista da modernidade\u2026 Mas a delega\u00e7\u00e3o de poderes n\u00e3o acerta sen\u00e3o raras vezes em pessoas honestamente decididas a servir, em vez de se servirem do mandato confiado.<\/p>\n<p>Come\u00e7am a escassear as oportunidades para se encontrar um rumo seguro de esperan\u00e7a. E uma das pistas ser\u00e1 comprometer todos os intervenientes educativos &#8211; meios de comunica\u00e7\u00e3o social, fam\u00edlias, organiza\u00e7\u00f5es c\u00edvicas e religiosas, escolas\u2026 &#8211; em sinergias que desag\u00faem em propostas de valores nobres. E o tempo para isso \u00e9 sempre menor do que pensamos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pa\u00eds necessita de verdade, realismo, sensatez e trabalho, para recuperar a esperan\u00e7a, para relan\u00e7ar o gosto de uma vida activa e solid\u00e1ria. N\u00e3o h\u00e1 outro caminho para devolver \u00e0s pessoas o sentido da sua dignidade, a convic\u00e7\u00e3o da sua capacidade e responsabilidade na constru\u00e7\u00e3o do bem comum. 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