{"id":1807,"date":"2010-06-16T09:52:00","date_gmt":"2010-06-16T09:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1807"},"modified":"2010-06-16T09:52:00","modified_gmt":"2010-06-16T09:52:00","slug":"inscriptio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/inscriptio\/","title":{"rendered":"Inscriptio"},"content":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 38 <!--more--> Este termo, usado como forma de consagra\u00e7\u00e3o elevada no Movimento Apost\u00f3lico de Schoenstatt, mas tamb\u00e9m presente na vida de muitos crist\u00e3os, embora n\u00e3o de modo t\u00e3o expl\u00edcito, significa que eu me entrego a Deus, n\u00e3o s\u00f3 para que Ele escreva em mim a sua hist\u00f3ria, como se eu fosse uma carta branca, mas para que Ele me envie todos os sofrimentos que sonhou para mim, mesmo aqueles de que eu tenho medo. Linguagem incompreens\u00edvel para o mundo, que quer um Jesus saud\u00e1vel e n\u00e3o penitente, um Jesus sorridente mas n\u00e3o exigente. E que, sobretudo, nada quer com o sofrimento.<\/p>\n<p>De facto, o sofrimento, por si mesmo, n\u00e3o tem nenhum valor. Quando muito, ele purifica e at\u00e9 educa o homem. Bem diz S. Jo\u00e3o da Cruz: Que sabe aquele que nunca sofreu? Mas a dor s\u00f3 tem raz\u00e3o universal de ser \u00e0 luz de Cristo crucificado, que ressuscitou. S\u00f3 tem sentido diante de um crucifixo, que sabemos ser porta para a ressurrei\u00e7\u00e3o. A cruz e a ressurrei\u00e7\u00e3o est\u00e3o unidas. S\u00f3 desse modo podemos entender o mist\u00e9rio da dor e da morte. E, claro, com muita ora\u00e7\u00e3o de contempla\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio de Cristo, diante do Pai e diante dos homens. Por isso, o crist\u00e3o vai crescendo na compreens\u00e3o da sua vida e vai entendendo o que S. Paulo quer dizer ao afirmar que s\u00f3 com muitas tribula\u00e7\u00f5es se alcan\u00e7a o Reino dos C\u00e9us.<\/p>\n<p>Claro que o aborto, a eutan\u00e1sia e certas formas de limita\u00e7\u00e3o da natalidade s\u00e3o vistos \u00e0 luz de se evitar sofrer e que muitos pais t\u00eam horror em ter um filho deficiente. Entende-se, mas, \u00e0 luz da f\u00e9, n\u00e3o h\u00e1 acasos e para cada dor existe a gra\u00e7a correspondente para levar a cruz.<\/p>\n<p>Se os homens entendessem a vida numa linha de \u201cinscriptio\u201d, muitos jamais se divorciariam. N\u00e3o que se justifique o crime de agress\u00e3o do c\u00f4njuge, que, por si, \u00e9 conden\u00e1vel. Mas \u00e9 necess\u00e1rio saber superar as diferen\u00e7as e aceit\u00e1-las, j\u00e1 que levam a tanta satura\u00e7\u00e3o, por vezes ap\u00f3s poucos dias e meses de casamento. N\u00e3o se quer sofrer, nem renunciar, nem abdicar de direitos ou pseudo direitos. O homem n\u00e3o reza e suas op\u00e7\u00f5es s\u00e3o \u00e0s cegas. N\u00e3o consultam Deus sobre as decis\u00f5es a tomar. Casa-se porque se gosta\u2026 Seguem-se os ventos da moda\u2026 O sacrif\u00edcio n\u00e3o entra nos nossos planos. Ent\u00e3o, andamos como zumbis, sem saber qual \u00e9 o nosso lugar, por n\u00e3o nos sentirmos bem em lugar nenhum. Por isso, deixar Deus agir e estar atento ao que Ele me diz em cada circunst\u00e2ncia, por dif\u00edcil que seja, ajuda a entender que nossa vida n\u00e3o \u00e9 determinada por uma for\u00e7a invenc\u00edvel, mas corresponde a um plano de amor que exige a minha colabora\u00e7\u00e3o incondicional e que me levar\u00e1 a uma identifica\u00e7\u00e3o com o Jesus da Cruz e, num dia sem ocaso, com o Jesus da Gl\u00f3ria. A palavra-chave criou e recriou o mundo:  \u201cFiat\u201d (\u201cFa\u00e7a-se\u201d).<\/p>\n<p>P.e Vitor Espadilha<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Po\u00e7o de Jacob &#8211; 38<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-1807","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1807","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1807"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1807\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1807"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1807"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1807"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}