{"id":18132,"date":"2011-10-06T09:25:00","date_gmt":"2011-10-06T09:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18132"},"modified":"2011-10-06T09:25:00","modified_gmt":"2011-10-06T09:25:00","slug":"a-familia-tem-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-familia-tem-futuro\/","title":{"rendered":"A fam\u00edlia tem futuro?"},"content":{"rendered":"<p>Painel*<\/p>\n<p>* Todas as semanas o Correio do Vouga lan\u00e7a uma pergunta e pede a quatro pessoas que respondam.<\/p>\n<p> <!--more--> Francisco Martins<\/p>\n<p>Padre, director do Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar<\/p>\n<p>Tem futuro, mas mesmo no presente est\u00e1 amea\u00e7ada. Ainda que seja a c\u00e9lula vital da sociedade, n\u00e3o se lhe d\u00e1 o lugar e a import\u00e2ncia devida.<\/p>\n<p>H\u00e1 legisla\u00e7\u00e3o que n\u00e3o protege os seus direitos e deveres, que n\u00e3o protege a vida. A fiscalidade n\u00e3o traz vantagens \u00e0 fam\u00edlia, pelo contr\u00e1rio, prejudica-a. Os hor\u00e1rios e a legisla\u00e7\u00e3o do trabalho podem dificultar a vida da fam\u00edlia, levando ao desencontro do casal e a dificuldades na educa\u00e7\u00e3o dos filhos.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia \u00e9 a base da sociedade, \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o que a suporta, mas valoriza-se o individual, esquece-se que cada pessoa tem uma fam\u00edlia, pelo menos da retaguarda.<\/p>\n<p>S\u00f3nia Neves<\/p>\n<p>Jornalista da Ecclesia, casada h\u00e1 um m\u00eas<\/p>\n<p>Acredito absolutamente no futuro da fam\u00edlia. Pessoalmente, penso que a fam\u00edlia tem de come\u00e7ar por ser um sonho, antes de passar pelo casamento e pela gera\u00e7\u00e3o de novos membros. Concretizar o sonho \u00e9 realizar a voca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se tivemos uma fam\u00edlia como base, que nos levou por caminhos em que acreditamos e que nos fizeram bem, que nos levou \u00e0 igreja pela primeira vez, que gosta de n\u00f3s, que nos acarinhou e caminha connosco, que nos vai aparando nas quedas, ent\u00e3o come\u00e7amos a sonhar em ter a nossa pr\u00f3pria fam\u00edlia, j\u00e1 que ela foi o grande exemplo da nossa vida. E pensamos: \u201cEu tamb\u00e9m quero uma assim\u201d.<\/p>\n<p>Filipe Tavares<\/p>\n<p>Professor de EMRC, pais de duas crian\u00e7as<\/p>\n<p>Penso que a fam\u00edlia \u00e9 o \u00fanico futuro para a sociedade, num mundo cada vez mais ego\u00edsta. S\u00f3 no seio do amor, s\u00f3 no seio da fam\u00edlia, eu e cada um de n\u00f3s podemos crescer. A pessoa s\u00f3 pode ser no seio do amor.<\/p>\n<p>Onde s\u00f3 predomina o econ\u00f3mico, dificilmente surge o novo ser. A pessoa \u00e9 dom que n\u00e3o surge do pagamento do que quer que seja: \u201cAgora passa para c\u00e1 xis, porque eu te gerei e gastei em ti xis\u201d. N\u00e3o \u00e9 assim que funciona a fam\u00edlia, porque \u00e9 espa\u00e7o de gratuidade e amor, de apoio m\u00fatuo e felicidade. Se na sociedade predomina o lucro, mais temos de ser, como fam\u00edlia, comunidade de amor.<\/p>\n<p>Cristina Ribau<\/p>\n<p>Empres\u00e1ria, m\u00e3e de quatro meninas<\/p>\n<p>Quando se investiu uma vida inteira neste projecto de amor e se tentou fazer de cada dia uma partilha das raz\u00f5es do nosso cora\u00e7\u00e3o com os filhos, s\u00f3 podemos acreditar que atrav\u00e9s deles o mundo ir\u00e1 colher o que plant\u00e1mos. Acredito nos valores que as fam\u00edlias, e em especial as fam\u00edlias crist\u00e3s, diariamente ajudam a nascer nas crian\u00e7as e nos jovens: gratid\u00e3o, partilha, ren\u00fancia, trabalho, amor, esperan\u00e7a&#8230; Acredito muito nos jovens que vejo a lutar por um projecto de vida com sentido. Se abandonarmos a pretens\u00e3o de colocar a seguran\u00e7a da fam\u00edlia numa conta banc\u00e1ria e percebermos que podemos viver com muito menos e de modo menos ego\u00edsta, ent\u00e3o, esta crise, essencialmente de valores, cumpriu o seu papel ao p\u00f4r-nos perante o essencial da vida. Acredito, ainda, porque Deus jamais abandonou a hist\u00f3ria e tamb\u00e9m n\u00e3o ir\u00e1 faz\u00ea-lo agora. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Painel* * Todas as semanas o Correio do Vouga lan\u00e7a uma pergunta e pede a quatro pessoas que respondam.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-18132","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18132","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18132"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18132\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18132"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18132"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18132"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}