{"id":18210,"date":"2011-10-06T10:16:00","date_gmt":"2011-10-06T10:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18210"},"modified":"2011-10-06T10:16:00","modified_gmt":"2011-10-06T10:16:00","slug":"carta-a-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/carta-a-deus\/","title":{"rendered":"Carta a Deus"},"content":{"rendered":"<p>Texto <!--more--> Pai, amo-te mais que tudo.<\/p>\n<p>Antes de tudo, porque \u00e9s aquele que pode dizer EU SOU. E t\u00ea-lo percebido quando tinha dezasseis ou dezoito anos faz com que, aos noventa e tr\u00eas anos, eu continue a viver disso.<\/p>\n<p>Amo-te mais que tudo. Porque:<\/p>\n<p>&#8211; ao homem que, ao longo de toda a evolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o cessa de se julgar suficiente, d\u00e1s Jesus, o Verbo, para provar que o homem n\u00e3o se basta;<\/p>\n<p>&#8211; enquanto nos estafamos por querer n\u00fameros, Tu d\u00e1s o indiz\u00edvel que, na H\u00f3stia da Eucaristia, se torna mais forte que a d\u00favida;<\/p>\n<p>&#8211; na atmosfera sufocante, substituis o sopro, spiritus, do Esp\u00edrito Santo que nasce da uni\u00e3o do Pai e do Verbo amando-se em que nos banhamos.<\/p>\n<p>Sim, Tu \u00e9s o meu amor.<\/p>\n<p>N\u00e3o suporto viver t\u00e3o longe a n\u00e3o ser com esta certeza em mim: quer se creia quer n\u00e3o, morrer \u00e9 Encontro.<\/p>\n<p>Amo-te mais que tudo.<\/p>\n<p>Sim, mas&#8230; Para ser crente cred\u00edvel, \u00e9 preciso que todos \u00e0 minha volta saibam que n\u00e3o aceito, que nunca poderei aceitar a perman\u00eancia do Mal.<\/p>\n<p>SER, Tu \u00e9s dono da manuten\u00e7\u00e3o ou da cessa\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de tudo o que existe. Ent\u00e3o, se tens o poder de fazer cessar, como se entende que o Mal subsista?<\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o de Jesus n\u00e3o culmina com \u00abMas livrai-nos do Mal\u00bb?<\/p>\n<p>Obrigado, Pai, por me teres ajudado a rejeitar, o que seria uma trapa\u00e7a, \u00abcrer\u00bb como se eu fosse indiferente \u00e0 perpetua\u00e7\u00e3o do Mal, n\u00e3o s\u00f3 neste mundo, mas tamb\u00e9m al\u00e9m do tempo.<\/p>\n<p>Crente, amante, n\u00e3o posso deixar de ser este \u00abcrente apesar de tudo\u00bb, quer dizer, que n\u00e3o compreende nada.<\/p>\n<p>Muitos dos meus irm\u00e3os humanos continuam na fronteira de te amar, afastados pela necessidade deste \u00abapesar de tudo\u00bb. Tem piedade deles e tem piedade do Universo.<\/p>\n<p>Pai, desde h\u00e1 muito, espero viver na tua PRESEN\u00c7A total que \u00e9, nunca duvidei, apesar de tudo, AMOR.<\/p>\n<p>Abb\u00e9 Pierre (1912-2007)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-18210","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18210"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18210\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}