{"id":18218,"date":"2011-10-12T09:18:00","date_gmt":"2011-10-12T09:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18218"},"modified":"2011-10-12T09:18:00","modified_gmt":"2011-10-12T09:18:00","slug":"o-que-aprendeu-com-o-voluntariado-missionario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-que-aprendeu-com-o-voluntariado-missionario\/","title":{"rendered":"O que aprendeu com o voluntariado mission\u00e1rio?"},"content":{"rendered":"<p>Painel <!--more--> Pedro Neto<\/p>\n<p>Dirigente da Orbis e do SDAM \u2013 Secretariado Diocesano de Anima\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria<\/p>\n<p>Aprendi que o mundo n\u00e3o \u00e9 a minha aldeia, mas o mundo.<\/p>\n<p>Aprendi que a pobreza extrema e a guerra acontecem a horas de caminho daqui, n\u00e3o noutro mundo.<\/p>\n<p>Aprendi que somos capazes da mais bela compaix\u00e3o.<\/p>\n<p>Aprendi que fraternidade significa ir at\u00e9 ao fim pelos outros, mesmo que os n\u00e3o conhe\u00e7a. S\u00e3o mesmo meus irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Aprendi que gente simples que se junta e une esfor\u00e7os, move montanhas.<\/p>\n<p>Aprendi que existe uma Igreja que n\u00e3o \u00e9 de reuni\u00f5es, mas de comunh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 a minha Igreja, essa que a cada dia que passa muda o mundo mais um pouquinho, cada vez mais perto do sonho de Deus para a humanidade.<\/p>\n<p>S\u00f3nia Pinho<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel de aprovisio-namentos. Coordenadora de projectos da ongd Orbis<\/p>\n<p>Aprendi e aprendo a simplicidade, a humildade, o dar valor \u00e0s pequenas coisas. Fiz voluntariado mission\u00e1rio em Mo\u00e7ambique, na Amaz\u00f3nia (Brasil, durante um ano e um m\u00eas) e em Angola. Estas viv\u00eancias tiraram-me o romantismo que \u00e9 ver o mundo cor-de-rosa.<\/p>\n<p>O mundo n\u00e3o \u00e9 cor-de-rosa. \u00c9 de muito sofrimento. Por isso mesmo, temos de lutar para torn\u00e1-lo melhor. Essa luta passa pelo empenhamento di\u00e1rio, da\u00ed que sublinhe a humildade, a simplicidade, o valor das pequenas coisas.<\/p>\n<p>Jorge Fragoso<\/p>\n<p>Padre da Unidade Pastoral de \u00c1gueda<\/p>\n<p>Acima de tudo senti que a igreja \u00e9 universal, que est\u00e1 inculturada e comunica com todos os povos. Estive em Nampula, Mo\u00e7ambique, no Ver\u00e3o de 1999.<\/p>\n<p>Celebrei l\u00e1 o s\u00e9timo anivers\u00e1rio da Missa Nova \u2013 sete anos de padre. Foi muito rico. A celebra\u00e7\u00e3o, com baptismos, s\u00f3 durou quatro horas e tal! Quem estava mais preocupado com terminar era eu. Por isso, perguntei ao Pedro, que era o respons\u00e1vel da comunidade: \u201cEnt\u00e3o como \u00e9? Estamos a demorar muito\u2026\u201d E ele respondeu-me: \u201cN\u00e3o se preocupe. N\u00f3s aqui n\u00e3o trabalhamos \u00e0 hora, mas pelo sol\u201d.<\/p>\n<p>Foi, toda ela, uma experi\u00eancia muito marcante, ao mesmo tempo que realizei o sonho de inf\u00e2ncia que era ir a \u00c1frica. Em 1999, eu era p\u00e1roco de Nossa Senhora de F\u00e1tima, terra do mission\u00e1rio Fernando Carvalho.<\/p>\n<p>M\u00e1rio Ferreira<\/p>\n<p>P\u00e1roco de Oi\u00e3<\/p>\n<p>No Ver\u00e3o de 2004, estive em Gabela, Angola, onde est\u00e1 o P.e Augusto Farias, que \u00e9 de Agad\u00e3o (\u00c1gueda).<\/p>\n<p>Em primeiro lugar aprendi a deixar de dizer \u201cn\u00e3o gosto\u201d. \u201cN\u00e3o gosto disto, n\u00e3o gosto daquilo\u201d. Com alguma priva\u00e7\u00e3o, aprendemos a gostar de tudo.<\/p>\n<p>Aprendi que \u00e9 poss\u00edvel sorrir com poucas coisas \u2013 e sorrir a s\u00e9rio. Entendi o que era a dimens\u00e3o do sofrimento.<\/p>\n<p>A partir desta experi\u00eancia, sinto a necessidade de envolver mais as par\u00f3quias ou a par\u00f3quia onde trabalho. A par\u00f3quia \u00e9 por natureza mission\u00e1ria, mas tem de estar mais aberta \u00e0 miss\u00e3o \u201cad gentes\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, admirei e admiro imenso a generosidade, o trabalho, a coragem e a alegria contagiante dos nossos mission\u00e1rios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Painel<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-18218","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18218","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18218"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18218\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}