{"id":18262,"date":"2011-10-12T10:41:00","date_gmt":"2011-10-12T10:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=18262"},"modified":"2011-10-12T10:41:00","modified_gmt":"2011-10-12T10:41:00","slug":"governos-sem-aliados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/governos-sem-aliados\/","title":{"rendered":"Governos, sem aliados"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Ao longo dos \u00faltimos s\u00e9culos, os Estados, e particularmente os governos, t\u00eam sido os agentes fundamentais dos progressos verificados no dom\u00ednio social. Para isso concorreram as forma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas mais implantadas, com realce para a social-democracia, a democracia crist\u00e3 e o socialismo. Os governos t\u00eam procurado sistematicamente fazer o equil\u00edbrio entre interesses divergentes, com realce para o conflito entre o capital e o trabalho, visando a optimiza\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. No entanto, apesar desta relev\u00e2ncia invulgar, n\u00e3o suscitam simpatias generalizadas, pelo menos  em pa\u00edses mais imaturos polticamente como \u00e9 o caso de Portugal. Quase toda a gente sabe que n\u00e3o existe alternativa ao Estado e governo, para a prossecu\u00e7\u00e3o do bem comum; mas quase toda a gente procede como se a desordem total fosse prefer\u00edvel \u00e0 exist\u00eancia deles, esquecendo que os benefici\u00e1rios da desordem nunca seriam as pessoas mais fr\u00e1geis. <\/p>\n<p>Para a preserva\u00e7\u00e3o da boa consci\u00eancia, muitas for\u00e7as pol\u00edtico-sociais n\u00e3o se afirmam, explicitamente, contra os Estados e governos, mas sim contra os que existem. Por tal motivo, apresentam alternativas que, em geral, n\u00e3o passam de meras abstrac\u00e7\u00f5es; e n\u00e3o esclarecem como \u00e9 que essas abstrac\u00e7\u00f5es se podem implantar e manter pela pela via democr\u00e1tica. <\/p>\n<p>Hoje, como no passado, os governos vivem sob dois fogos permanentes: A opress\u00e3o econ\u00f3mica e a contesta\u00e7\u00e3o social. A opress\u00e3o econ\u00f3mica prov\u00e9m dos grandes interesses transnacionais, cumpridores ou n\u00e3o da lei, que det\u00eam uma soberania poderos\u00edssima, superior \u00e0 dos Estados. A contesta\u00e7\u00e3o social prov\u00e9m de movimentos diversos de natureza pol\u00edtica, sindical, regional, local, intelectual, corporativa, medi\u00e1tica&#8230;, que disp\u00f5em de um verdadeiro poder soberano de corros\u00e3o demolidora. Os arautos da  opress\u00e3o econ\u00f3mica entendem que os governos cedem excessivamente \u00e0 contesta\u00e7\u00e3o social; e os arautos da contesta\u00e7\u00e3o social entendem que cedem excessivamente \u00e0 opress\u00e3o econ\u00f3mica. Neste contexto, o ser membro honesto de um governo exige a pr\u00e1tica di\u00e1ria de hero\u00edsmo, ou ascese exigente, defrontando-se com a alian\u00e7a efectiva da opress\u00e3o econ\u00f3mica e da contesta\u00e7\u00e3o social; al\u00e9m disso o povo, com suas institui\u00e7\u00f5es e empresas, tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 satisfeito. Em rigor, os governos n\u00e3o t\u00eam aliados; nem sequer nos outros \u00f3rg\u00e3os de soberania nem, muitas vezes, nos partidos que os \u00abapoiam\u00bb. <\/p>\n<p>O pa\u00eds ter\u00e1 futuro sem uma alian\u00e7a b\u00e1sica, ou pelo menos um entendimento firme, entre o governo, os outros \u00f3rg\u00e3os de soberania e as pessoas, institui\u00e7\u00f5es, empresas e movimentos empenhados a s\u00e9rio no bem particular e no bem comum?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-18262","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18262","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18262"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18262\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}